O príncipe Harry e Meghan Markle foram apanhados de surpresa pela forma como o Palácio de Buckingham divulgou uma carta, emitida por indicação do rei Carlos III, que reafirma que os duques de Sussex continuam sem desempenhar funções oficiais na família real britânica.

O casal contesta sobretudo o curto espaço de tempo que teve para analisar e reagir ao documento antes de este chegar à comunicação social.

A cronologia conhecida revela que a equipa dos Sussex recebeu a carta às 13:59 de segunda-feira, dia 7. Vinte minutos depois, às 14:19, contactou Buckingham para saber se as orientações já tinham sido distribuídas, explicando que pretendia informar Harry e Meghan e esclarecer alguns pontos.

Harry encontrava-se, porém, numa reunião e só foi contactado às 15:09. Dois minutos depois, às 15:11, a equipa recebeu a confirmação de que o documento já tinha sido enviado aos meios de comunicação. “Ficámos um pouco surpreendidos por não termos sido informados antecipadamente”, declarou um porta-voz do casal.

A carta, enviada pelo Lord Chamberlain, Richard Benyon, por indicação de Carlos III, reafirma o modelo definido em 2020, quando Harry e Meghan abandonaram as funções de membros ativos da Casa Real. Os títulos de Sua Alteza Real permanecem sem utilização e qualquer atividade comercial ou de beneficência é exercida a título privado.

O documento define a posição dos Sussex como semelhante à de “cidadãos privados com interesses comerciais e de beneficência”.

A nova tensão surge depois do regresso de Harry e Meghan ao Reino Unido e numa altura particularmente sensível: as autoridades britânicas estão a reavaliar as condições de segurança da família, uma questão pela qual Harry tem travado uma longa batalha.