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  • “Trump nem saberá onde fica o Irão”, Miguel Sousa Tavares
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Luís Gomes

O discurso económico de Donald Trump soa forte, mas não resiste ao confronto com os números. A inflação está hoje...

O discurso económico de Donald Trump soa forte, mas não resiste ao confronto com os números. A inflação está hoje em 2,7%, ainda acima da meta de 2% da Reserva Federal. Contudo, é justo reconhecer que, considerando que as tarifas alfandegárias tendem a gerar pressão inflacionista, estes números até são positivos. O problema é outro: para que os aranceles funcionem como instrumento de política económica, é necessária uma estratégia clara de reindustrialização — e essa estratégia simplesmente não existe. No mercado laboral, a distância entre discurso e realidade é evidente: criaram-se apenas 64 mil empregos em novembro, quando seriam necessários entre 120 e 170 mil para manter a economia estável. O desemprego subiu para 4,6%, máximo de quatro anos. Já o crescimento económico abrandou de 2,8% registado em 2024 para perto de 2% em 2025, longe da “era dourada” anunciada. Assim, os próprios números desmentem Trump e mostram que, sem um plano industrial coerente, as tarifas alfandegárias dificilmente produzirão os resultados prometidos até ao final do seu mandato. Os discursos passam; os dados ficam — e contam outra história.