Ficamos a conhecer o novo acordo que foi estabelecido em Lisboa entre o Dr. Carlos Moedas e o Chega, para...
Ficamos a conhecer o novo acordo que foi estabelecido em Lisboa entre o Dr. Carlos Moedas e o Chega, para ser mais preciso com uma vereadora eleita pelo Chega, que se desvinculou do partido e se tornou independente, recebendo os pelouros de saúde e desperdício alimentar.
Desde 2017 que Lisboa não tinha uma maioria que pudesse garantir uma governação estável e coesa, pelo que temos de encarar esta notícia com muita esperança no futuro. Com a Câmara Municipal arrumada é tempo também do PSD arrumar a sua própria casa na Distrital de Lisboa, no sentido que esta venha a ser novamente central no desenvolvimento de políticas locais orientadas para os reais problemas das pessoas, para os problemas que estão no dia a dia ao invés de eternos problemas esotéricos que partidos discutem, e muitas das vezes não conseguimos descortinar. A política local e distrital deve ser valorizada por isto. As estruturas partidárias locais identificam problemas, agregam interesses, mobilizam cidadãos e constroem soluções políticas ajustadas ao território. Funcionam como canais permanentes de contacto entre população e órgãos autárquicos, sendo depois os autarcas que transformam decisões políticas em ação no terreno. Gerem recursos, priorizam investimentos, resolvem problemas práticos e respondem diretamente aos cidadãos. A sua atuação influencia diariamente áreas como habitação, mobilidade, limpeza urbana, espaço público, ação social e licenciamento. Ao contrário da política nacional, a ação autárquica é imediatamente visível e avaliada. Um mau planeamento, um atraso numa obra ou um problema no espaço público têm impacto imediato e geram pressão direta sobre os eleitos. Isto reforça a exigência de competência, transparência e capacidade de decisão.
Desde as Assembleias de Freguesia (onde tive a honra de ser eleito em Cascais aos 20 anos) até às Assembleias Municipais e Intermunicipais, a participação pública é um dever de todos nós. É um ato cívico que deve ser reconhecido e valorizado. Assim, autarcas e partidos locais são a base operacional da democracia: conhecem o território, estão próximos das pessoas e têm capacidade de agir. Sem essa dimensão local forte, a política torna-se distante e menos eficaz. É por isto que Lisboa É Futuro.