O Boavista encerrou a atividade desportiva, depois de falhar o depósito da verba necessária para suportar as despesas correntes do clube, relativas ao mês de junho, anunciou a administradora de insolvência, Maria Clarisse Barros.

Numa mensagem de correio eletrónico a que a Lusa teve acesso, a responsável informou que, "estando a ser integralmente incumpridos os pressupostos determinados na assembleia de credores para a manutenção em funcionamento da atividade da insolvente", será executada a deliberação de encerramento. A medida produziu efeitos desde quarta-feira, dia 15, abrangendo todas as atividades desenvolvidas no Estádio do Bessa e espaços adjacentes, incluindo as modalidades.

A administradora recordou que não foi efetuado "por qualquer interveniente" o depósito na conta da massa insolvente do donativo destinado a assegurar os custos de funcionamento da estrutura durante junho, bem como o défice estimado das modalidades nesse mês. Acrescentou ainda não existir qualquer perspetiva de entrada dessa verba, nem da quantia necessária para suportar as despesas do mês de julho, enquanto as dívidas continuam a aumentar.

O encerramento já estava previsto como possibilidade caso o clube incumprisse as condições definidas pela assembleia de credores para manter a atividade. Nessa situação, a administradora podia determinar o fecho imediato, com efeitos 15 dias depois da decisão, sem necessidade de nova reunião dos credores. Desde dezembro de 2025, esse cenário esteve perto de se concretizar em várias ocasiões, mas acabou sempre por ser evitado.

Na mensagem, Maria Clarisse Barros agradeceu "a dedicação, quase sem limites" de diretores, treinadores e adjuntos, bem como o contributo dos atletas que representaram o emblema portuense. A responsável informou ainda que as chaves das instalações, livres de pessoas e bens, terão de ser entregues até dia 31.