Suge Knight, de 61 anos, que estava com Tupac Shakur na noite em que o rapper foi baleado em Las Vegas, revelou ao TMZ uma história insólita sobre os últimos momentos relacionados com o corpo do artista e o destino das suas cinzas.

Segundo o antigo responsável da Death Row Records, a mãe de Tupac queria que o filho fosse cremado pouco depois da morte. Foi então que Suge entrou em contacto com um homem ligado a uma funerária, mas recebeu inicialmente uma resposta negativa: o homem dizia estar ocupado durante os dias seguintes.

Determinado a acelerar o processo, Suge conta ao TMZ que conseguiu descobrir a morada do homem e dirigiu-se até à sua casa acompanhado por duas malas. Numa levava 200 mil dólares (cerca de 171 mil euros) em dinheiro e, na outra, um milhão de dólares (cerca de 857 mil euros).

De acordo com o relato, Suge começou por oferecer a primeira mala, mas a proposta não foi suficiente para convencer o homem a realizar a cremação naquela noite. O antigo executivo diz ter então aumentado a quantia e colocado ambas as malas sobre a mesa. O valor total, 1,2 milhões de dólares (cerca de 1,029 milhões de euros), terá sido suficiente para obter o acordo.

A história não termina na cremação. Suge afirmou ainda que, posteriormente, a mãe de Tupac reuniu algumas pessoas no quarto de hotel onde estava hospedada, em Las Vegas. Segundo o seu relato, as cinzas do rapper terão sido colocadas em cigarros de marijuana, que acabaram por ser fumados pelos presentes.

Suge diz que decidiu não participar. Como estava em liberdade condicional, explicou à mãe de Tupac que temia que consumir as cinzas pudesse constituir uma violação das condições a que estava sujeito.

Recorde-se que, quase 30 anos depois da morte de Tupac, o caso continua a ter desenvolvimentos judiciais. Duane 'Keefe D' Davis (63) está atualmente a ser julgado pelo homicídio do rapper.

Ainda segundo Suge Knight, contudo, a investigação não deveria concentrar-se apenas em Davis. Em declarações ao TMZ, o antigo empresário de Tupac sustentou que terá havido outras pessoas envolvidas no crime.