Frase do dia

  • “Às vezes, dou por mim a perguntar como não valorizamos o que temos de bom: o futebol português”, António Salvador, após a vitória histórica do SC Braga frente o Bétis
  • “Às vezes, dou por mim a perguntar como não valorizamos o que temos de bom: o futebol português”, António Salvador, após a vitória histórica do SC Braga frente o Bétis
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Manuel Soares de Oliveira

Talvez não haja hoje político mais subestimado na política portuguesa do que Luís Montenegro. Durante anos, os comentadores decretaram que nunca...

Talvez não haja hoje político mais subestimado na política portuguesa do que Luís Montenegro.

Durante anos, os comentadores decretaram que nunca passaria de mais um deputado discreto. Depois garantiram que, no máximo, seria um líder parlamentar sem grande futuro. Quando chegou à liderança do PSD, a previsão manteve-se: se lá chegasse, seria por pouco tempo.
Falharam em todas as previsões. E continuam, curiosamente, sem perceber Montenegro.

Esquecem-se de um detalhe incómodo: Montenegro já ganhou duas eleições legislativas e lidera um governo que, até agora, tem sido um raro exemplo de estabilidade e sobriedade política, sobretudo quando comparado com a barafunda que marcou os últimos tempos do ciclo socialista.

Talvez porque o estilo de Montenegro contrarie a fantasia que muitos comentadores têm da liderança política. Não há grandes proclamações históricas nem discursos inflamados sobre o destino do país. Há apenas uma insistência algo prosaica naquilo que a maioria dos eleitores realmente valoriza: previsibilidade, moderação e ausência de drama.

Há uma razão simples para isso. O eleitor português valoriza profundamente a estabilidade e olha com desconfiança para políticos messiânicos que prometem “grandes reformas”. Esse conceito mítico de que todos falam e que ninguém sabe exatamente ao que se refere.

No fundo, todos os portugueses querem reformas , desde que não mexam nos seus próprios interesses.

Reformas, sim. Mas sempre para os outros.

Os comentadores confundem muitas vezes carisma com a capacidade de fazer discursos inflamados que levantam multidões. Mas há outro tipo de carisma: o que nasce da sensação de confiança que um político transmite. É um carisma menos teatral, mas muitas vezes mais duradouro.

A política portuguesa já viu este filme antes. Quando apareceu, Passos Coelho também foi descrito como tudo aquilo que um político não deveria ser: inexperiente, demasiado partidário, sem vida fora da política e incapaz de entusiasmar quem quer que fosse.

Com o tempo, porém, a memória coletiva tem um curioso efeito amnésico. O político cinzento de ontem transforma-se no estadista que afinal tinha razão. E o líder pessimista passa a ser recordado como uma espécie de D. Sebastião reformista que um dia voltará para salvar o país.

Mas talvez a maior ilusão política do momento seja a ideia de uma grande união das direitas. A fantasia de que Passos Coelho e André Ventura poderão formar a dupla dinâmica que salvará Portugal.

Parece uma boa estratégia. Mas as estratégias são sempre excelentes, até esbarrarem na realidade. Acreditar que Ventura aceitará o papel de actor secundário nesse filme revela uma profunda incompreensão da natureza humana e da natureza do próprio Ventura.

Ele já saiu da garrafa.

E não tem a menor intenção de voltar para lá, nem ele, nem os seus eleitores.