Donald Trump, de 80 anos, voltou a defender que merece receber o Prémio Nobel da Paz, poucos dias antes de ser conhecido o vencedor da edição de 2026. O anúncio está marcado para sexta-feira, dia 9.

Questionado por jornalistas na Casa Branca, o presidente norte-americano afirmou que “já está na hora” de receber o galardão e defende que o seu desempenho na política internacional justifica a distinção. Entre os argumentos apresentados estão a intervenção em oito conflitos, os esforços para travar o programa nuclear do Irão e o regresso dos reféns israelitas que estavam nas mãos do Hamas: "Não estou a gabar-me. Estou apenas a dizer os factos. Provavelmente, nenhum Presidente resolveu guerras. Eu resolvi oito guerras, e grandes guerras."

Trump voltou ainda a referir a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, que a administração norte-americana tem procurado terminar sem que, até ao momento, tenha sido alcançado um acordo de paz.

O presidente dos Estados Unidos tem insistido na ideia de que a sua atuação diplomática merece reconhecimento internacional. Também já criticou a atribuição do Nobel a Barack Obama, em 2009, argumentando que ele próprio terá evitado milhões de mortes e contribuído para impedir aquilo que descreveu como a “total destruição do mundo”, através da pressão sobre o Irão.

Apesar da confiança demonstrada, Trump admite que o Comité Nobel poderá voltar a deixá-lo de fora: “Não sei qual vai ser a decisão. Eles têm a reputação de talvez não o atribuírem a pessoas como eu.”

Ainda assim, acrescentou que, independentemente do resultado, considera ter feito mais do que outros candidatos e que seria um “grande descrédito” para o comité não lhe atribuir o prémio.

Entre os países que terão indicado Trump para o Nobel deste ano estão o Camboja, Israel e o Paquistão.

Créditos: @atrupar/X