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  • “Fui a pessoa mais atacada do Mundo nas redes sociais”, Meghan Markle
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Vítor Silva

Este conflito começou em fevereiro de 2026, após ataques de Israel e dos Estados Unidos. Não concordo, de todo, com...

Este conflito começou em fevereiro de 2026, após ataques de Israel e dos Estados Unidos. Não concordo, de todo, com uma intervenção militar direta; creio que este tipo de ação deve privilegiar o direito internacional e a proteção dos direitos humanos. Uma intervenção militar unilateral nunca deveria ocorrer. Quero, aqui, chamar a atenção para a falta de legitimidade internacional em ações militares que não passem pelas Nações Unidas.

Tem estado bem o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, que, aliás, tem sido uma das vozes mais críticas, rejeitando a ação militar unilateral dos Estados Unidos da América e de Israel, e alertando para o risco de uma guerra prolongada e devastadora. Por outro lado, não tenho apreciado a liderança da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ao adotar uma agenda muito alinhada com a do presidente dos EUA, Donald Trump, desvalorizando o direito internacional.

Devemos saber distinguir o povo iraniano do seu governo. O que referi anteriormente não significa que apoie o regime de Teerão, do qual discordo veementemente. Parece-me correta a posição da bancada social-democrata no Parlamento Europeu, ao sugerir que o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica seja classificado como organização terrorista pela União Europeia. O centro-esquerda europeu vê a guerra como um fator de instabilidade económica e regional, preferindo o uso de sanções e alavancas diplomáticas em vez da força militar para conter as ambições nucleares e a repressão interna do Irão. No entanto, nem todos seguem esta linha: repare-se no governo trabalhista de Keir Starmer, que mantém uma postura mais dura contra o regime iraniano, autorizando o uso de bases britânicas pelos EUA e distanciando-se da posição mais pacifista de países como Espanha e Noruega.

Para mim, não restam dúvidas: a diplomacia não é apenas uma alternativa, mas o único caminho legítimo para uma resolução duradoura no Irão. Não queremos uma solução de dias ou horas, mas sim de anos e décadas. Esta resolução tem de se afirmar através do Direito Internacional. Devemos defender uma abordagem que evite o confronto militar ilegal sem autorização das Nações Unidas; parece que a diplomacia foi abandonada prematuramente em favor da força. Os diplomatas devem persistir no esforço para que, através do diálogo, o Irão abandone as ambições nucleares. Estamos cientes da falta de direitos humanos no país, mas a diplomacia europeia deve ser, acima de tudo, um pilar no apoio à transição democrática, em vez de se focar exclusivamente na questão nuclear.

O fracasso desta diplomacia já está a causar grandes prejuízos económicos por todo o mundo, traduzindo-se na subida dos preços da energia e dos produtos alimentares, entre outros. O ideal seria um cessar-fogo imediato para evitar mais mortes e prejuízos financeiros globais, permitindo, sobretudo, que o Irão se torne um Estado democrático pela vontade das suas gentes e não por imposição externa. A diplomacia e o respeito pelo Direito Internacional são os únicos caminhos para uma solução duradoura. É vital priorizar a transição democrática e a paz, evitando o confronto militar unilateral que apenas gera instabilidade económica e sofrimento humano evitável.