Tapar a boca para dirigir palavras a outro agente desportivo vai dar cartão vermelho, no Mundial 2026 – que se realiza no México, Estados Unidos (EUA) e Canadá, entre os dias 11 de junho e 19 de julho. Trata-se de uma das alterações às leis do jogo, aprovadas pela FIFA e pelo International Football Association Board (IFAB).
Em momentos de conflito, os jogadores passam a estar expressamente proibidos de cobrir a boca com a mão, o braço ou a camisola para proferir palavras a outro agente desportivo. O presidente do Comité de Arbitragem da FIFA, Pierluigi Collina, explicou, em conferência de imprensa: "É algo que vai ser sempre punido com vermelho, porque é algo que um jogador faz propositadamente, não instintivamente. Esperamos que os jogadores não façam isso."
A alteração surge na sequência do caso de Gianluca Prestianni, jogador argentino que, ao serviço do Benfica, tapou a boca para falar com Vinicius Júnior. O brasileiro acusou Prestianni de insultos racistas, que este negou. O extremo das águias, recorde-se, foi suspenso preventivamente por um jogo pela UEFA.
Aberto um processo por racismo, Prestianni continuou a negar as acusações, mas admitiu comentários homofóbicos. A UEFA decidiu suspender o jogador por seis jogos.
O conjunto de alterações às leis do jogo contemplam também a expulsão de jogadores que protestem contra o árbitro enquanto abandonam o relvado.
Um pontapé de baliza que demore mais de cinco segundos desde que o árbitro levanta a mão, passa a transformar-se em canto para a outra equipa. Um lançamento lateral de mais de cinco segundos passa também a ser um arremesso adversário.
Durante as substituições, o jogador de saída terá dez segundos para abandonar o relvado e deve fazê-lo a partir do ponto mais próximo, a menos que o árbitro indique uma alternativa. Se exceder o tempo limite, o jogador que o substitui tem de ficar um minuto fora de campo.
Depois de um jogador receber assistência médica, só poderá reentrar em campo após estar um minuto de fora. A lei abre exceções para a assistência ao guarda-redes, a colisão de um guarda-redes com outro jogador, a colisão de dois colegas de equipa, lesões na cabeça ou para atleta que vão marcar um penálti.
O videoárbitro (VAR) também vai sofrer alterações. Poderá passar a interferir para "remover um segundo cartão amarelo mal exibido, para corrigir a identidade de um jogador a quem foi erradamente atribuído um cartão amarelo ou vermelho e para anular cantos incorretamente atribuídos, se for possível tomar a decisão imediatamente, sem atrasos no reatamento do jogo".
“Um pontapé de baliza não pode passar a canto. O objetivo é evitar que aconteça um golo a partir de um pontapé de canto errado. Tem de ser claro que o canto é errado. Como os cantos não são marcados imediatamente, é possível alterar a decisão nessa espera. Os jogadores aceitam a decisão quando é correta”, afirmou o responsável da FIFA.

















