A atleta etíope Ruti Aga, de 32 anos, que venceu a Maratona de Tóquio em 2019, foi suspensa por seis anos após testar positivo para uma substância proibida e tentar manipular o processo de controlo antidoping. A decisão foi anunciada pela Unidade de Integridade do Atletismo (UIA).
Ruti Aga acusou positivo para metilprednisolona a 15 de março, durante a meia-maratona de Meishan Renshou, na China, prova que venceu. Segundo a UIA, a substância é um glicocorticoide incluído na lista de produtos proibidos da Agência Mundial Antidopagem durante as competições. A investigação concluiu ainda que Aga forneceu informações falsas e apresentou, a 4 de maio, um documento alegadamente falsificado para justificar a presença da substância. A atleta atribuiu o resultado positivo a um tratamento para uma lesão no joelho.
De acordo com o organismo, a receita apresentada teria sido emitida por uma clínica inexistente e assinada por um familiar sem habilitação para exercer medicina. Esse familiar terá admitido utilizar um antigo bloco de receitas de um anterior empregador. A clínica em causa confirmou que nunca tinha trabalhado com essa pessoa e negou ter emitido o documento.
A suspensão divide-se em duas penalizações: dois anos pelo resultado positivo no controlo antidoping e quatro anos pela falsificação da receita.
Ruti Aga conquistou vários lugares de pódio em provas internacionais, incluindo a Maratona de Berlim, onde foi segunda classificada em 2017 e 2018, e a Maratona de Nova Iorque, na qual terminou em terceiro lugar em 2019.

















