Frase do dia

  • “Às vezes, dou por mim a perguntar como não valorizamos o que temos de bom: o futebol português”, António Salvador, após a vitória histórica do SC Braga frente o Bétis
  • “Às vezes, dou por mim a perguntar como não valorizamos o que temos de bom: o futebol português”, António Salvador, após a vitória histórica do SC Braga frente o Bétis
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Luís Campos Ferreira

Quem defende um sistema de defesa robusto não está, necessariamente, a votar a favor da guerra. A lógica é precisamente...

Quem defende um sistema de defesa robusto não está, necessariamente, a votar a favor da guerra. A lógica é precisamente a inversa: os conflitos não surgem quando os adversários calculam que têm tudo a perder. A dissuasão não é belicismo, pelo contrário, é estratégia pacifista. Naturalmente, o inimigo não ataca quando conclui que o custo da agressão supera o benefício. Esta é a gramática elementar que Emmanuel Macron veio reafirmar, a 2 de março, na base naval de Île Longue, em Brest.

Antes de mais, em tom de “disclaimer”, concordo que o ideal seria um outro mundo. Um em que tratados como o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, celebrado em 1968, ou o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário, assinado por Reagan e Gorbachev em 1987, tivessem sido honrados e cumpridos de acordo com a vontade dos que os assinaram e reconhecem que a contenção mútua é o único caminho racional. Acredito mesmo que essa ideia ainda merece ser defendida com unhas e dentes. O contrário é um jogo de soma zero em que nem o destruidor nem o destruido têm a ganhar. Porém, por mais paradoxal que seja, não podemos construir política de defesa sobre o que deveria ser, quando o que existe é algo bem diferente. O Tratado INF foi abandonado. O New START expirou sem sucessor. E a Rússia continua a travar uma guerra no coração da Europa.

O discurso de Île Longue foi uma autêntica reconfiguração doutrinária. Em suma, a França deixa de divulgar o total do seu arsenal nuclear, o que reintroduz uma incerteza dissuasora e, paralelamente, lançou uma cooperação alargada com oito parceiros europeus – Alemanha, Reino Unido, Polónia, Países Baixos, Bélgica, Grécia, Suécia e Dinamarca – que poderão contar com exercícios nucleares e acolher elementos das forças aéreas estratégicas francesas. É um verdadeiro primeiro passo para uma dissuasão com dimensão europeia.

Como disse o Presidente Reagan, a paz não é a ausência de conflito, mas a capacidade de o resolver por meios pacíficos. Essa capacidade exige poder. Não o poder como fim, mas como premissa para negociar de igual para igual. Uma Europa sem ele não negocia, é negociada.