
Rui Gomes da Silva
André Ventura – contra todos os ventos e marés dos desejos expressos do comentário político nacional – ganhou, por direito próprio, a presença na segunda volta das eleições presidenciais de 2026.
E conquistou essa honra (a maior da sua vida pública, como o próprio reconheceu) num espaço à direita, dividido com outros três candidatos que, à partida, teriam mais hipóteses de estarem presentes na decisão final do dia 8 de Fevereiro.
Vamos, por certo, ter uma nova campanha eleitoral, onde André Ventura continuará a falar do que preocupa os portugueses (imigração, criminalidade, corrupção, saúde, habitação, educação) e na qual o candidato da área socialista não poderá continuar a fugir de tomar posição sobre o que quer que seja!
Não será mais possível – a António José Seguro – escusar-se a dizer o que pensa sobre tudo o que for polémico, caminho por que optou na primeira volta, pela única razão de não ter de disputar o espaço político da esquerda com mais ninguém (a não ser as insignificâncias da extrema-esquerda que apenas se fizeram ouvir neste estertor final da sua representação política visível).
Mas André Ventura chegou a esta segunda volta porque é – de facto – o herdeiro dos líderes de direita (não tenhamos vergonha da designação) com carisma, que privilegiando a relação direta com os eleitores, conseguiram vitórias inesquecíveis.
Francisco Sá Carneiro conquistou duas maiorias absolutas (em 1979 e 1980) como líder de um bloco anti-socialista, quando o País político era (quase) todo de esquerda.
Aníbal Cavaco Silva ganhou eleições com duas maiorias absolutas (em 1987 e 1991) quando o País político ainda era maioritariamente de esquerda.
Maiorias absolutas conseguidas – todas elas – contra o Partido Socialista, mas, também, contra a ideia do Bloco Central (de 1983) ou da candidatura presidencial de Mário Soares (de 1986) que, aliás, levou a um processo de expulsões de “barões” do PSD, fiéis defensores de alianças com o PS.
Os que, na área da direita democrática, em 2026, apoiam António José Seguro, serão os herdeiros políticos – na “traição” e na subsequente irrelevância política – dos que, em 1979, se opuseram (num primeiro momento) à visão de Francisco Sá Carneiro, em querer listas únicas, com o CDS (e, depois, com o PPM e os “Reformadores”), ou dos que, andaram a chamar fascista a Aníbal Cavaco Silva, desde 1981 até ao Congresso da Figueira da Foz, em 1985, e acabaram expulsos, pelo próprio Cavaco, depois de terem apoiado Mário Soares, contra Diogo Freitas do Amaral, em 1986.
Todas as lideranças carismáticas – no PSD, ou seja, na direita do espectro político português – recusaram, sempre e liminarmente, qualquer ideia de Bloco Central.
E mesmo quando não foram os líderes dessa área política, foi através dessa ideia que se afirmaram na política portuguesa (basta recordar a “Nova Esperança”, entre 1983 e 1985, cuja influência na ocupação dos mais altos cargos políticos em Portugal durou, desde então até ao presente).
Mas mesmo com esses “cavalos de Tróia” – donos e senhores apenas do seu voto – será possível a André Ventura ganhar as eleições presidenciais a 8 de Fevereiro?
Claro que sim!
Porque, apesar dessas tentativas de condicionamentos – pela pressão exercida por quase toda a comunicação social – a margem de potenciais votantes no actual líder do Chega, hoje, é muito superior ao eleitorado de esquerda.
E numa disputa que acabará por ser tão ideológica… veremos se a opção natural maioritariamente, neste momento, do povo português será ou não condicionada por esse “lobby” exterior aos interesses de todos (mas muito relevante para cada um desses interessados, para continuarem sentados a usufruir dessa situação)!!!
A vitória de André Ventura já foi impossível, já foi muito, muito difícil e é – hoje – ainda bastante difícil.
Mas já não é impossível.
Porque, tal como em 1979, 1980, 1985, 1987 ou 1991, os então chamados de fascistas, que vinham para acabar com o 25 de Abril, com a liberdade, com a democracia, com os direitos sociais, com tudo… ganharam e governaram Portugal, democraticamente, em liberdade e respeitando a constituição da República Portuguesa… por muito que discordem de algumas coisas que lá estão.
A diferença?
A convicção, a determinação e o carisma dos que, então, ganharam!
Sem ligar aos que se prestam a fazer este papel de “idiotas úteis da direita” (com todo o respeito intelectual e pessoal que me mereçam alguns… que não todos… os que, até agora, se prestaram a esse papel), alguns dos quais, então muito mais novos, estiveram, nesses momentos, a escrever, sobre outros, o que eu escrevo agora sobre eles!
A diferença é que eu continuo a ser fiel ao que sempre pensei… sem medo da liberdade e de ser – eu próprio – livre como sempre fui!!!
E André Ventura, continuando a bater-se pelas suas causas, obrigando o seu adversário a vir a terreiro dizer o que pensa sobre tudo (sem se refugiar em lugares-comuns, sem dizer nada), terá essa possibilidade.
Já não terá 25%, como, ainda há uma semana, ouvi alguém “jurar” que seria o seu “teto eleitoral” máximo, com ele numa segunda volta, que tudo fizeram para evitar.
Mas – estou certo – com a mesma humildade de sempre e o carisma que hoje, na política portuguesa, a este nível, só ele tem.
Só são precisos 50% mais 1 dos votos validamente expressos!
Por isso, a 8 de Fevereiro (e perdoem-me a imodéstia), usando o título do livro que publiquei, em Novembro de 2023, falando sobre o que tinha acontecido e antecipando muito do que ia começar a acontecer, nos tempos mais próximos, na política portuguesa, sem medo e por Portugal,… “NÃO TENHAM MEDO DA MUDANÇA”.

Rui Gomes da Silva
No dia 18 de Janeiro, na primeira volta de umas eleições presidenciais (com decisão adiada para Fevereiro), eu vou votar André Ventura.
E vou votar por convicção!
Não contra ninguém, não por ser o mal menor, mas por querer tudo o que André Ventura deseja para Portugal.
Nos valores, nos princípios, no projecto político, no respeito pela moral e pela ética, na defesa absoluta da democracia e do voto popular… em tudo isto me identifico com André Ventura.
Não voto, por isso,… também por isso, repito,… contra ninguém, respeitando todos os outros candidatos da área democrática (alguns dos quais conheço, pessoalmente, há muito)
Voto por ser este o caminho que quero para Portugal!!!
Uma política de reafirmação de um Estado forte, implacável com os infractores.
Um País onde todos – mas mesmo todos – sejam obrigados a cumprir a lei e onde afirmar isto mesmo não seja um crime.
Um País onde todos os que cá vivem (ou queiram viver) o façam de acordo com as regras e a cultura dos portugueses, respeitando sempre as diferenças, mas sem nunca desrespeitar as maiorias.
Onde a Saúde não seja uma doença sem cura, mas antes a cura para todos as doenças, com resposta imediata sem desculpas pelos atrasos e pelas falhas, tornando normal o que nem sequer deveria ser admitido como possível.
Onde a habitação seja um direito e não um pesadelo, tornando impensável admitirmos que alguém viva na rua sem que o Estado nada faça para resolver essa vergonha.
Onde todos possam usufruir de formação académica – na escola, no liceu, na faculdade ou numa escola profissional – sem que sejam obrigados a ter de “engolir” ideologias de género ou qualquer outra informação da cartilha de uma esquerda (extrema ou não) que encontra nessa “guerra” o disfarce e a superação da falência do seu modelo de sociedade.
Um País onde os políticos se preocupem em conviver sem cedências ideológicas ao nosso posicionamento geopolítico tradicional, com voz activa no concerto das Nações Europeias, sem que isto signifique deixar de lutar pelos nossos interesses perante os burocratas de Bruxelas.
Um Portugal onde o orgulho de ser português volte a ser o sentimento de cada um de nós!
Por tudo isto, mas por tantas outras razões, eu vou votar André Ventura.
Para que – com a mesma humildade e a mesma disponibilidade de lutar por cada voto, em frente a cada eleitor – André Ventura seja capaz de, na segunda volta (de forma e por meios democráticos… por muito que isto custe aos que o odeiam), voltar a surpreender este “regime” e conseguir o que (quase) todos não julgam possível: ser Presidente da República.
Dia 18,… eu voto André Ventura!!!

Rui Gomes da Silva
As recentes declarações de Luís Montenegro são bem elucidativas sobre as dificuldades com que o PSD está a ser confrontado nesta campanha presidencial.
Seja pela falta de empatia do candidato, traduzida na impossibilidade de fazer o pleno dos votos do PSD, seja pela incapacidade do primeiro-ministro em conseguir convencer o seu bloco de apoio que está a governar bem, a verdade é que Luís Marques Mendes está a ser uma “enorme dor de cabeça” para o seu partido.
Só por essa razão se entende o apelo de Luís Montenegro ao voto no seu antecessor (entre 2005 e 2007).
A outra hipótese (que não a de uma derrota eminente, que causará grandes problemas políticos a uma maioria tão frágil como aquela que, hoje, tem a AD) seria a de o ex-comentador da SIC ir ganhar as eleições e o líder do PSD estar a fazer valer os seus “créditos” nessa vitória!
Infelizmente para os dois – Marques Mendes e Montenegro -, a versão mais plausível será a primeira… a da antecipação de um descalabro eleitoral que custará muito ao PSD nos próximos meses.
É, pois, uma declaração em desespero de causa!
Tão grande desespero que levou a que Montenegro não tivesse sido cauteloso, não salvaguardando os votos e a maioria (mesmo relativa) que tem, sem querer saber de gerir as responsabilidades que tem, pela função que exerce, “em nome do PSD”!
De facto, ao tentar colocar esses mesmos votos ao serviço do candidato Luís Marques Mendes, Luis Montenegro deu a entender a enorme fragilidade que o acompanha nessas funções, e porque precisa de um Presidente “muito amigo”, cuja legitimidade seja derivada da maioria governamental.
Para “este” PSD, só com um Presidente da República que não ponha em causa a posição do atual primeiro-ministro conseguirá sobreviver por mais algum tempo no Palácio de São Bento.
Com a imagem da governação a deteriorar-se, seria preciso alguém em Belém que sustentasse e “andasse ao colo” com o Governo, o que só acontecerá (aconteceria talvez seja o mais aconselhável escrever) com Luís Marques Mendes.
Por isso, o desespero da constatação… por isso, o desespero do apelo… por isso – também – o desespero da renovação da “narrativa” da aprovação do Orçamento, a tantos meses de distância.
Se revisitarmos estes anos de liderança de Montenegro, há sinais permanentes da sua estratégia de vitimização que não o deixam, sendo um deles o da votação do Orçamento.
Não basta invocar Francisco Sá Carneiro para que os portugueses se sintam impelidos a votar no PSD ou nos seus candidatos.
Seria necessário dissipar dúvidas sobre o passado, resolver o caos da Saúde, tratar da legalidade da Imigração, acertar na estratégia para a Administração Interna, entre outros casos… e não se percebe como o conseguirão.
Daí o desespero nestas presidenciais, antecipando o desespero para o resto do ano, daí a fragilidade absoluta do PSD que começará a tornar-se bem mais evidente com a derrota nestas eleições do início de 2026.
Antecipando o descalabro – arrisco eu – das outras eleições que ocorrerão no início de 2027 (ou antes, se calhar).

Rui Gomes da Silva
A fechar este ano de 2025 – e antes de pensar no Ano Novo que está mesmo a “bater-nos à porta” – nada como perguntar se é mesmo este o Portugal que queremos… o Portugal com que sonhamos… o Portugal que imaginamos ajudar a construir…
Um Portugal com futuro, sem constrangimentos, livre e sem mordaças, sem casos que nos envergonhem enquanto comunidade!
Como – a título de exemplos mais paradigmáticos- os casos da espera nas urgências dos hospitais, ou – também de espera-nos aeroportos nacionais…
Os primeiros (os dos que precisam de recorrer ao Serviço Nacional de Saúde) chegando, nalguns casos, às 26 horas de espera…
Os segundos (os que tentam entrar no País pelos aeroportos nacionais) chegando a esperar 7 horas para passar o controle de passaportes…
Aos primeiros, com tanta gente sem ter outro “remédio” senão esperar, o Governo – que prometeu resolver o problema das urgências em 60 dias – pede paciência… quase 2 anos depois de entrar em funções.
Aos segundos, porque a espera já tem muita gente influente e com poder lá pelo meio – como o atestam alguns dos que publicamente expressam a sua revolta pela situação – resolve responder com a suspensão do rigor das regras de entrada em território português.
Em tempos de concessão de pontes atrás de pontes… (e pensar eu que um Governo “começou a ser demitido” por ter concedido um único dia de tolerância de ponto)… nada como pedir para esperar ou “levantar as guardas” para toda a gente poder entrar.
Mas – pergunto eu – não chegará de tanta incompetência???
Não será o tempo de dizer basta a tanta situação incompreensível???
Não haverá um tempo para pensar mais nos portugueses e menos nos interesses de alguns – pouquíssimos – sempre beneficiados em cada distribuição de lugares, feita pela fidelidade ao líder e não pela capacidade e pela competência???
Dia 18 de Janeiro poderemos começar a corrigir isto tudo e votar em quem acharmos que vai – mesmo – ajudar a construir o Portugal que queremos!!!
Para acabar com este estado de coisas… eu, por mim já decidi!
Para termos – todos – um grande 2026.

Rui Gomes da Silva
Em Abril de 1972, ainda exilado em França, Mário Soares publicou “Portugal Amordaçado”.
E percebendo os riscos que a liberdade correria, sempre que há uma revolução feita em nome dela, publicou, 5 meses após o 25 de Abril de 1974, a versão portuguesa desse livro, considerado “… uma reflexão contra os perigos que espreitam a liberdade e a democracia …”!
Hoje, mais 51 anos após o 25 de Abril, a esquerda portuguesa, incapaz de convencer, pelos argumentos do combate democrático e da discussão de ideias, tenta a solução que, ao longo da História, acabou sempre a amordaçar a vontade popular.
Cada vez mais sem apoio e sem futuro, porque sem votos, essa mesma esquerda (como sempre com o apoio dos “idiotas úteis da direita” que vivem e existem por causa dessas solidariedades “libertárias”), desta vez, não se bastou em passar o combate ideológico para o nível da “judicialização” da política, com pacotes de transparência que tentassem atemorizar esses novos combatentes da liberdade!
De facto, quem se preparou para essa disputa – com eleições vencidas por todo o mundo – não se atemoriza com esses velhos truques.
O que levou a esquerda wokista e já quase sem qualquer representatividade eleitoral, a recorrer a outra situações marginais, capazes, por si só, de os fazer parecer estarem a ganhar o combate.
Contando – ou forçando mesmo – com a sustentação de um novo perigo para a democracia e a liberdade, … a da política sustentada em decisões dá justiça.
Um processo bem metido dá direito a uma decisão favorável … que demorará o tempo suficiente a ser revertida, para permitir a sensação de vitória … até os tribunais superiores colocarem um ponto final “à brincadeira e à festa”!!!
Que importa a liberdade de expressão, o delito de opinião, a interpretação abusiva e rebuscada de qualquer afirmação … tudo com um único objetivo, … o de condenar quem está cada vez mais perto de ganhar eleições e acabar com os desmandos de quem, mesmo sem votos para tal, mandava a seu bel prazer em tudo?
O medo desses poderes inorgânicos, dessas forças políticas sem representatividade, a viverem da aparência de poder que pode dar a presença exuberante nas ruas, de perder esse mesmo poder, leva-os a tentar seguir tudo o que possam achar útil para não desaparecerem.
Mesmo que para isso chamem a justiça não para o centro do debate, mas fazendo da utilização parcial e enviesada da justiça o eixo principal desse combate, tentando a sua politização (com uma parte dela a aceitar – infelizmente – participar).
Tentando, no limite, que mesmo mudando de políticos, não consigamos mudar de políticas.
Infelizmente para eles, acabou o poder da rua, já não há medo de revoluções de esquerda (tão mal tem andando os seus últimos exemplos pelo mundo fora) e a sua sempre invocada superioridade moral e ética já não consegue enganar mais ninguém.
E se o povo é quem mais ordena, não haverá mais o regresso a outro “Portugal amordaçado”!
Por muito que isso custe ao sistema e aos velhos donos disto tudo (quer em termos de dinheiro, quer em termos políticos)!
Pelo futuro … que será de quem acredita que vamos ser capazes de mudar o mundo!!!
Mas isso será em 2026!!!
Porque … por hoje … um Santo Natal para todos!!!

Rui Gomes da Silva
Em tempos de Natal… nada de temas fraturantes nem palavras que dividam os portugueses…
Por isso me veio à cabeça a preocupação de muitos analistas, tantos jornalistas e tantos políticos sobre a necessidade de defenderem aquilo a que eles chamam… “o regime”!
E dei comigo a pensar que terá sido essa a preocupação de muitos, ao longo da História, sem sucesso – diga-se – porque a vida faz-se dessa mesma evolução!
E dei comigo a recordar – para não ir muito lá para trás – que esse terá sido o drama dos defensores do “antigo regime” absolutista contra os ventos do liberalismo e da consagração das monarquias constitucionais.
Como o terá sido entre “vintistas” e “cartistas” ou, depois, sucessivamente, entre “cabralistas”, “fontistas”, “rotativistas”, “franquistas” ou “republicanos” (sem ser exaustivo), até ao 5 de Outubro de 1910.
Ou, já na Republica, entre cada um e os outros (tal foi a proliferação de governos, partidos e movimentos) ou entre estes – todos – e o “sidonismo”.
Ou entre os “democratas” e os adeptos da “ditadura nacional” e o que o “salazarismo” fez dessa mesma ditadura e – sejamos honestos – o “marcelismo” ajudou tanto a destruir e a criar caminhos para que a “revolução dos cravos” tivesse o êxito que conhecemos.
Ou, já depois do 25 de Abril, no regime atual, apesar de tantos, à esquerda e à direita, terem sonhado com a IV República (III para quem acha que o “Estado Novo” não foi… nada), entre “Sá Carneiristas”, “soaristas”, “eanistas” ou “cavaquistas”.
E agora… essa mesma esquerda e esse mesmo “centrão”, sem líderes à altura, repete-se, até à exaustão, na necessidade de defender o regime… como se fosse possível… parar um rio imenso (a vontade popular), com um pequeno dique feito de tijolos (os interesses), ligados entre si por uma argamassa inconsistente e sem qualidade (como a grande maioria dos políticos que os servem, através dos partidos que de que se apropriam e “capturam”, com os famosos “sindicatos de voto”, ou pela eleição de líderes menores (goste-se ou não) fariam ou ainda fazem os líderes históricos dos grandes partidos do regime dos últimos 50 anos serem grandes figuras ao pé daqueles.
O problema é mesmo esse… o tempo… que tal como para o resto… passa cada vez mais depressa.
E 50 anos – nos tempos de hoje – é, mesmo, muito tempo.
Não o seria se o regime se tivesse reinventado… mudando a Constituição e as leis básicas do regime para – com novo ímpeto e novo fôlego – ser capaz de oferecer ao povo o que o povo quer.
Ao não o ter feito, ficando refém dos interesses e da mediocridade, o regime acelerou o seu próprio fim.
E “cairão”… mesmo que ainda – durante uns tempos – se agarrem a tudo, até aos tribunais, para calar a verdade.
Um fim de regime que deve ser feito com respeito pelos limites que temos que impor a nós mesmos.
Um sucessão feita com respeito absoluto pelo voto popular, pela democracia, em liberdade, com regras, com respeito pelas minorias e tendo como pedra basilar a defesa e a garantia da dignidade humana.
Sem revoluções… mas sem os outros limites… que os “donos do regime” – em Lisboa ou em Bruxelas – tentam impor.
Para que “possamos mudar de políticos e, também, de políticas”.
E essa mudança – por muito que lhes custe – pode mesmo acontecer… vai começar a acontecer… no próximo dia 18 de Janeiro de 2026!!!

Rui Gomes da Silva
Na sexta-feira passada, 5 de Dezembro, morreu Frank Gehry. Morreu o Arquiteto que, em 2003, Pedro Santana Lopes, então Presidente da Câmara de Lisboa, escolhera para transformar o Parque Mayer, fazendo com que uma zona da capital, “palco” degradado da “revista à portuguesa”, com tanta história para contar, mas tão abandonado nas últimas décadas, passasse a exibir, como imagem maior dessa desejada renovação, uma obra monumental assinada por um dos maiores nomes da arquitetura mundial de todos os tempos!
Conheci então, pessoalmente, Frank Gehry.
Primeiro, em Lisboa, numa reunião de trabalho, seguida de jantar, a convite de Pedro Santana Lopes.
Passadas umas semanas fui a Los Angeles, como representante do Presidente da Câmara – acompanhado pela sua Assessora, a Arquiteta Ana Gonçalves – para negociar o contrato com Frank Gehry.
Uma viagem de três dias a Los Angeles, com saída de Lisboa na manhã de 21 de Outubro, via Frankfurt, chegada a LA à tarde desse mesmo dia, jantar com a equipa da Gehry Partners, dormir, passar o dia 22 em reuniões seguidas, no atelier e com o próprio Frank Gehry, trocar o jantar desse dia por uma visita guiada ao Walt Disney Concert Hall, uma das obras icónicas do próprio, que haveria de ser inaugurada no dia seguinte (com visibilidade mundial), dormir e regressar a Lisboa, na manhã do dia 23, de novo via Frankfurt.
Uma viagem com um significado muito especial, onde ficou acordado todo o enquadramento do que haveriam de ser as conclusões de uma nova reunião de trabalho, entre Pedro Santana Lopes, com a sua equipa, e os arquitectos da Gehry Partners, de novo, a 5 de Novembro, desse mesmo ano, em Lisboa.
Mas voltemos ao meu dia – 22 de Outubro de 2003 – no atelier e com Frank Gehry.
Durante a manhã, com as explicações de Ana Gonçalves e – em algumas partes desse meu contacto com “aquele mundo”, com a companhia de Jim Glymph (o braço direito de Frank Gehry) – fui deambulando por ali, pelo gigantesco atelier de Frank Gehry, instalado um antigo armazém, onde fui deparando com as reproduções – à escala – das suas grandes obras, de uma dimensão tal que nos permitia entrar e andar por dentro dessas mesmas maquetes, ouvindo explicações sobre os materiais, a dimensão, o significado, o momento e a localização de cada projeto.
Ou até – como na reprodução, a uma escala enorme, do Walt Disney Concert Hall, que haveria de ser inaugurado oficialmente no dia seguinte – andar pela plateia dessa maquete, descer até ao palco, ouvindo e experimentando, atentamente, por exemplo, as explicações estéticas e as razões das condições acústicas de tal obra!
Depois, como se não bastasse de emoção, seguiu-se a reunião com Frank Gehry para discutir pontos importantes que era preciso acordar antes do encontro que haveria de acontecer, em Lisboa, já em Novembro.
Fechamos muitos pormenores do futuro contrato, que haveriam de ser confirmados – em ofício de 17 de Novembro – por Jim Glymph, ficando eu com a promessa de os voltar a visitar, agora para entrar na maquete do que Frank Gehry estava a pensar fazer no Parque Mayer!
Um último (enorme) detalhe encerrou as nossas conversas sobre o projecto… o do preço.
Tinha trazido instruções precisas de Pedro Santana Lopes sobre a necessidade de fechar num determinado valor, e fui tentando convencer Frank Gehry das “minhas” limitações.
Fomos descendo desde o valor inicialmente pedido … até um determinado montante, já bem inferior, mas ainda um pouco acima do que me tinha sido determinado.
Foi aí que Frank Gehry se virou para mim e disse… “Viu tudo o que fiz, já conheceu ao detalhe como o faço … acha que Lisboa não merece uma obra destas???… e eu… acha que não mereço o que estou a pedir???”
Merecia, claro que merecia!!!
E, apesar de a noite, em Lisboa, já ter começado há muito, falei ao telefone com Pedro Santana Lopes, para, em poucos minutos, reforçar o elogio da escolha e o pedido para deixar em aberto o valor para ser fechado em Lisboa, nos dias seguintes.
E foi isso que aconteceu, não sem antes de uma noite dormida a correr e uma viagem de muitas horas até Lisboa, termos ido – eu e a Ana Gonçalves – visitar os bastidores do Walt Disney Concert Hall, que seria inaugurado no dia seguinte, tendo como “cicerone” Jim Glymph.
Com a esperança de, tal como acontecera com o Museu Guggenheim, em Bilbau, por exemplo, podermos ter – em Lisboa – uma obra de Frank Gehry, o pós-modernista desconstrutivista, que via a arquitetura como escultura!
Depois… depois foi a velha história de uma esquerda que se recusou a validar uma escolha que mudaria Lisboa…
A mesma esquerda que tudo fez para impedir a construção do túnel do Marquês…
A mesma esquerda que tenta perseguir e impedir de fazer o que promete a quem lhes ganha eleições…
Com a inveja de quem não tem ideias que não seja a de perseguir quem tem uma ideia de desenvolvimento moderna e esclarecida – neste caso – sobre a cidade.
A esquerda de então ganhou uma guerra feita de pequenas vinganças, vetos e recusas.
Lisboa, Portugal… perderam a oportunidade única de ter no seu património uma escultura com a dimensão de um teatro.
Uma oportunidade perdida, sonhada por Pedro Santana Lopes, mas boicotada pela esquerda.
Com nomes e caras… que a memória não deixará apagar, mas que não é este o local para referir. Sempre os mesmos…
Os que acharam que havia túneis bons e túneis maus!
Com isso … perdemos uma futura referência cultural europeia.
A esquerda, essa, congratula-se com estas pequenas vitórias feitas de ódio e de vingança.
Embora – neste caro – tenhamos perdido todos.
Como depois terão percebido!!!
Infelizmente… tarde demais!

Rui Gomes da Silva
Anteontem, 1.º de Dezembro, José Ribeiro e Castro, Presidente da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, afirmava… “Embaraço-me porque votei AD”!
Uma declaração crítica face à indisponibilidade do Primeiro-Ministro em o receber, nessa qualidade, e muito menos em se dignar a estar presente nas comemorações oficiais da restauração da independência!
Uma ausência que tornou mais evidente o desconforto de Luís Montenegro em enfrentar os problemas e as vozes cada vez mais críticas de uma governação que teima em não se perceber que rumo quer levar.
Longe vão os anos de 1981 e 1982, em que tantos criticávamos a forma de exercer o poder, dentro do PSD (então “de” Francisco Pinto Balsemão, Presidente do Partido e Primeiro-Ministro), todo ele estruturado com base no “eixo” Lisboa-Cascais.
Hoje, esse mesmo PSD está refém dos interesses de um outro “eixo”, o de Espinho-Braga, alicerçado numa mesma lógica de grupo, bem mais fechado que o do início da década de 80 do século passado, unido – o de agora – por outras perspectivas que, reconheça-se, não eram as de quem, então, acompanhava o líder, como Marcelo Rebelo de Sousa ou António Capucho.
Uma nova versão de “Corte na Aldeia”, de Francisco Rodrigues Lobo, não já na exaltação da vida do campo e de elogio dos costumes, para além de forma de comunicar, como as que constavam da obrar de 1619, mas – antes – na maneira como escolheram fazer política e designar pessoas para todos os lugares onde possam “meter a mão”.
E se as opções para muitos cargos do Governo demonstram esse privilegiar da fidelidade e da pertença ao núcleo de “amigos” e “compagnons de route”, as novas escolhas ainda evidenciam mais essa preocupação.
Longe de Lisboa, mas com a “corte” transferida (na verdadeira acepção da palavra) para terras de Espinho, o PSD. que este novo “eixo” trata como coisa sua, vai fazendo escolhas que surpreendem a cada momento!
Como nos recentes casos da presidência da Associação Nacional de Municípios ou, até, dos ASD, onde optou pela fidelidade em vez da representatividade!
Quem, ao fim de 6 (no limite, 18) meses de exercício de poder, opta por esse caminho, já não tem margem nem capacidade para renovar nem apontar soluções diferentes e inovadoras para o País.
Limita-se – antes – a gerir e a pagar apoios, a colocar peças que sustentem e amorteçam uma queda mais do que previsível.
Reduz a sua ação apenas à transformação de fiéis “soldados” em “generais de aviário”, cuja única preparação foi e será a disponibilidade para apoiar o líder (e o seu fiel Secretário Geral, que sonha em ser o próximo líder) em tudo o que aí possa vir.
E que não será pouco… dirão os mais avisados… apesar da preocupação em não dar dinheiro ao Tribunal Constitucional para investigar… vá lá saber-se porque é que há tanta preocupação de quem manda em que nada se possa descobrir… apesar de já se saber tanto!
Confesso que não fico embaraçado… porque já não votei AD!
E não votei como tantos… desiludido com uma liderança reducionista na sua origem geográfica, limitada na sua fonte de recrutamento político, sem horizontes abertos na sua visão para Portugal.
Não posso ficar embaraçado de um erro que não cometi… mas compreendo o embaraço de quem o fez e – atrevo-me até – a antecipar a vergonha que sentirão, muito em breve, de o terem feito!
Parafraseando Nuno Melo, que enquanto Ministro da Defesa, representou o Governo nas referidas comemorações do 1.° de Dezembro deste ano … “cuidado, não caiam”!!!

Rui Gomes da Silva
Dizia John Stuart Mill que – e cito – “uma pessoa com uma convicção é uma força social igual à de 99 que tenham apenas interesses!”
Por isso, nos exemplos que vamos tendo, quem defende convicções acaba sempre por vencer os que defendem interesses!
Que foram – quase sempre – os que, a seu tempo, souberam defender ideias e lutar por valores, mas acabaram, com o exercício do poder, enredados e perdidos na defesa dos interesses dos que os sustentam, sem cuidar das necessidades dos que invocam para se perpetuarem no poder.
A História da política, de todas as situações políticas, é essa!
E, tirando os românticos defensores de sociedades utópicas que – sem nenhuma excepção – recorreram à força para garantir o “apoio” do povo, todos os que começam por convicções se perdem nas teias dos interesses, sejam eles pessoais, sejam eles de uma certa parte da sociedade… que os fazem abandonar os caminhos que se propuseram percorrer.
São esses interesses que limitam a liberdade de quem decide, de quem ganha eleições e que (pelo tempo fora) vão contribuindo decisivamente para a queda de regimes, para a substituição de governos (na sua mais ampla expressão), para a sucessão de líderes!
Por isso, em todos os processos históricos de disputa de poder (quando se confrontam as convicções com os interesses), a primeira reação é de subestimar as convicções, com o conforto que os apoios, conseguidos nos interesses, vão dando.
Depois, quando percebem que se trata, não já de alguém fora do “arco de governação”, mas, antes, a de quem pode mesmo vir a ganhar… aí é o desespero!
Dos ataques, da discussão sobre como impedir que lá cheguem as convicções…
E como só mesmo as tais ditaduras de sociedades utópicas traduzidas, na realidade, em tudo o que era contrário ao que defendiam, conseguiram “substituir o povo”… resta-lhes o recurso aos meios mais sórdidos para impedir tais candidaturas!
Contando os tais “agora intolerantes ex-campeões da tolerância”, com a ajuda daqueles a quem devotaram a mais completa indiferença (quer por razões ideológicas, quer pelos tais interesses que ditam outras razões), esses a quem trataram com a arrogância que sempre devotam aos que não acham dignos de convidar para se sentar à sua mesa (que julgam ser a das elites).
Infelizmente para eles, felizmente para nós…
Já agora, e por falar em interesses e convicções, ontem, no 50.° aniversário de um 25 de Novembro tão carregado ideologicamente, assistimos a um grande debate televisivo… entre Luís Marques Mendes e André Ventura… onde a diferença não passou, apenas, entre os que ficaram e saíram da Sala das Sessões por deixar ou não ficar cravos vermelhos onde era pressuposto eles não estarem… como não foi um confronto
entre os que não tendo saído do Plenário, não tiveram coragem para tirar os cravos vermelhos de onde não era suposto estarem e os que queriam que eles lá ficassem… ou entre formas de comunicar!!!
Era, foi e será… entre interesses e convicções!!!
Mas como… “uma pessoa com uma convicção é uma força social igual à de 99 que tenham apenas interesses”…