Lance Bass, de 47 anos, revelou que o sucesso dos NSYNC não se traduziu, nos primeiros anos da banda, em grandes ganhos financeiros. O cantor contou que chegou a receber apenas 35 dólares por dia e que o primeiro cheque significativo do grupo foi de 10 mil dólares, apesar dos álbuns de sucesso e das digressões esgotadas.

A revelação foi feita durante uma participação no ‘The Zach Sang Show’. Na conversa, o músico recordou os primeiros tempos da banda e explicou que os cinco elementos passaram cerca de três anos a trabalhar praticamente sem remuneração.

Segundo Bass, o grupo já atuava na Europa quando surgiram executivos interessados em contratá-lo. No entanto, o lançamento da banda no mercado norte-americano terá sido adiado porque os responsáveis queriam dar prioridade aos Backstreet Boys.

O cantor, que integrou o grupo ao lado de Justin Timberlake (45), JC Chasez (50), Joey Fatone (49) e Chris Kirkpatrick (54), considera que os NSYNC foram deliberadamente impedidos de chegar primeiro ao público norte-americano.

Apesar do enorme sucesso comercial, os rendimentos não corresponderam às expectativas. Bass recordou que o primeiro cheque de 10 mil dólares só chegou depois de anos de álbuns no topo das tabelas e concertos esgotados. O músico destacou ainda que o grupo gerava receitas significativas com a venda de produtos oficiais, mas afirmou que pouco desse dinheiro chegou até si.

Bass reconheceu que ainda existe a ideia de que acumulou uma grande fortuna graças à banda, mas garantiu que a maior parte do seu percurso financeiro aconteceu depois dessa fase. O cantor afirmou estar orgulhoso dos projetos que desenvolveu posteriormente e disse não ter enriquecido com o grupo.

Embora admita que alguns dos seus antigos colegas tenham conseguido melhores resultados financeiros, assegurou que já não guarda ressentimentos em relação às pessoas envolvidas na gestão da banda.

O artista também criticou a falta de preparação para a vida profissional após o fim do grupo. Na sua opinião, os responsáveis davam pouca importância ao futuro dos jovens músicos, justificando as exigências com o facto de serem novos, mesmo quando eram pressionados a trabalhar sem dormir o suficiente.

Bass sublinhou que uma carreira numa boyband pode ter uma duração limitada e que os elementos deveriam ter sido preparados para o que viria depois. A situação tornou-se ainda mais difícil quando o estigma associado às bandas juvenis começou a dificultar novas oportunidades profissionais.

O cantor considera que, após o fim dos NSYNC, o facto de ter pertencido a uma boyband fez com que algumas pessoas da indústria não levassem os antigos membros a sério. Destacou, contudo, o apoio das respetivas famílias como um fator importante para conseguirem ultrapassar essa fase.

Atualmente, os rendimentos provenientes de direitos e outras receitas ajudam a melhorar a situação financeira, mas Bass garante que a imagem de riqueza associada ao sucesso dos NSYNC não corresponde inteiramente à sua experiência.