Frase do dia

  • “O Mercedes pode parar na bomba e nós não e chegamos à frente”, Rui Borges, treinador do Sporting, sobre o jogo com o Arsenal
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Carlos Reis

Coimbra e as suas populações pagaram por estes dias o preço da decisão ideológica que lhe foi imposta por António...

Coimbra e as suas populações pagaram por estes dias o preço da decisão ideológica que lhe foi imposta por António Costa e pela extrema-esquerda que o alcandorou ao poder.

Com efeito, em 2016, Portugal cometeu um erro estratégico grave e, pior do que isso, deliberado: o cancelamento da Barragem de Girabolhos.

Este empreendimento integrava o Plano Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroelétrico (PNBEPH), lançado em 2007.

Na altura, a concessão foi atribuída à Endesa, que avançou com estudos, procedimentos administrativos e trabalhos preparatórios, assumindo encargos iniciais no terreno.

Contudo, em abril de 2016, já sob o Governo liderado por António Costa (PS), foi anunciada uma reavaliação do plano hidroelétrico nacional. Na sequência dessa revisão, o governo de António Costa decidiu cancelar a construção de algumas barragens, justificando a decisão com “alterações no contexto energético, ambiental e económico que tornariam os projetos menos justificáveis nos termos previstos inicialmente”.

O tal “contexto” resumia-se apenas a duas variáveis: a primeira, a militância histórica anti-barragens do lobby ambiental, que se opõe, por sistema a qualquer nova obra de engenharia hidroeléctrica. Não fora a persistência do bom senso e a razão comprovada de muitos técnicos e a determinação de alguns governantes e hoje as populações de Coimbra e do Baixo Mondego ainda estariam sujeitas à violência e aos prejuízos sazonais da desregulação de um rio que foi durante séculos indestrinçavelmente ligado ao desenvolvimento urbano da região de Coimbra e da exploração das terras mais valiosas de Portugal.

Esta variável encontraria na Geringonça e numa das suas protagonistas, Catarina Martins, a variável do cancelamento: como as barragens eram coisas do passado perante a “questão climática” e os rios teriam de ser “renaturalizados” nesse novo tempo, o plano de regularização do Mondego ficou por concluir e Girabolhos ficou cancelada.

Uma obra já concessionada, com trabalhos preparatórios iniciados e acessos em curso, foi assim interrompida por decisão política. Não por falta de estudos, não por falta de necessidade, mas por imposição ideológica, em nome de um ambientalismo de slogan e de um radicalismo que confundiu governação com propaganda.

O resultado está agora à vista. A bacia do Mondego e a região de Coimbra ficaram mais expostas às cheias e aos caudais extremos, sem um instrumento decisivo de regularização e controlo.

Num tempo em que se fala tanto de alterações climáticas e de eventos meteorológicos mais violentos, cancelar uma infraestrutura pensada para aumentar a segurança das populações foi, no mínimo, uma irresponsabilidade histórica.

Além disso, perdeu-se uma oportunidade relevante de aproveitamento hidroelétrico e de gestão racional da água. Não se tratava apenas de “betão”: tratava-se de proteção civil, de segurança hídrica, de capacidade energética e de planeamento sério para décadas.

O projeto abrangia território dos concelhos de Seia e Fornos de Algodres, no distrito da Guarda, e de Nelas e Mangualde, no distrito de Viseu.

Seria uma barragem de retenção de água, com vários usos, mas com o principal de controle de cheias.

Em vez disso, escolheu-se a fragilidade e o improviso.

E é aqui que importa exigir responsabilidades políticas. Catarina Martins, que na altura exigia a “re naturalização dos rios” como alternativa, devia agora ter a coragem de ir a Coimbra explicar o que isso significava, na prática.

A expressão é bonita, mas não substitui uma barragem, não trava cheias, não garante caudais e não protege populações.

O Mondego não se governa com palavras. Governa-se com decisões competentes — e Girabolhos foi a prova de que, naquele momento, o país não as teve.

Por isso este governo esteve bem, com determinação e seriedade, sob a coordenação esclarecida de Maria da Graça Carvalho a Ministra do Ambiente e Energia.

A sua decisão de solicitar à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) o lançamento do concurso para a construção de Girabolhos merece o aplauso dos portugueses.

Sejamos por isso muito claros –  ser solidários com as populações afectadas é também continuar a definição e articulação de medidas de mitigação e controlo de cheias na região.

E isto é possível.

Por isso só se pode saudar este governo.

Coimbra não pode continuar a pagar por uma decisão tomada em Lisboa para satisfazer agendas extremistas de geringonças partidárias.