Carlos Alfredo de Brito nasceu a 9 de fevereiro de 1933, em Lourenço Marques, na então Moçambique portuguesa. Veio para Portugal em criança, cresceu em Alcoutim, no Algarve, e foi em Lisboa que encontrou a política e a prisão.

Aos 20 anos, já estava nas fileiras do Partido Comunista Português. A PIDE prendeu-o três vezes. Passou oito anos nas cadeias do Aljube, Caxias e Peniche, onde foi torturado. Estudou em Moscovo, regressou à clandestinidade, e estava em Lisboa na madrugada do 25 de Abril de 1974, a coordenar a organização do partido na capital.

Depois da Revolução, foi deputado à Assembleia Constituinte e exerceu mandato parlamentar ininterrupto de 1976 a 1991, quase sempre pelo Algarve, presidindo durante 15 anos ao Grupo Parlamentar do PCP. Em 1980, foi candidato presidencial do partido e retirou-se a favor de Ramalho Eanes. Entre 1992 e 1998, dirigiu o jornal Avante!.

No início da década de 2000, Carlos Brito entrou em rutura definitiva com o PCP e tornou-se figura central dos chamados renovadores. Em 2002, foi suspenso pelo Comité Central. Em 2003, autossuspendeu-se e nunca mais voltou. Fundou a Associação Renovação Comunista e continuou a criticar o partido com a autoridade moral de quem sofreu pelo partido antes de o partido existir como força legal.

Foi casado com Zita Seabra, também ela histórica militante comunista que percorreu caminho semelhante de rutura. Tinha duas filhas e três netas.

Morreu com 93 anos.