Um jogo decisivo do futebol queniano terminou em cenas de violência, depois de o árbitro John Sulwe ter sido perseguido e agredido após assinalar uma grande penalidade. O encontro entre Kariobangi Sharks e Mombasa United, disputado em Nairobi, acabou por ser interrompido e não chegou ao fim.
O incidente aconteceu na segunda mão do playoff que decidiria qual das duas equipas teria lugar na primeira divisão do Quénia. O Kariobangi Sharks vencia por 2-1 quando, por volta dos 65 minutos, Sulwe assinalou uma grande penalidade a favor do Mombasa United. A decisão provocou de imediato fortes protestos.
Os jogadores dos Sharks rodearam o árbitro e alguns chegaram a empurrá-lo. Pouco depois, vários adeptos invadiram o relvado e começaram a perseguir o juiz da partida. As imagens mostram Sulwe a tentar fugir enquanto é agredido, tendo sido atingido no rosto. Uma cadeira de plástico foi ainda lançada na sua direção, passando a poucos centímetros da cabeça.
Perante o cenário de violência, elementos da segurança entraram em campo e conseguiram retirar o árbitro do relvado. O encontro acabou por ser abandonado, deixando por decidir a eliminatória, que estava empatada 3-3 no conjunto das duas mãos. O Mombasa United tinha vencido o primeiro encontro por 2-1.
O caso está a causar indignação no Quénia. O jornal local The Standard classificou as cenas como “embaraçosas” e uma “vergonha”, destacando uma fotografia em que Sulwe surge a ser atingido no rosto.
Até ao momento das primeiras notícias sobre o incidente, nem a Federação de Futebol do Quénia (FKF) nem os dois clubes tinham anunciado uma decisão sobre as consequências dos acontecimentos. O desfecho do play-off deverá agora passar pelos órgãos disciplinares da federação.

















