
Carlos Janela
É evidente que a função de Guarda Redes foi a que mais evoluiu no futebol nos últimos 30 anos.
Essa evolução e aperfeiçoamento foi tão extraordinário que derrubou uma grande quantidade designações usadas e a maioria dos princípios/conceitos da análise das equipas, dos jogos e do futebol actual, nas suas diversas dimensões.
Todos conhecemos a usada e repetida expressão, “os 10 jogadores de campo”.
Mas uma equipa não são 11 jogadores? Então quem sobra? Qual é o excluído?
Quem ficou “fora de campo”?
É claro que o “excluido” é…o guarda-redes!
Veja-se a soma das várias tactica do futebol,
O 4x4x2; o 4x3x3; o 3x5x2; o 3x4x3; etc. Todas somam10 jogadores.
Mas uma equipa não é composta por 11 elementos? Então quem era o elemento da equipa eliminado /ignorado no jogo?
O guarda-redes!
E se há trinta e mais anos, essas velhas expressões e entendimentos, ainda faziam algum sentido porquecorrespondiam a uma realidade generalizada. Hoje,
Apesar de ainda usada por muitos comentadores distraídos, não refletem a realidade real do jogo, nem tudo aquilo que os nossos olhos veem em cada jogo dos campeonatos profissionais em todo mundo.
Nesses tempos, os guarda-redes, treinavam sempre à parte. Não integravam activamente o jogo da equipa. Sempre que recebiam uma bola jogável dos colegas ou adversários, ou a agarravam e/ou a chutavam de qualquer maneira para o mais longe possível.
Quando iniciavam uma jogada a partir da sua área, era quase sempre com as mãos. Lembro os grandes elogios aos guarda-redes que tinham a capacidade técnica de fazer passes longos com as mãos.
Quem não se lembra que o jogo de pés dos guarda-redes ser tão inábil que na maioria das equipas eram os defesas que batiam os pontapés de baliza para que a bola chegasse longe e o melhor possível aos avançados da sua equipa.
Foi um longo período do futebol em que o guarda-redes tinha apenas por incumbência – defender os remates dos adversários; agarrar a bola, chutá-la para o ataque; ou com as mãos, entregar a bola ao colega mais próximo.
Numa fase seguinte,
A evolução do trabalho dos GRedes passou a ter a capacidadebater com qualidade os pontapés de baliza, permitindo o adiantamento no campo das linhas defensivas, e a ser dominante no chamado “jogo aéreo” fora dos postes.
Ter um GR bom no jogo “fora dos postes”, representava um aumento da qualidade defensiva de uma equipa.
Outro exemplo concreto,
Eram raríssimos os guarda-redes que defendiam bem penáltis. A maioria dos penáltis eram falhados pelos marcadores e não defendidos pelos GRs. Actualmente,
Para além de ter aumentado o número de penáltis não concretizados, 90% dos castigos máximos falhados são defendidos pelos guarda-redes. Significativo.
Definitivamente, nos dias de hoje, acabaram os jogos de 10 contra 10.
No futebol moderno, as equipas jogam com “11 jogadores de campo”.
A soma dos jogadores de cada equipa é o número 11.
Uma equipa para ter sucesso desportivo deve ser um todo composto por 11 capacidades.
Para melhor expressar o presente contexto do futebol, os números das designações tácticas e algumas concepções devemser corrigidas e actualizadas.
Há muito que acabou o “futebol de sectores ou partes”.
Hoje uma equipa é um TODO dinâmico de 11 jogadores em que nenhum elemento é prescindível quer no jogo defensivo que no jogo ofensivo.
No presente,
Pela grande qualidade do treino dos GRs nas suas diferentes vertentes; pela integração dos GRs no jogo da equipa; E, pelomérito e competência das novas gerações de GRs, a função do guarda –redes está muito valorizada quer na qualidade do jogo, quer no valor que os guarda-redes têm no mercado dos jogadores.
Hoje, mais que outrora, o desempenho dos guarda-redes é decisivo para o sucesso desportivo e para a conquista de títulosdas grandes equipas.
Não é verdade que,
A maioria das jogadas das equipas começam na qualidade dospés dos guarda-redes?!
A qualidade e o critério de cada passe de um GR interferem decisivamente no jogo ofensivo da sua equipa.
Mais ainda, os GRs passaram a ser uma linha de passe na construção do jogo. E,
Mais uma opção estratégica para atrair a pressão do adversário e depois explorar a profundidade através de lançamentos longos. Também,
A profundidade do jogo adversário passou a ter mais uma dificuldade, os GRs.
Nos últimos 20 anos, de forma crescente, todos os estudos estatísticos e análises dos jogos das principais competições nacionais e internacionais, confirmam uma subida exponencial da participação quantitativa e qualitativa dos GRs no jogo ofensivo e defensivo das suas equipas.
O Brasil é um exemplo paradigmático da grande evolução das qualidades, atributos e responsabilidades dos “goleiros” no futebol contemporâneo.
Com a “revolução Taffarel” iniciada no final dos anos 90, aquele Brasil sem GRs de qualidade superior, passou a ter uma das melhores escolas de “goleiros” do mundo, tendo em conta o rácio numero-qualidade.
A notável evolução das capacidades e competências dos GRsdeve-se essencialmente à melhoria das metodologias de treino especificas para a função, ao desenvolvimento das qualidades técnicas na relação dos pés com a bola, tornando possível a sua participação activa no jogo ofensivo da equipa.
Um exemplo concreto é a Espanha, campeã do mundo, tem como GR titular o Unai Simon, pelo seu excelente “jogo de pés”, mas que, na minha opinião, não entra no Top 10 dos melhores do mundo e até tem uma cotação inferior aos seus suplentes na La Roja.
O preço alto dos GRs no Primeiro Mercado de Transferências de Jogadores, reflete essa crescente valorização.
O valor dos GRs passou a ser considerado como as demais funções no campo.
Para nossa alegria e orgulho, temos o Diogo Costa que é excelente exemplo do que é um Guarda Redes de Elite na dinâmica do futebol jogado pelas grandes equipas e seleções em 2026.
Volto a terminar, repetindo que o Desporto deveria ser formalmente considerado como uma das necessidades fundamentais do Homem a par do Amor, Alimentação, Cultura, Descanso e Trabalho.

Carlos Janela
O relvado é um tribunal onde a realidade não mente nem se consegue manipular.
Há histórias no futebol que deveriam terminar como terminam as grandes histórias dos herois da humanidade, no momento certo, com dignidade, com reconhecimento e com aplausos.
O problema é que, algumas vezes, o actor principal recusa cumprir o último capítulo.
Houve um tempo em que um jogador foi, sem qualquer dúvida, um dos melhores do mundo.
Foi extraordinário. Ganhou, marcou, decidiu, encantou o mundo inteiro.
Durante muitos anos, o planeta do futebol rendeu-se ao seu talento e mesmo nos momentos em que fez algumas diatribes, sempre lhe perdoaram como se perdoa os deuses do Olimpo.
Mas existe uma coisa que nem o talento, nem os títulos, nem a fama, conseguem derrotar – o tempo.
Há cerca de seis anos, talvez tivesse chegado o momento desse heroi dos estádios, perceber que a sua história heroica estava a terminar.
Não porque tivesse deixado de ser um fantástico jogador, mas precisamente porque os grandes jogadores também precisam de saber reconhecer quando a sua grandeza entra na estrada da memória.
Enão soube ou nao se apercebeu.
E desde então assistimos a uma espécie de farsa involuntária.
O jogador continua em campo, mas já não é aquele jogador.
O corpo já não responde como antes, a velocidade desapareceu, os movimentos perderam qualidade e aquilo que antes parecia fácil passou a ser esforçado.
Passou a ser apenas um bom jogador.
De imediato, surgiram logo as desculpas e as falsas explicações
É o treinador que não sabe tirar partido das suas qualidades.
São os colegas que nao lhe passam bem a bola.
É a equipa que não ajuda.
É o sistema que nao o favorece.
É a arbitragem que lhe anula golos por centímetros.
É uma parte da imprensa que nao gosta dele.
Sao os adeptos que sao ingratos e invejosos.
Tudo para aos poucos se criar uma realidade paralela – o problema nunca era daquele jogador.
O problema era e é sempre… os outros!
E chegados aqui, lembramos a velha e conhecida fábula de “O Rei Vai Nu”
O Rei desfila perante o povo convencido de que veste uma roupa magnífica.
Os amigos e seus dependentes, por medo, interesse pessoal e conveniência, fingem nao ver a nudez, recusam ver a verdade e aplaudem com entusiasmo o rei.
Até que uma criança, pura de sentimentos, sem interesses pessoais e sem medo, olha para o rei e grita com sinceridade
“O rei vai nu!”
Só que, neste caso, nao foi uma criança a fazê-lo, foi um Treinador.
Um Treinador competente, corajoso e suficientemente independente para não se deixar intimidar pelo nome, pelo passado, pelo estatuto de quem tinha diante de si.
Um Treinador que teve a coragem de fazer aquilo que outros nao tiveram – olhar para o relvado e dizer a verdade.
E isso é o que mais incomoda os defensores do jogador.
No futebol existe uma diferença fundamental em relação a muitas outras áreas da vida, joga-se à vista de todos.
O relvado é um critério de verdade.
Não é uma opinião de um jornalista.
Não é uma discussão de redes sociais.
Não é uma narrativa criada pelo próprio jogador.
Não é uma conferência de imprensa.
Não é uma campanha de comunicação.
É um jogo aberto aos olhares de pessoas.
É correr. É acelerar. É recuperar.É pressionar. É disputar.É decidir.
É marcar.É defender. E,
É conseguir fazer hoje melhor do que aquilo que se fazia ontem.
Tudo acontece diante de milhares de pessoas no estádio e de milhões de olhos em todo o mundo pelas televisoes.
No relvado, ninguém consegue esconder aquilo que já não consegue fazer.
O futebol real não é como no cinema, onde entram os ” duplos” para fazer as cenas mais difíceis.
A volta do jogo pode discutir-se quase tudo – sistemas, tácticas, estratégias dos treinadores, arbitragens, escolhas dos 11s, arbitragens, VARs, desempenhos dos jogadores, conferências de imprensa, etc.
Mas há uma coisa impossivel de discutir com seriedade e competência – aquilo que todos acabaram de ver com os seus próprios olhos.
E, foi exatamente por isso que esse Treinador sério e competente foi a “criança” desta história.
Não precisou de insultar.
Não precisou de humilhar.
Não precisou de desvalorizar o passado.
Não precisou sequer de convencer ninguém.
Limitou-se a olhar para a realidade do presente e defender/proteger uma equipa, um colectivo.
O problema é que o rei não gostou.E,
Em vez de olhar para o espelho, começou a procurar culpados e pretextos para tentar justificar graves infracções disciplinares.
É o velho mecanismo de quem já não consegue aceitar a realidade – quando não se consegue mudar aquilo que acontece dentro do campo, tenta-se atacar quem teve a coragem de decidir na defesa dos sagrados interesses do colectivo.
Mas há uma ironia extraordinária nesta história.
Quanto mais se tenta calar quem defende a verdade, mais atenção se chama para a própria verdade.
Porque um treinador pode ser criticado, contestado e até pode errar.
Mas existe uma coisa que nenhum discurso consegue apagar – a verdade do relvado vai continuar lá.
E tudo e todos vão continuar a olhar para o…relvado!
Aquele super jogador foi grande porque era o campo que confirmava a sua grandeza.
Agora, é precisamente o campo que expõe a distância entre o jogador que foi e o jogador que ainda julga ser.
É maior crueldade do futebol – o passado pode ser glorioso, mas pode não jogar o próximo jogo.
Os títulos não correm.
A reputação não dá velocidade nem potencia fisica.
A fama não recupera bolas.
A nostalgia não marca golos.E
O nome, por maior que seja, não consegue fazer aquilo que as pernas já não conseguem.
Ninguém lhe quer belicar o passado.
Ninguém pode apagar os seus golos, os seus títulos, os seus momentos extraordinários.
Mas também ninguém pode obrigar o presente a comportar-se como o passado.
O relvado e a bola não têm memória nem respeitam estatutos e/ou reputaçoes.
Chegou o momento do jogador compreender que aquele Treinador não foi um inimigo.
Foi simplesmente a “criança”que teve coragem de dizer aquilo que outros deviam ter visto.
Creio mesmo que este Treinador foi quem mais respeitou a verdadeiro estatuto daquele super jogador.
Há uma diferença enorme entre respeitar um grande jogador e alimentar a ilusão de que ele será eternamente o jogador que já foi.
A verdadeira homenagem a uma grande carreira não é prolongar indefinidamente a sua agonia.
É saber terminá-la com dignidade.
É sair enquanto ainda existe aplauso.
É deixar o relvado antes que o relvado passe a contar uma história diferente daquela que a memória gostaria de conservar.
No futebol há uma verdade simples, brutal e universal – podemos discutir opiniões mas não podemos discutir eternamente aquilo que milhões de olhos acabaram de ver.
E, repito, neste caso, milhões de olhos vão continuar a olhar para o relvado.
E o relvado vai continuar a dizer a mesma coisa – O rei vai nu.
O Treinador apenas se recusou participar na farsa involuntária que alguns alimentaram por conveniência pessoal, por inconsciência e/ou ignorância sobre o poder do campo.
Termino com uma pergunta assente na ética, na moral e nos bons costumes – um capitão de uma Seleção Nacional que comete uma infração disciplinar gravissima, pelo próprio já assumida, poderá algum dia voltar a usar a braçadeira de capitão da Seleção Nacional?

Carlos Janela
O Futebol é o desporto mais famoso do nosso Planeta.
Como é que o desporto mais popular do globo é, simultaneamente, o mais difícil de praticar?
Toda gente fala, discute, debate, analisa e opina sobre futebol e a esmagadora maioria das pessoas, não tem a noção, nem sequer a percepção, que o Futebol é a modalidade desportiva mais difícil de praticar.
Não me refiro apenas aos adeptos.
A grande maioria dos jogadores, treinadores, dirigentes e comentadores, não tem consciência dos “pormaiores invisíveis” que tornam o Futebol um jogo com dificuldades únicas.
Para tentar explicar a complexidade do futebol vou usar o “método comparativo” – ou seja, comparar o futebol com outras modalidades colectivas que usam uma bola.
Enumero cinco razões principais que tornam o Futebol é o desporto mais difícil de jogar.
Razão 1 – É jogado com a parte do corpo (os Pés) mais distante do Cérebro. À exceção dos guarda-redes, que na sua área, podem usar as mãos e restantes partes do corpo, os futebolistas que actuam nas outras funções, apenas podem utilizar os pés (e a cabeça). Sabendo que tudo está no Cérebro e que é este que dá “ordens” a todas as partes do corpo, e destas, recebe todas as “informações”, através da bainha de mielina, pense-se na grande distância entre o cérebro e os pés, e, nos milhões de neurónios e estímulos que envolve cada gesto e cada movimento de um jogador de futebol.
Com a velocidade e a intensidade do Futebol actual, todas as conexões nervosas são processadas em nanosegundos. É um processo fascinante.
Por comparação, os andebolistas, os basquetebolistas, os voleibolistas, etc. jogam com uma parte do corpo próxima do cérebro, as mãos. As informações e estímulos nervosos têm de percorrer metade do caminho e são envolvidos menos milhares de neurónios e ramificações.
Razão 2 – É jogado por uma parte redonda do corpo, os pés (e a cabeça), com um objecto redondo, a bola. Imaginem o grau de dificuldade para dominar, passar e chutar com uma direcção intencional e definida, um objecto redondo, a bola, por uma extremidade redonda, os pés. Por todas as leis da Física e da Bio Mecanica, é muito, mas muito, difícil.
Acresce que no acto de dominar, passar e chutar a bola, é usado apenas um dos pés.
Por comparação, o Andebol, o Basket, o Voleibol, Rugby, etc. jogam a bola com as mãos que são uma parte do corpo que agarra, segura e controla todo o tipo de objectos. As mãos, por todas as leis da anatomia e da biomecânica, manuseiam e direcionam uma bola com mais segurança e facilidade que os pés.
Imaginem o que seria se no Basket, Andebol, etc. tivessem de dominar, passar e jogar a bola, com as costas das mãos, a parte mais redonda das mãos.
E não esquecer, nestas modalidades, ainda se pode usar simultaneamente as duas mãos para dominar e controlar a bola. Algo impossível no futebol.
Razão 3 – Sempre que se domina, conduz, passa e chuta uma bola, todo o equilíbrio do corpo fica assente e dependente de uma só perna, a outra perna.
Sempre que se toca e/ou transporta a bola no pé direito ou esquerdo, o equilíbrio da unidade corporal do jogador é feito apenas pela outra perna. Os apoios no solo e os centro de gravidade que suportam todos os movimentos e acções de um futebolista, e que transformam em milionésimos de segundo os desequilíbrios em equilíbrios, são feitos por apenas a outra perna que não tem a bola. E se não é fácil controlar uma bola com um pé, imagine-se que no acto de dominar uma bola, simultaneamente ter que manter o equilibro do movimento apenas numa só perna. Lembremos as dificuldades de brincar ao pé-coxinho?!
Isto não acontece em mais nenhuma modalidade desportiva, pois conduzindo a bola com as mãos (ou stick), os jogadores têm permanentemente as duas pernas no solo, permitindo estar sempre mais equilibrados nos seus múltiplos movimentos.
Razão 4 – A Visão Periférica de um futebolista obriga a uma complexa “coordenação óculo-pedal”, para simultaneamente controlar a bola e realizar acções com os pés, percepcionar o espaço e o contexto circundante.
Acresce que a bola, um objecto redondo, em contacto com uma parte redonda, os pés, sofre efeitos inesperados e irregulares, obrigando a vista a reagir em microsegundos.
Coordenar – a bola no pé, o adversário, os colegas de equipa, o espaço de jogo e as balizas – é um “processo óculo-pedal” muito complexo.
Por comparação, as outras modalidades jogadas com a mão, usam a “coordenação óculo-manual”, bem mais simples, pois a bola está mais próxima dos olhos, permitindo libertar o cérebro para outras acções/soluções no jogo.
Razão 5 – Ao jogar a bola com os pés, os futebolistas têm mais dificuldades em proteger a bola dos adversários. Pela dificuldade do domínio da bola, pois os pés não agarram a bola, não guardam e não escondem a bola como as mãos podem fazer, e, pelo permanente desequilíbrio/equilíbrio dos movimentos, um futebolista tem a bola sempre ao alcance dos adversários. É uma arte única saber proteger a bola dos adversários.
Por comparação, em mais nenhuma outra modalidade a bola fica tão liberta e ao alcance dos adversários. Podem até guardar a bola atrás das costas.
Termino dizendo que considero o Desporto, em geral, e o Futebol, em particular, uma das necessidades fundamentais do Homem a par do Amor, Alimentação, Cultura, Descanso e Trabalho.