Num momento de reconstrução, de unirmos esforços para ultrapassarmos as consequências de várias tempestades seguidas parece que temos um secretário-geral...
Num momento de reconstrução, de unirmos esforços para ultrapassarmos as consequências de várias tempestades seguidas parece que temos um secretário-geral socialista que se dedica a datilografar cartas, e a manifestar a sua indignação pela falta de resposta às mesmas.
A ideia é simples, como sente que ninguém o ouve ou sequer liga muito ao que diz resolveu trazer um modo de comunicação pré internet para talvez obter algum tipo de atenção, algo de fresco ou até de novo. Ora há logo duas coisas que não colam, cartas e frescura. Não sabemos o teor das mesmas, talvez os portugueses não mereçam tal consideração, apenas sabemos que já foram 5 cartas que se debruçam sobre saúde, educação, defesa, justiça, e mais recentemente sobre as tempestades.
Vou tentar ajudar a completar o leque, indicando talvez mais uns temas interessantes, ou até explicar nestes temas o que foi a inércia e a estagnação do governo do PS que o senhor fez parte. Podia escrever sobre a imigração descontrolada e o caos que provocou com a extinção do SEF com efeitos nefastos para o país, onde teve responsabilidade direta, podia escrever sobre o atraso e desorganização nas infraestruturas, nomeadamente com a indecisão do novo aeroporto, com as demissões na TAP e com indemnizações milionárias por WhatsApp, podia escrever sobre agressões e bicicletas arremessadas aos vidros do Ministério das Infraestruturas com pessoas refugiadas na casa de banho, podia escrever sobre a carga fiscal record asfixiando as empresas e as famílias numa tentativa de nivelar todos pelo salário mínimo e colocar os portugueses de mão estendida a pedir esmola, ou até mesmo acerca da vergonha que devia ter pelo cancelamento da barragem de Girabolhos sugerida pela Catarina Martins com a explicação que a água evaporava. Podia escrever acerca da proposta de arrendamento coercivo, das golas antifumo, acerca de Pedrógão ou até acerca de José Sócrates e os atrasos na Justiça. Enfim, não faltam temas para escrever mais cartas, haja arquivo suficiente.
Enquanto uns governam para resolver os problemas das pessoas, outros escrevem cartas. Como costuma dizer um amigo meu, quando vês o teu adversário a cometer erros não o desvies. Por isso, venham daí essas cartas! Força José Luís Carteiro!