
André Pardal
Será precisa muita inocência ou distração para não ver que a realidade política nacional (mas não só) mudou nos últimos anos.
De Governos estáveis e assentes em sólidas maiorias no Parlamento (de um ou dois partidos da mesma área política), para uma profunda instabilidade e fragmentação (acompanhada de uma crescente crispação dos atores políticos).
Com um País estagnado, os jovens (o nosso futuro) a fugirem para o estrangeiro e os resistentes esmagados em impostos, por muito boa vontade que tenha torna-se muito difícil a um qualquer Governo executar as tão necessárias “reformas estruturais”.
Precisamos, assim, que o mais alto magistrado da Nação, com a suprema legitimidade da maioria absoluta (mais de 50%) do voto popular expresso, consiga estar acima da crispação político-partidária do dia-a-dia, tenha gravitas e seja uma inspiração na liderança e pelo que representa (para todos) o seu percurso de vida.
Mais do que um “entretainer” televisivo (capaz das mais eficazes tiradas em 30 simplistas minutos de “boxe televisivo”), um líder de fação a tentar ressuscitar uma pálida carreira política ou alguém próximo dos interesses de sempre, Gouveia e Melo, com o seu perfil de liderança na Marinha, mas, sobretudo, em recentes momentos de crise nacional, como nos incêndios de Pedrogão, em 2017, ou na exemplar (líder mundial) condução do processo de vacinação contra o vírus COVID-19, será esse Presidente.
André Pardal, advogado e antigo deputado do PSD, é apoiante da candidatura de Gouveia e Melo

André Pardal
No próximo dia 18 de janeiro disputam-se umas eleições presidenciais atípicas.
Se, habitualmente ao longo destes 50 anos de Portugal democrático, os dois maiores partidos sempre apresentaram figuras maiores, que em muito ultrapassavam o espaço político do seu campo ideológico. Neste sufrágio, pelo contrário, os candidatos apoiados (oficial e timidamente) por PS e PSD, não obstante terem liderado os respetivos partidos, nunca sequer disputaram legislativas aquando das suas lideranças, sendo apeados previamente (por indecente e má figura).
Por outro lado, o perigoso e desafiante cenário político internacional de hoje, com uma Guerra na Europa, outra bem perto das nossas fronteiras e uma presidência americana a distanciar-se do nosso espaço atlântico, exigem mais do que peritos em aparelhos partidários ou aspirantes (frustrados) a líderes executivos.
Será assim fundamental a escolha de um Presidente que tenha – na boa tradição democrática portuguesa – experiência de gestão de crises, capacidade (comprovada) de liderança, independência face à trica partidária, mantendo o equilíbrio do sistema saído do consenso constitucional pós-revolucionário.
Gouveia e Melo, vindo de fora do tradicional sistema partidário, o que lhe assegura uma (fundamental) independência, mas não o querendo (simplista ou populisticamente) despedaçar, pela sua carreia ímpar ao serviço do País nas Forças Armadas (onde recorde-se, atingiu o topo por mérito próprio) é, sem sombra de dúvida, o melhor preparado para a chefia do nosso Estado.
André Pardal, advogado e antigo deputado do PSD, é apoiante da candidatura de Gouveia e Melo