Bruno Mascarenhas, de 54 anos, vereador do Chega na Câmara de Lisboa, e Mafalda Livermore (35), a jurista que Carlos Moedas (56) demitiu da administração dos Serviços Sociais da autarquia, assumiram publicamente o namoro, um relação que é criticada dentro do próprio partido de André Ventura.
Mafalda Livermore foi nomeada por Carlos Moedas, após indicação atribuída a Mascarenhas. A polémica agravou-se com uma reportagem da RTP sobre o alegado arrendamento de imóveis a imigrantes em condições indignas. Livermore contestou as acusações, afirmando que tinha apenas um apartamento arrendado e negando que os inquilinos estivessem em situação irregular.
A própria saída dos Serviços Sociais foi objeto de versões divergentes. Enquanto o afastamento foi apresentado como uma exoneração, Livermore garantiu que colocara o lugar à disposição antes da divulgação da reportagem, na sequência de uma conversa com o vice-presidente da Câmara, Gonçalo Reis.
No Chega, Rita Matias pediu a demissão do vereador, considerando que o caso envergonhava o partido. Mascarenhas recusou abandonar o cargo e, numa entrevista ao NOW, em 23 de março, defendeu a Mafalda Livernore, contestou a credibilidade da investigação jornalística e afirmou manter condições para continuar na autarquia.
O vereador atribuiu ainda a Carlos Moedas a responsabilidade de explicar as decisões relativas a Livermore. “Quem procedeu à nomeação foi o senhor presidente de câmara”, declarou, defendendo que o autarca deveria esclarecer tanto a entrada como a saída da sua companheira dos Serviços Sociais.




















