Quino, o labrador que participou nas operações de busca e salvamento na Venezuela, depois dos fortes sismos que atingiram o país em junho, morreu, com um grave problema de saúde.
O animal, que integrava a ONG espanhola Intervenção, Ajuda e Resgate (IAE), tinha sido distinguido pelo trabalho desenvolvido nas operações de resgate, onde ajudou as equipas a localizar pessoas entre os escombros.
Nos últimos dois meses, Quino passou por várias clínicas veterinárias, em diferentes países, numa tentativa de perceber a origem do problema. Apesar dos esforços dos veterinários em Espanha, França, Argentina e Estados Unidos, nunca foi possível chegar a um diagnóstico definitivo.
Nos últimos dias, o estado de saúde do labrador agravou-se. Os pulmões começaram a acumular sangue e o animal sofreu uma falência de vários órgãos, incluindo o fígado e os rins. “Já não aguentava mais”, explicou Moisés Benlloch, bombeiro da IAE.
Quino morreu numa clínica veterinária da Universidade Católica de Valência, onde o dono, Pancho, o levou numa última tentativa de encontrar uma solução para o problema. Uma campanha de angariação de fundos chegou a ser criada para suportar os tratamentos e exames realizados ao longo dos últimos meses.
Quino e Pancho tinham integrado a equipa da IAE enviada para a Venezuela na sequência dos dois sismos que atingiram o país. A 24 de junho, dois abalos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a cerca de 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de diferença, seguindo-se centenas de réplicas.

















