Um violento sismo de magnitude 7,7 atingiu o Panamá, provocando o pânico entre a população, o desabamento de edifícios e dezenas de feridos. O presidente, José Raúl Mulino, classifica a situação como um "grande desastre", numa altura em que as autoridades continuam a avaliar os estragos.
O terramoto ocorreu esta sexta-feira, dia 9, com epicentro na região de Herrera, a cerca de 240 quilómetros da capital, e a uma profundidade de dez quilómetros.
Segundo o balanço divulgado este sábado (10) pela Proteção Civil, há pelo menos 27 feridos, mas nenhuma vítima mortal ou pessoa desaparecida confirmada. Cerca de 300 pessoas foram retiradas preventivamente e mais de 400 edifícios sofreram danos, incluindo 142 habitações e 188 estabelecimentos de ensino. Não existe ainda um número oficial de desalojados.
"Estamos perante um grande desastre", declarou José Raúl Mulino, que se deslocou às zonas atingidas para acompanhar as operações de emergência. "Estou em Penonomé, a percorrer as zonas afetadas e a coordenar rapidamente ajuda e soluções para os atingidos pelo sismo", acrescentou o chefe de Estado, apelando à calma.
Em Penonomé, parte de um hotel desabou, tal como estruturas de uma igreja e do edifício do governo provincial. Várias estradas ficaram danificadas. O abalo foi sentido até à Colômbia e desencadeou um alerta de tsunami, entretanto levantado. Registaram-se mais de uma centena de réplicas.
As autoridades mantêm equipas de emergência mobilizadas, enquanto prossegue a avaliação dos prejuízos.
















