Mark Twain, ao chegar-lhe a notícia da sua própria morte publicada num artigo de jornal, proferiu a célebre frase: “As...
Mark Twain, ao chegar-lhe a notícia da sua própria morte publicada num artigo de jornal, proferiu a célebre frase: “As notícias da minha morte são manifestamente exageradas”. E assinou.
O mesmo aconteceu com Alfred Nobel, de cognome ‘O mercador da Morte’, aquando da morte de seu irmão anunciada como a sua. E não assinou.
Mutatis mutandis, também Trump poderia dizer que as notícias sobre a sua morte política são manifestamente exageradas. E pode assinar.
Elas são exageradas nas aspirações dos seus adversários e, sobretudo, nas dos seus inimigos de cujas intenções está o inferno cheio, pois nem só de boas se paira por lá.
Das boas intenções, que levarão Trump ao inferno e que não são manifestamente exageradas, estão a tomada do petróleo da Venezuela, o apoio sem pejos a Israel, e a tomada seguinte de Cuba.
Com estas três, apenas, Trump passa pelo purgatório das intercalares, ao que, ditar-lhe a morte política, parece manifestamente exagerado.
O inferno o dirá.