A saúde mental de Donald Trump começa a tornar-se uma preocupação recorrente dos líderes europeus em Bruxelas. O tema surge com cada vez mais frequência em conversas e reuniões e têm sido alimentadas pelo conteúdo das intervenções recentes do presidente dos Estados Unidos (EUA).
As ambições expansionistas de Trump, em particular a insistência na Gronelândia, levam vários responsáveis europeus a considerar que o presidente norte-americano ultrapassou limites políticos e diplomáticos.
A preocupação subiu de tom depois de o primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, ter expressado junto de outros líderes europeus a sua inquietação com o “estado psicológico” de Trump e classificou a situação como potencialmente perigosa. As declarações causaram surpresa, dado que o líder eslovaco um dos aliados mais próximos do presidente dos EUA na Europa. Apesar de tudo, em Bruxelas, há a convicção de que Trump seguirá o mesmo rumo.
No caso da Gronelândia, o futuro ainda não é certo. Apesar de se falar em soluções negociadas, fontes europeias acham que Trump não ficará satisfeito com pequenas concessões. Ao mesmo tempo, o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, tem tentado reduzir publicamente as críticas, uma atitude que já começa a causar desconforto em várias capitais europeias.

















