Depois do enorme sucesso de ‘Michael’, a Lionsgate já está a preparar a continuação da cinebiografia dedicada ao Rei da Pop.

Durante a apresentação de resultados da empresa, o presidente da divisão cinematográfica da Lionsgate, Adam Fogelson, de 58 anos, revelou que as filmagens da sequela deverão arrancar no final de 2026 ou no início de 2027. A estreia está prevista para o final de 2027 ou para os primeiros meses de 2028.

Embora o estúdio ainda não tenha oficializado o projeto, o primeiro filme terminou com a mensagem "A sua história continua", deixando em aberto um novo capítulo da vida de Michael Jackson.

Realizado por Antoine Fuqua (61), ‘Michael’ acompanha a ascensão do artista desde os tempos dos Jackson 5 até ao auge da carreira. Interpretado pelo sobrinho do cantor, Jaafar Jackson (30), o filme termina na época da digressão ‘Bad’, em 1987.

Para já, não foi revelado qual será o período retratado na segunda produção. No entanto, espera-se que a narrativa possa abordar momentos marcantes da carreira, como o lançamento do álbum ‘Dangerous’, bem como as acusações de abuso sexual de menores que marcaram os últimos anos da vida do artista.

Esses episódios chegaram a estar previstos no primeiro filme, mas acabaram por ser removidos devido a um litígio jurídico. Segundo Adam Fogelson, os advogados do espólio de Michael Jackson descobriram uma cláusula num acordo celebrado com uma das acusadoras que impedia a sua representação em produções cinematográficas, obrigando a uma reformulação significativa do argumento.

Apesar disso, o responsável revelou que parte das cenas que ficaram de fora poderá agora ser aproveitada na sequela.

"Temos várias sequências, principalmente algumas grandes sequências musicais, que foram filmadas anteriormente e que quase certamente serão incorporadas", afirmou Fogelson. "Estamos focados principalmente agora em como garantir que possamos entregar, pelo preço certo, a maior e melhor sequência. É isso que o público vai querer e merecer depois da experiência que proporcionamos a eles da primeira vez."

O diretor da Lionsgate acrescentou ainda que, nesta fase, é cedo para avançar com previsões sobre o orçamento do novo filme, embora admita que a reutilização de material já gravado poderá ajudar a reduzir os custos de produção.