Frase do dia

  • “O Mercedes pode parar na bomba e nós não e chegamos à frente”, Rui Borges, treinador do Sporting, sobre o jogo com o Arsenal
  • “O Mercedes pode parar na bomba e nós não e chegamos à frente”, Rui Borges, treinador do Sporting, sobre o jogo com o Arsenal
  • “O Mercedes pode parar na bomba e nós não e chegamos à frente”, Rui Borges, treinador do Sporting, sobre o jogo com o Arsenal
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João Vasco Almeida

Olho com a mesma tranquilidade de sempre para o mostruário dos cadáveres comestíveis, no talho. Estou na dúvida. Entre umas...

Olho com a mesma tranquilidade de sempre para o mostruário dos cadáveres comestíveis, no talho. Estou na dúvida. Entre umas bifanas baratas e uns bifes do acém, ando ali como um verdadeiro José Cid: ou Amar como Jesus Amou ou Cai neve em Nova Iorque. Por fim, digo: “Levo uns quatro bifes do acém”, numa entoação mais pergunta que decisão. “Não levas, não”, responde o “Senhor Guilherme”, que me conhece desde que nasci, do alto dos seus setenta e poucos, que mandou a reforma dar uma volta e a vida caseira soçobrar, antes que tudo isto acabasse com ele. “Queres é umas costeletas”. E pega na peça exposta, leva-a à bancada dos mártires e, com uma machadinha, acaba, qual médico legista, por separar quatro costados, enfiar num saco transparente e pesar. Depois da operação de medida exacta, rapa de uma quinta costeleta e enfia-a no saco. Põe-me a encomenda em cima do transparente balcão e pergunta: “E os rapazes?”.

Este golpe de abuso de poder, corrupção, inside-trading e outros crimes subjacentes que devemos ter praticado são, apenas, a forma mais pura de um socialismo sem esse grande. O acém não está para clientes antigos. Está para gente estranha, cabrais a matar revoluções, kaulzas a perder nós górdios. Para a “gente”, o talho não é uma loja, é uma sala de estar com um amigo, que vai buscar a melhor garrafa ou aquele medronho ‘ilegal’, engarrafado numa água do Luso de litro e meio.

Quando bradam que hoje as pessoas são ‘assim’ ou ‘assado’, penso sempre no mesmo: as famílias não falam, as escolas não debatem mas, e principalmente, o meio social morreu. O meio social que me permite comer carne decente, que às sete horas já tem o medicamento que eu preciso e que às três e meia não há na botica – e que a eterna “menina Fernanda” vai mandar buscar.

Encafuados em cavernas com fibra para ver TV, com vibra para ajudar os intestinos, sem fibra para aguentar quatro horas nos transportes, diariamente, o meio social foi assassinado. O medo do ‘outro’ instalou-se de tal forma que impede as trocas seguras e simples entre as pessoas. Não, não são amigos íntimos. Mas são a nossa comunidade, a nossa pequena aldeia, a nossa base e respaldo.

O nosso bife  do lombo.