Rui Borges, de 44 anos, voltou a sublinhar o peso das origens e do percurso pessoal no trajeto que o levou até ao comando técnico do Sporting. Na antevisão ao encontro frente ao Athletic Bilbao, o treinador foi questionado sobre a sua evolução enquanto técnico e aproveitou para recordar o início da carreira, em Mirandela, bem como um detalhe que considera simbólico: o relógio que continua a usar.
“Eu sinto-me uma pessoa muito simples e o Casio está lá sempre. 20 euros. 19,90€”, começou por dizer, explicando que o objeto representa muito mais do que um acessório. “Lembro-me do meu trajeto, de onde vim e do que me custou”, acrescentou.
Apesar de liderar atualmente um dos maiores clubes do futebol português, Rui Borges rejeita mudanças associadas ao estatuto. “Não é por estar aqui agora que vou ter um relógio de 500 ou 1.000 euros”, afirmou, sublinhando que o essencial permanece inalterado. “Agora os estádios têm todos cronómetros, nem precisava de relógios”, ironizou, antes de concluir: “Define bem o que sou.”
O treinador aprofundou depois a forma como se vê enquanto pessoa e profissional. “Sou uma pessoa simples, honesta, direta e serei sempre assim, não consigo ser sempre assim”, disse, corrigindo-se de imediato. “Sou simples e humilde q.b., porque às vezes, a humildade em excesso é vaidade.”
Rui Borges destacou ainda a importância das relações humanas no seu percurso: “Sou muito honesto, muito direto com toda a gente, amigo do amigo, não me esqueço de quem me ajuda e serei sempre grato a quem me ajuda. Serei sempre assim, o Rui de Mirandela.”

















