Donald Trump, de 79 anos, anunciou que o cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah será prolongado por três semanas, em vez de expirar na segunda-feira, 27, como esperado. A decisão surge depois de os embaixadores de Israel e do Líbano se terem reunido, para uma segunda ronda de conversações na Casa Branca, que o presidente norte-americano refere corrido “muito bem”.
Numa nota na rede social Truth Social, na noite desta quinta-feira, 23, Trump escreveu que “os Estados Unidos vão trabalhar com o Líbano para o ajudar a proteger-se do Hezbollah”. Os embaixadores de Israel e do Líbano nos Estados Unidos agradeceram ao presidente norte-americano pelos esforços de mediação, durante a conferência de imprensa na Sala Oval.
O primeiro cessar-fogo anunciado, de 10 dias, entrou em vigor na sexta-feira, 17, na sequência das primeiras negociações diplomáticas entre Israel e o Líbano. O Hezbollah opõe-se às conversações entre os dois países.
Trump escreveu ainda que espera, “num futuro próximo, receber o primeiro-ministro de Israel, Bibi Netanyahu, e o presidente do Líbano, Joseph Aoun”, sem avançar uma data.
Embaixador de Israel diz que cessar-fogo com o Líbano “não é a 100%”
O embaixador de Israel junto da Organização das Nações Unidas (ONU), Danny Danon, admitiu que o cessar-fogo com o Líbano “não é a 100%”. Em declarações à CNN, referiu que “o Governo libanês não tem controlo sobre o Hezbollahe o Hezbollah está a lançar foguetes para tentar sabotar o cessar-fogo. Israel, temos de retaliar. Sempre que vemos uma ameaça, agimos”.
Horas antes, o Hezbollah tinha revelado o disparo de foguetes contra o norte de Israel. O exército israelita reivindicou um ataque contra infraestruturas da milícia xiita no sul do Líbano, que matou três militantes.

















