A VASP deverá continuar a assegurar a distribuição de jornais e revistas em todo o território continental durante os próximos três anos.

A empresa liderada por Marco Galinha ficou em primeiro lugar nos dois lotes do concurso público internacional lançado pelo governo para garantir a chegada da imprensa às regiões de menor densidade populacional.

A proposta global da VASP ronda os 2,3 milhões de euros, saindo derrotada a Pergaminhoflash Distribuição, uma sociedade constituída apenas em junho, aparentemente à pressa e precisamente a tempo de participar neste concurso. Essa empresa foi criada por José Manuel Rogeira de Jesus, proprietário da Parsoc, acionista da estrutura empresarial ligada ao Jornal de Notícias e a O Jogo.

No lote Norte e Centro, a VASP apresentou uma proposta de 1,2 milhões de euros, contra 1,4 milhões da concorrente. No segundo lote, que abrange o Sul, a Pergaminhoflash acabou excluída por não garantir pontos de venda em Alcoutim e Marvão, uma exigência obrigatória do procedimento. A decisão ainda é preliminar e os concorrentes podem pronunciar-se antes da adjudicação definitiva.

A derrota representa também um revés para uma empresa que se movimentava na órbita da Notícias Ilimitadas, dona do JN e de O Jogo, liderada por Domingos Andrade e atualmente confrontada com graves dificuldades financeiras, incluindo rendas e outros pagamentos em atraso e conflitos com trabalhadores.

A VASP mantém, assim, uma operação essencial para a sobrevivência da imprensa em papel fora dos grandes centros urbanos.