Frase do dia

  • “Fui a pessoa mais atacada do Mundo nas redes sociais”, Meghan Markle
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Miguel Tiago

Um pouco por todo o lado, vão surgindo os avisos: “É preciso prepararmo-nos para o pior”; “as taxas de juro...

Um pouco por todo o lado, vão surgindo os avisos: “É preciso prepararmo-nos para o pior”; “as taxas de juro vão aumentar”; ou “a inflação atinge novos recordes”. E a horda de arregimentados comentadores de jornais e canais de TV repetem em coro o alarme, preparando o caminho para os novos assaltos aos direitos, salários e qualidade de vida dos que vivem do seu trabalho em Portugal. Os comentadores preparam o caminho dessa nova investida, que não se inicia agora, mas que aproveita boleia da guerra para tomar novas proporções.

No momento em que o capitalismo empurra o mundo para um cenário de cada vez maior incerteza, por força da destruição galopante do planeta e dos seus recursos e do alastramento da guerra e da agressão constante de um império moralmente degradante e economicamente decadente, no momento em que os Estados Unidos da América e Israel fazem uma guerra contra o resto do mundo, perante o crescente militarismo da União Europeia em geral alinhada com esse eixo, o governo da república portuguesa toma o lado dos agressores, entregando inclusivamente parte do território nacional para a agressão, para a guerra e para o assalto ao seu próprio povo.

A guerra, sendo travada especialmente na região do Golfo, Médio Oriente, resultando de uma guerra de agressão não provocada contra o Irão, é no entanto muito mais profunda e mais vasta do que uma guerra entre EUA e Irão. Na verdade, é uma guerra de uma parte dos grupos capitalistas contra o mundo, contra os trabalhadores de todo o mundo, como forma de assegurar o desvio dos produtos do trabalho e dos recursos públicos de muitos estados para esses grupos e seus grandes acionistas. Por detrás do projeto colonial sionista, do projeto imperialista americano, estão os que lucram com a catástrofe, a guerra, a destruição.

A banca portuguesa amassou mais de 5 mil milhões de euros de lucros em 2024. A Galp, 1.150 milhões, atingindo um novo recorde, a EDP atingiu igual valor, representando um crescimento de 44% dos lucros em relação a 2024, a Jerónimo Martins encerrou o ano com mais de 600 milhões de euros de lucro, mais 8% do que no ano anterior.

Do conjunto dos lucros obtidos pelas cotadas na bolsa, 7,8 mil milhões foram enviados para o estrangeiro, escapando aos impostos devidos – além da borla e dos descontos que o governo lhes garantiu no IRC – e colocando importantes recursos fora da economia nacional, em grande demonstração do seu patriotismo.

Perante a situação de contingência real que o mundo atravessa, que em Portugal é especialmente significativa devido às intempéries de fevereiro de 2026 e seus devastadores efeitos, o governo PSD/CDS, com o apoio de CH e IL, e a habitual cumplicidade do PS, decide tomar o lado dos que pretendem esmifrar ainda mais os trabalhadores, as famílias, os pequenos empresários e apoiar o avanço da guerra, mantendo intocáveis os privilégios dos que lucram em alturas de perigo mundial.

Entre regular os preços – dos créditos e do acesso ao capital, do gás de botija, dos bens essenciais, da energia – ou abdicar do financiamento do Estado, o governo decide colocar o Estado numa situação ainda mais periclitante, abdicando da única receita que pode ter retorno para os que a pagam. Podendo limitar e regular preços de diversos setores, impedindo a escalada, a especulação, o desvio da riqueza produzida por quem trabalha em Portugal e assim exigindo aos grandes grupos económicos que contribuíssem, pelo menos em parte, para a superação das dificuldades, o governo decide o oposto: permitir-lhes que continuem e agravem  a exploração e aumentem as práticas especulativas em tempos de guerra, mantendo intocados e crescentes os seus lucros.

É um governo que toma – no seguimento dos seus antecessores – a parte dos que lucram quando o povo empobrece, de submissão e ao serviço dos grandes grupos económicos e de interesses estrangeiros.

A guerra é no Irão, mas é contra os trabalhadores de todo o mundo.

Para não variar, PSD, CDS, PS, CH e IL estão do lado do agressor.