A Brisa anunciou que as obras de reconstrução da A1 avançam já esta semana. Isto depois de ver concluídos os trabalhos de consolidação do troço que ficou destruído, na sequência do rebentamento do dique do Mondego. Praticamente concluída está também a estabilização da laje de transição.

Em comunicado, a empresa concessionária da Autoestrada 1 (A1) informa que “estão concluídos os trabalhos de consolidação do aterro” e que se prevê, “nos próximos dois dias”, seja também concretizada a estabilização da laje de transição, no sentido Sul-Norte.

Depois de, na última quarta-feira, o dique do Rio Mondego junto àquela infraestrutura ter colapsado, a Brisa pôs mãos à obra e está empenhada na sua rápida recuperação, de modo a devolver a normalidade aos utilizadores da autoestrada.

Nos trabalhos dos últimos dias, foram empregues diversos meios, quer humanos quer materiais. “No total, foram utilizadas mais de 9 mil toneladas de material pétreo, para impedir a erosão do aterro e proteger a área afetada, servindo de base aos trabalhos de reconstrução da plataforma, no sentido Norte-Sul da Autoestrada 1, entre os nós de Coimbra Sul e Coimbra Norte”, acrescenta a nota da Brisa.

A iniciativa de reparação contou ainda com mais de 70 trabalhadores e técnicos, tendo sido mobilizados mais de 50 meios, entre equipamento técnico e transporte. Nos trabalhos estiveram envolvidos 35 camiões que circularam sobre “mais de 80 mil quilómetros para transporte do material pétreo que compôs a primeira fase da obra”.

“Os trabalhos que se encontram agora em fase de conclusão visavam impedir o agravamento dos danos causados pela violência das águas do Rio Mondego, após o rebentamento do dique por baixo do Viaduto C, nas duas faixas de rodagem da A1”, lê-se ainda no escrito da Brisa, que sustenta que “a reconstrução da laje de transição e do pavimento só poderia ser feita após a reposição do aterro”.