A União Geral de Trabalhadores (UGT) informou o Governo que está indisponível para marcar presença na reunião com as confederações patronais, sobre as alterações à lei laboral, convocada para esta quarta-feira, às 15:00, no Ministério do Trabalho.

De acordo com a tutela, a cargo de Maria do Rosário Palma Ramalho, “a UGT (única central sindical convocada) foi convidada e não mostrou disponibilidade em nenhum momento esta semana”. No entanto, o Governo garante manter a disponibilidade para conversar e que “a reunião vai acontecer”.

Em comunicado, a UGT anunciou que não irá comparecer na reunião, já que a considera “extemporânea”. “A UGT não pode deixar de lamentar a divulgação de tal reunião, após contactos por parte do Governo nos quais a UGT informou de imediato a sua indisponibilidade para a data proposta e a sua disponibilidade para qualquer outra.”

Aos olhos da central sindical, “trata-se de uma clara precipitação face à necessidade de, em reuniões desta natureza, se acordarem datas e ordem de trabalhos com os demais interlocutores”. Porém, a UGT revela-se disponível para futuras conversações e realça que “o trabalho a fazer será ainda longo”, sendo que não se justifica “a pressa desta ‘convocatória’ extemporânea”. E mais sublinha que “não se realizou sequer qualquer discussão em torno das propostas da UGT consolidadas no documento ‘Trabalho com Direitos XXI'”.

A UGT contesta o contexto desta reunião, “no quadro de um processo que se quer sério, credível e realizado com lealdade e transparência”, e afirma esperar que não se repita futuramente, “seja qual for a natureza das reuniões em causa”.

“Face ao exposto, cumpre à UGT reiterar, tão publicamente quanto a notícia da reunião, que a mesma, a verificar-se, se realizará sem a presença da Central, em virtude de questões de agenda”, termina o comunicado.

O encontro, promovido pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, conta com as presenças de delegações da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) e Confederação do Turismo Português (CTP).