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  • “Foi o melhor jogo da minha vida”, Luis Enrique, depois do 5-4 no PSG-Bayern
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Rui Gomes da Silva

António José Seguro venceu a segunda volta das eleições presidenciais. Parabéns, por isso, a quem foi eleito, partindo de uma...

António José Seguro venceu a segunda volta das eleições presidenciais. Parabéns, por isso, a quem foi eleito, partindo de uma posição de verdadeiro proscrito do sistema (muito por culpa do seu sucessor na liderança do PS), até chegar a Belém, por mérito próprio, impondo-se a todos os que nele votaram, que – com honrosas excepções – não o queriam ou não o imaginavam Presidente até há cerca de pouco mais de um mês atrás.

Ganhou, por isso, sem ficar com dívidas de gratidão a ninguém, por quaisquer apoios recebidos, incluindo o do seu Partido de origem, que tudo fez para encontrar outro candidato.

Ganhou – também – sem ter sido o candidato das “redações” (a não ser no período entre a primeira e a segunda volta… tanto era o medo dessas mesmas “redações” verem o povo eleger André Ventura).

Sim, medo de André Ventura, a única razão desta verdadeira “união nacional” de apoios (para além daquele seu punhado de amigos de quem todos tinham pena no princípio desta corrida a Belém)!

André Ventura, a quem António José Seguro deve o resultado que conseguiu… pois, apesar de não ter nenhum voto seu, a não ser o do tal grupo de amigos que o apoiou na primeira hora (vejam bem quem estava na apresentação da candidatura), ainda assim conseguiu ter sido o presidente eleito com a maior votação em toda a história da democracia portuguesa.

Um André Ventura – derrotado matematicamente, sem qualquer dúvida, nestas eleições – que, para além de ter sido o vencedor das “primárias” à direita, ganhando, com isso, a legitimidade de disputar a segunda volta destas eleições, alcançou, agora, um novo resultado histórico.

Muitos não perceberam o significado dessa votação, a única conseguida – desde o 25 de Abril – por um líder partidário no activo e com as consequências que isso terá na reconfiguração do sistema partidário português.

Até porque – para desespero de todos os partidos políticos, com excepção do Chega, de todos as figuras relevantes dessa nova “Brigada do Reumático”, na sua versão 2026, e de todas as “redações” que, em desespero de causa, foram apoiar quem nunca gostaram – nunca foi tão verdade a frase (sempre repetida) que a maioria presidencial se esgotou no próprio dia da eleição!

Ao contrário dos votos de André Ventura, que serão sempre o que deles ele quiser fazer, os votos de António José Seguro voltarão, pelo seu pé, a quem pertencem.

Com a agravante de todos os que, à direita do PS, nesse seu afã de exprimir o ódio a Ventura, apelaram ao voto em Seguro, se terem esquecido de princípios essenciais da ciência política.

Quando – por medo – tratam alguém do espectro democrático, mesmo à direita, como um inimigo a eliminar, cometem dois erros.

O primeiro, transformando o sistema num bloco monolítico, sem capacidade de resolver os seus problemas internos, com a alternância democrática.

O segundo, o de transformarem quem não querem como um objectivo apetecido e cada vez mais provável de vir a vencer eleições… um dia, muito próximo, com maioria absoluta.

Poderão até ensaiar a possibilidade de o proibir de concorrer… mas esses erros só vão contribuir para as próximas e sucessivas vitórias de André Ventura.

O último desses erros previsíveis será o de fazer um governo de bloco central.

E se o PS poderá nunca aceitar ser segundo… estejam descansados que o PSD aceitará (com a reposição do estafado discurso do “interesse nacional” e a tentar trazer para dentro a IL… ou o 2031 ou o que for)!

Pelo meio… o agitar do “papão” do medo da direita,… o episódio anual do “Folhetim do Orçamento”, a começar já hoje, no Parlamento,… o drama de uma remodelação que parece ter sido forçado pela Ministra, diretamente com Belém, contra a vontade de Montenegro,… o mesmo Luís Montenegro cujo Governo se prepara para deixar as vítimas das tempestades deste Inverno como ainda continuam as vítimas dos Incêndios do último Verão, ou seja, sem qualquer apoio recebido!!!

E com isto… lá voltaremos ao normal, depois de umas eleições presidenciais.

Umas eleições em que os que ganharam não puderam festejar.

Não puderam festejar os que, no PS, queriam todos menos Seguro em Belém,… não puderam festejar todos os que, à direita do PS, apoiaram Seguro, sem qualquer convicção, apenas porque não querem ver Ventura a mandar,… não puderam festejar os que, à esquerda do PS, desapareceram (de vez, espero eu) do espectro político português,… não puderam festejar os que votaram Ventura porque o querem como Primeiro-Ministro,… não pode festejar André Ventura porque embora tenha tido uma grande vitória, perdeu uma eleição.

Com os seus 43 anos,… com 1,8 milhões de votos e os adversários com quem vai ter de se encontrar, um dia, a terem cometido o erro de terem apoiado um socialista (como o fizeram)… o futuro é – mesmo – de André Ventura!!!