Há músicas que nos ficam na cabeça durante semanas. Outras podem, em situações extremas, ajudar a salvar uma vida. É o caso de 'Pink Clouding', um dos novos temas de Taylor Swift, incluído no disco 'The Life of a Showgirl: The Encore', lançado a 25 de setembro.
Segundo a American Heart Association (AHA), a canção tem 106 batimentos por minuto, um ritmo que se enquadra na velocidade recomendada para fazer compressões torácicas durante uma reanimação cardiopulmonar (CPR). A mesma entidade aconselha que, numa paragem cardíaca, as compressões num adulto sejam feitas a um ritmo de 100 a 120 por minuto.
Taylor Swift não é caso único. Outros êxitos também servem: 'Stayin' Alive', dos Bee Gees, 'Uptown Funk', de Mark Ronson e Bruno Mars, 'Rolling in the Deep', de Adele, e 'Jolene', de Dolly Parton.
Mas porquê este ritmo? Numa paragem cardíaca, o coração deixa de bombear sangue de forma eficaz. As compressões ajudam a manter algum fluxo sanguíneo, sobretudo para o cérebro e outros órgãos vitais, enquanto se tenta restabelecer a circulação normal. Para isso, é preciso manter uma cadência suficientemente rápida, mas sem acelerar demasiado.
A AHA sublinha que uma reanimação de qualidade depende de vários fatores: frequência e profundidade adequadas (cerca de cinco centímetros é o ideal), o mínimo de interrupções e o posicionamento correto das mãos.
É aqui que a música entra. Contar mentalmente as compressões é difícil numa emergência, quando o stress e o esforço físico aumentam. Ter uma melodia familiar na cabeça funciona como referência para manter o ritmo certo.

















