A Organização Internacional da Aviação Civil (ICAO) anunciou, há menos de uma semana, novas regras para o transporte de power banks com baterias de lítio, para reforçar a segurança dos passageiros e das companhias aéreas.
Para saber mais sobre as novas regras, o 24Horas falou com o Diretor-Geral do Aeródromo de Tires, Jorge Roquette Cardoso, que explicou melhor esta lei, apresentada na sexta-feira, dia 31: “Basicamente obrigam a que os passageiros não possam levar mais de duas unidades de power bank e obrigam a que os equipamentos sejam guardados única e exclusivamente na bagagem de cabine que é arrumada debaixo do banco.”
Outra novidade, e bastante importante para os passageiros, é que vai “deixar de ser permitido carregar dispositivos usando o próprio power bank durante o voo, como também não é permitido carregar os próprios dispositivos com as ligações que estão disponíveis em grande parte dos aviões comerciais”.
As razões para a nova lei “surge na sequência de um conjunto de incidentes que podem tornar-se graves, como por exemplo incendiaram-se e por inúmeras razões” e, como se sabe “um incêndio a bordo é algo gravíssimo”.
Quando questionado pelo 24Horas se acha que os passageiros vão mostrar alguma resistência a esta nova regra, Jorge Roquette Cardoso afirma que “depende muito das culturas”: “Se depois as pessoas respeitam as regras, vai da consciência de cada um, porque a fiscalização é feita pelas próprias tripulações. Se o tripulante verificar que alguém está a usar o power bank vai ter que o avisar.”
Aos passageiros que se possam mostrar resistentes a esta mudança, o Diretor-Geral do Aeródromo de Tires, frisou: “As regras não são criadas para complicar a vida a ninguém. Não há ninguém em parte nenhuma do mundo interessado em criar uma regra destas para estar a chatear o passageiro.”