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Rui Gomes da Silva

“LUÍS NEVES NÃO PODE SAIR… YO”

Rui Gomes da Silva

Os Black Company (primeiro grupo de rap português) têm uma canção (‘Nadar’) que começa por… não sabe nadar… yo”!!!
Pois, hoje, e parafraseando essa letra, parece que as forças do regime cantam em uníssono… “Luís Neves não pode sair, yo”!!!
E se – como alguém dizia – “o que parece, é”, então, o único termo da equação é que, aconteça o que acontecer, Luís Neves é inamovível.
Inamovível de um cargo que fez muito para ser seu, do qual não quer sair e, por isso, de lá ninguém o tira.
Até porque – pensará o primeiro-ministro – “… depois dele, serei eu”!
A inação (talvez mais o medo) do PS e a opinião pública e publicada (na sua ânsia de tentarem parar a ascensão do Chega ao Governo de Portugal, custe lá isso o que custar)… fazem o resto.
Apesar disso, ou por causa disso, todos os dias, a espiral de silêncio da recusa dos eleitores em não aceitar este estado de coisas, continuará a crescer.
Também porque os mesmos que se julgam os donos disto (e recusam o escrutínio que exigem para os outros), também se acham donos do tempo.
O tempo que acreditam que, passando, levará com ele as sequelas de comportamentos insustentáveis em democracia.
Como escrevia, em comentário a outro texto, na semana passada, “um tempo (o dele) que nunca virá… porque não quis esclarecer nada no tempo (dos outros), que eram e são neste caso, como sempre, os únicos e verdadeiros donos do tempo (o de todos)… o tempo que – não sendo de Deus – é do Povo!!!”
As notícias sobre a Educação e o caso de Cascais não ajudam nem o Governo nem o PSD… mas ajudam os que, em S. Bento, temem uma reação do Presidente da República ou de ex-Presidentes da República, com especiais responsabilidades nesta matéria…
O que pensam Marcelo Rebelo de Sousa ou Aníbal Cavaco Silva?
O que diriam de tudo isto se, no lugar de Luís Neves, estivesse… André Ventura?
É verdade que o PS, com o seu medo (para usar a mesma palavra que Mariana Leitão, a líder da IL, ainda ontem usou) e a sua conivência… só ajuda a manter este novo pântano em que se transformou a política portuguesa!
Podem PS e PSD impedir tudo na Comissão Parlamentar de Inquérito anunciada (como o fez o Presidente da Assembleia da República, em relação à necessidade de ouvir Luís Neves, a pedido da IL), mas, quanto mais impedirem, mais perdem!
E depois do desgaste do PSD – que, mesmo assim, tem a âncora do Governo – a perda de votos do PS, sem estar no poder, vai ser dramática.
Na verdade, o PS perdeu a guerra dos exames
Apostou tudo nela… e perdeu-a!
Não perceberam os seus dirigentes (bastava-lhes ver outras crises idênticas, até com eles no poder, para terem chegado a essa conclusão) que – mesmo correndo muito mal – tudo se resolveria com facilitismo nas correções, na segunda fase ou nas entradas na Universidade.
Ou seja, prejudicaram-se por análise errada e por terem feito tudo mesmo para não beliscar o “único Ministro que tinham neste Governo”… para além de tudo o que ele sabe sobre o regime.
Agora… já será tarde.
Porque chegaram atrasados a uma polémica que tudo fizeram para evitar, porque estão nela sem convicção e sem conseguirem imaginar até onde vai a capacidade de vingança do ainda MAI.
E nisto estão como o PSD (que acrescenta, nessas razões, a vulnerabilidade evidente de Luís Montenegro… que – espero, talvez por ingenuidade, mas espero mesmo – que José Luís Carneiro não tenha).
Esta crise começou com Luís Neves, vai passar pela saída dele e acabará na conclusão das investigações ainda em curso sobre a Spinumviva e o poder de influência do eixo Espinho-Braga, no atual PSD e no Governo ainda em funções.
Por isso tudo, pela tal espiral de silêncio… o PSD – nas últimas sondagens – já aparece em terceiro lugar e o PS vai, a passos largos, a caminho do segundo.
Como alguém – “muitíssimo”  próximo de Belém – me confidenciava há duas semanas,, “vai ser impossível aguentar o Governo”, que (acrescento eu)… cairá até ao fim do ano, com eleições até março.
Começando a entrar na fase em que cada vez mais eleitores começarão a pensar “… vamos lá experimentar uma coisa diferente!!!”
E, com isso, levando-os a agirem como sempre têm respondido, em termos eleitorais, em todas as democracias em que essa escolha se tem colocado, optando pela bipolarização entre os princípios e a corrupção, entre a verdade e o medo e o condicionamento do poder político, entre a democracia e os interesses pessoais.
A aumentar a fundamentação e a dar respaldo a todo este raciocínio, aconteceu… já nas últimas horas 24 horas, o assalto e a destruição, no gabinete de André Ventura, em plena Assembleia da República.
O regime – entre os escribas das convicções alheias ou os falsos independentes – tudo fez, ao longo do dia de ontem, para desgraduar o assalto, tentar encontrar explicações em factos que não tem qualquer conexão entre si, gerar a dúvida, encontrar versões de autoflagelação… tudo de acordo com os manuais das ditaduras (só não conseguem – por medo de serem descobertos – fazer saltar os opositores de prédios bem altos, como os seus muito queridos e venerados líderes de outras paragens… como bons estalinistas, que continuam a ser, mas têm vergonha de assumir, nestes tempos).
Pergunto-lhes sempre… e se (no caso concreto) fosse no gabinete de… Luís Neves?
Também se desdobrariam em explicações sobre teorias de ter sido o próprio ou alguém próximo a fazê-lo?
Não, porque o medo os tolhe de ter o mesmo critério, antes os faz optar por serem cobardes com quem temem e agressivos com quem os respeita.
Ou, resumindo todo esse ódio (e o reconhecer da impotência de o combater com as regras da democracia e do respeito pelo voto popular) como, ontem, me escreveria alguém… “só os burros do Chega inventariam um auto ataque daqueles para se vitimizarem…”
Nada mais certo… até porque era do Chega o ex-DG da PJ que não entregou as declarações de interesses a que estava legalmente obrigado, durante os anos em que exerceu essas funções, era do Chega quem contratou obras na PJ (muitas delas ao que se sabe) sem concursos, era do Chega quem chamou o mesmo empreiteiro que havia contratado para a PJ para fazer obras nas suas casas, era do Chega quem, tendo feito tudo isso, não conseguiu provar o pagamento de nenhuns dessas obras, era do Chega quem entregou um atrelado com substâncias perigosas (que tinham sido mandadas destruir) para serem guardados em Barcelos, tudo sem explicação… até agora (embora esteja perfeitamente convicto que as “provas”, de tanto tempo que estão a demorar a aparecer, venham “um brinquinho”… como diz o Povo)…
Ora, quem mais – senão quem for membro do Chega (e qualquer dia da IL… em vésperas de ser “traída” por Cotrim de Figueiredo… é um palpite) – pode ser tão burro para fazer uma coisa dessas???
Há sempre – hoje, em Portugal – um qualquer defensor para “se atravessar” pela verdade oficial.
Normalmente com uma dupla origem: os que o fazem porque são “pagos” (a qualquer título) pelo Governo ou os que odeiam e temem (por interesse próprio) a ascensão e a chegada do Chega ao Governo!
Mas há, neste caso, em concreto, os que o fazem por uma terceira razão: o medo bem patente que têm de Luís Neves, do que ele sabe deles ou do medo do que ele possa saber do que andaram e andam a fazer.
Mas como tudo tem o seu tempo (como diriam os que acreditam… os que têm fé, esse dom divino)… Deus pode tardar… mas não falha!
Até lá, e enquanto durar a impunidade, neste regime, até um dia, cada vez mais próximo… não no tempo de Deus, mas no dos Homens… “Luís Neves não pode sair, yo”!!!
Até lá, e enquanto durar a impunidade, neste regime, até um dia, cada vez mais próximo… não no tempo de Deus, mas no dos Homens… “Luís Neves não pode sair, yo”!!!
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Publicado em 29 julho de 2026
Rui Gomes da Silva

ONDE ANDA A “MORAL REPUBLICANA”???

Rui Gomes da Silva

A opinião pública tem vindo a ser confrontada com dois processos paralelos de contestação aos ministros das respetivas pastas. E, embora esses processos possam parecer quase iguais, eles são, em tudo, diferentes!

É verdade que a questão dos erros sucessivos, cometidos nos exames nacionais, afetam milhares de alunos, milhares de famílias no que mais queriam ver resolvido nesta época: a entrada na universidade, sem toda esta confusão. E isso pode custar o cargo a Fernando Alexandre (se não for esse o desfecho, isso terá um desgaste enorme no Governo, que alimentará a espiral de silêncio do voto contra os partidos que o sustentam, no próximo ato eleitoral, que, desse modo, estará cada vez mais próximo).

Um custo assente na avaliação das capacidades políticas do ministro, dos erros de análise que terá cometido, dos riscos não avaliados da introdução de novos procedimentos (que nunca poderão ou deverão ser confundidos com reformas) ou, no limite, das culpas pela escolha das empresas responsáveis por todo este caos, tenha sido o ministro a fazer essas opções ou tenha sido constrangido a fazê-las, por alguém com ascendente sobre si…

 

Mas se, na Educação, estamos perante um caso de incompetência política, já na Administração Interna estamos perante um caso de ética, muito mais grave para o Estado e para a credibilidade das instituições… e, no limite, para o regular funcionamento dessas mesmas instituições.

 

Mas se, na Educação, estamos perante um caso de incompetência política, já na Administração Interna estamos perante um caso de ética, muito mais grave para o Estado e para a credibilidade das instituições …e, no limite, para o regular funcionamento dessas mesmas instituições.

Na verdade, tudo se teria resolvido se Luís Neves tivesse vindo a terreiro, logo após a primeira notícia, dizer algumas coisas muito simples: que estava arrependido de ter contratado uma empresa que trabalhava para PJ (como disse, embora só esse facto fosse, por si só, lamentável e eticamente muito questionável), mas aqui estão os contratos, os orçamentos, os pagamentos e os recibos, devidamente datados das obras feitas nas duas casas, no Alentejo!

Só que nada disso aconteceu, nem – daquilo que percebemos – vai acontecer, porque o que não existe dificilmente poderá aparecer. Mas pior ainda que o não ter provado nada (pelo menos até ao momento), foi que esse total desconforto e desaparecimento pessoal e politico de Luís Neves fez com que a comunicação social abrisse novas pistas de investigação e descobrisse o – já famoso e com ‘pano para mangas’, como se diz em Espinho, em Braga e no Fundão – ‘caso do atrelado com produtos perigosos a bordo’.

E se já era difícil sair do ‘caso das obras feitas pela empresa de Barcelos’, mais difícil será sair do ‘caso do atrelado…’!!!

Tão difícil de sustentar que até a PJ e o MP decidiram dar continuidade à investigação… na procura de uma justificação para… aquilo que era um perigo estacionado num depósito da Marinha, não representar qualquer risco, quando estacionado numa na via pública ou num parque de uma empresa de construção em Barcelos, a mesma que tem obrigado Luís Neves, desde há um mês, a tentar encontrar as provas dos pagamentos das obras feitas nas suas casas…

Ou como poderá explicar Luís Neves que um atrelado com materiais perigosos, que a Marinha não quis num dos seus parques, por razões de segurança, pode fazer uma viagem de Lisboa (ou de Almada) a Barcelos, pondo em causa todos os cidadãos que se possam ter cruzado com esse atrelado???

Ou onde estarão guardados os produtos apreendidos com esse mesmo atrelado? Ou, se foram destruídos, por quem, onde e com que cuidados e garantias para a saúde pública?

Mas como as repercussões deste caso não param de nos surpreender, o que dizer da posição do PS – e cito, neste caso, Rui Rio –… “não é um pouco intrigante que o PS ataque tão empenhadamente o Ministro da Educação (ou a Ministra da Saúde) e fuja para não ter de responder às (graves) questões sobre o anterior diretor da PJ e atual ministro da Administração Interna? Deve haver uma explicação…”

Deve haver uma explicação, acrescente-se, não para o PS, mas para os diferentes PS’s – o de José Luis Carneiro, o de Pedro Nuno Santos, o de António Costa – todos os PS’s que cabem dentro deste PS, não atacarem Luís Neves.

Será – porventura – um enorme erro meu não perceber o que é que Luís Neves tem (como a baiana, da canção de Carmen Miranda)… eu e o Presidente da República, António José Seguro, que – a acreditar nas notícias – esteve em estado de prontidão para aceitar o pedido de substituição de Luís Neves no Governo.

Longe vão os tempos da invocação da “moral republicana” pelo PS de Mário Soares, de Salgado Zenha, de Jorge Coelho e de outros, com quem – apesar das discordâncias ideológicas – me identificava com os valores éticos e morais defendidos.

Porque, no limite, nada disto tem a ver com política… mas antes da forma como aferimos os nossos comportamentos e como os queremos adequar aos princípios éticos e morais que defendemos.

Ou – como gosto tanto de citar – … “imoralidade é querermos para os outros algo diferente do que queremos para nós próprios”!

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Publicado em 22 julho de 2026
Rui Gomes da Silva

A CORAGEM CONTRA O MEDO

Rui Gomes da Silva

A vida democrática envolve sempre opções. Opções entre a transparência e opacidade… entre a total e permanente disponibilidade para ser escrutinado e a tentativa de esconder a realidade… entre a coragem de confrontar o poder quando dele se discorda e o medo de o contestar, mesmo que esse poder escolha os caminhos da falta de ética e da não conformidade com a lei.

Infelizmente, esse tem sido o modelo com que alguns nos têm brindado!

Como Luís Montenegro, com o caso Spinumviva, ou como – agora – Luís Neves, com o caso de empreiteiro de Barcelos, com contratos na PJ, a fazer obras nas suas duas casas em Odemira.

Tão simples quanto isso!!!

Transmitindo uma sensação de impunidade, só ultrapassada pela imoralidade de tudo o que exigem, na oposição, ser precisamente o oposto a tudo o que fazem quando estão no Governo.

Ou – numa nova versão dessa realidade – tudo pedir como polícia (ou como chefe de uma Polícia) e a quase tudo não responder… como Ministro das Polícias

Já não bastava a vergonha dos exames nacionais, da sua digitalização e do adiamento dos resultados da correção, protagonizada por um Ministro da Educação que não sabe, sequer, explicar como apareceu uma empresa onde a falha de preparação para as tarefas para que foi contratada é tão evidente… sem falar da hipotética relação com a máquina do PSD (que espero ver desmentida).

Com tanta ‘novidade’, fica muito difícil acreditar na narrativa da invenção de ‘notícias’ pela extrema-direita radical.

O que seria se – em vez da cena no Parlamento, em que o Ministro da Administração Interna, ainda em funções, parece (a mim parece-me mesmo, confesso) ameaçar o líder da oposição – fosse André Ventura a ameaçar alguém…

O que seria… já pensaram?

Um MAI que não sairá do Governo… pelas mesmas razões que levaram o PM a escolhê-lo… é bom que não o esqueçamos!

Mas se essa inação de Montenegro pode ser explicada… o que dizer do apoio do líder e do carinho e da compreensão demonstrados por alguns deputados do PS à situação em que se encontra Luís Neves???

Sabemos que alguns optaram pelo medo, ao contrário de André Ventura, que optou pela coragem.

É por isso tudo que o título que escolhi para hoje é mesmo… a coragem contra o medo!!!

Sabemos que alguns optaram pelo medo, ao contrário de André Ventura, que optou pela coragem.

Uma coragem que é aquela a que sempre nos habituou e que vai ser tão precisa para o ciclo que aí vem.

Um ciclo que traz consigo os ventos de eleições antecipadas, com o início do fim anunciado – cada vez mais, para já – do Governo do PSD!!!

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Publicado em 15 julho de 2026
Rui Gomes da Silva

O AMULETO DEU AZAR

Rui Gomes da Silva

Pela voz do presidente do Grupo Parlamentar do partido maioritário da Coligação minoritária que tem responsabilidades de Governo, soubemos que o primeiro-ministro atravessou três vezes o Atlântico, e o que foi necessário da América do Norte, para chegar, assistir e comentar os jogos de Portugal no Mundial de futebol, porque – a acreditar nas palavras do mesmo ‘apoiante’ – não liga aos comentários (a ‘inveja’) dos que não compreendem…”a paixão do povo pelo futebol, nem a importância da Seleção Nacional”.

Para esse ‘comentador apaixonado’ pela paixão do PM, Luís Montenegro seria um “amuleto” para a equipa de Pedro Proença, Jorge Mendes, Roberto Martínez, etc… “a equipa de todos nós”!!!

‘Ora, desta vez, o amuleto não resultou, como ‘àquelas idas à bruxa” com ‘vitórias’ e ‘fortunas’ anunciadas e ‘derrotas’ e ‘desilusões’ confirmadas!

Por agora, até à próxima ‘necessidade’ futebolística para que seja necessário tirar o “amuleto” da gaveta (não sei se, com estes resultados, ainda o quererão), que bom seria que se concentrasse nas questões do nosso dia a dia.

 

A um amuleto (como Luís Montenegro se acha) exige-se sorte… mas aos governos, aos ministros, ao PM… exige-se trabalho!

 

Sem os holofotes do futebol e sem se aproveitar do “suor” de quem corre e trabalha muito para conseguir um objectivo, por agora … que bom seria que Luís Montenegro, fosse um “amuleto” para os que – por estes dias, enquanto ele viajava a caminho de um camarote, para ver um jogo de futebol – sofriam com os incêndios tão anunciados mas que sempre apanham de surpresa os nossos governantes, … com as faltas de água em Almada … ou com os erros do Ministério da Educação e a falta de resposta à correção de provas, sem se saber de quem é a responsabilidade!

A um amuleto (como Luís Montenegro se acha) exige-se sorte, … mas aos governos, aos ministros, ao PM … exige-se trabalho!

E não o “pão e o circo” do futebol com um fim tão anunciado e previsível (pelo menos para quem por lá já andou), … que só me admira que alguém tenha acreditado – naquelas circunstâncias e com aqueles dados – poder haver um fim diferente do que o que aconteceu.

E se – porventura – “não se enxergar” e levar a sério essa história do “amuleto” … que, hoje, use esses “poderes” e convença os líderes parceiros da NATO a manterem a aliança entre a Europa e os EUA, que nos deu estes últimos 80 anos de paz.

Sem se pôr em bicos de pés … nem ter como única preocupação ser recebido na Casa Branca (que parece ser o grande objectivo da nossa política externa) e conseguir uma fotografia para colocar nas mesas de apoio da sala da casa de Espinho … porque cada um tem o “Mar-a-Lago” que pode e merece!!!

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Publicado em 08 julho de 2026
Rui Gomes da Silva

BEM-VINDO, DOUTOR CAVACO SILVA…

Rui Gomes da Silva

Aníbal Cavaco Silva foi – surpreendentemente – o mais empenhado de todos aqueles que se vinham esforçando por validar o mandato de Luís Montenegro, primeiro como líder do PSD, depois à frente do Governo.

Talvez imaginando que os 28% da primeira vez do seu sucessor serviriam, tal como os seus de 1985, para repetir as duas maiorias absolutas de 1987 e 1991.

Enganou-se, logo aí, ao confrontar-se (entre 2024 e 2025) com uma subida de apenas 3% ou 4%, longe dos mais de 50% dessas vitórias retumbantes.

Empenhou-se Cavaco Silva no apoio à atual liderança em todos os momentos de celebração do seu PSD, quase sem exceção, mas… vistas bem as coisas… não poderá o ex-pm e ex-PR acumular senão desilusões nos últimos meses do mandato do seu (ex) ‘pupilo predileto’.

Já não bastavam as tristezas acumuladas (tão evidentes foram os seus distanciamentos) com quase todas as lideranças dos últimos 20 anos… e ainda havia, agora, Luís Montenegro de o voltar a deixar tão ‘só e abandonado’!

E, mesmo que antes não tivesse havido razões de queixa, ninguém poderá achar que Aníbal Cavaco Silva não tenha ficado desiludido (pelo menos) com o apoio do PSD a Tiago Antunes para o cargo de Provedor de Justiça.

Como se conseguisse esquecer os tempos em que, sendo Secretário de Estado de Sócrates, mantinha viva a escrita no blogue Câmara Corporativa, tão crítico do próprio Cavaco Silva, então Presidente da República.

Depois desse momento – podem conferir – o ‘seguro de vida’ de Luís Montenegro deixou de o elogiar, preferindo antes deixar palavras de incentivo aos agora ministros, que tinham trabalhado com ele, em Belém

Mas até isso Luís Montenegro não percebeu, e voltou a dar razões de afastamento a Cavaco, quando as máquinas de propaganda do PSD começaram a falar do objetivo do atual líder: ser o mais importante da história do próprio partido!

Vieram agora os últimos números da população e dos imigrantes, e o “deixem o Luís trabalhar” deixou de fazer muito sentido, ao deitarem por terra a argumentação do ‘sonho português’ que até os alemães queriam imitar…

Mas aquilo que terá – no meu modesto entendimento – acabado definitivamente com o idílio entre Cavaco e Montenegro foi o anúncio do Fundo Soberano.

Até posso estar enganado… mas não consigo imaginar que alguma vez Aníbal Cavaco Silva possa vir a subscrever, apoiar, elogiar ou aplaudir essa ideia.

Luís Montenegro pode ter razões que a razão desconhecerá para divulgar e para se ‘agarrar’ à ideia de um Fundo Soberano português mas, com isso, especialmente ‘pelas tais razões que a razão desconhecerá’, perdeu o apoio definitivo do ex-pm e ex-PR.

Veremos se esta previsão, tão arriscada, não será uma previsão completamente certa e totalmente verificável no muito curto prazo.

Ou, como diria alguém, “bem-vindo Doutor Aníbal Cavaco Silva ao grupo dos desiludidos… dos totalmente desiludidos com Luís Montenegro”!!!

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Publicado em 01 julho de 2026
Rui Gomes da Silva

'O PACOTE DA HIPOCRISIA'

Rui Gomes da Silva

Tenho – para mim, passe a tautologia – que o Governo pouco ou nada se importava com o conteúdo do pacote laboral que se propôs aprovar.

Porque (não me canso de o repetir, para que não se julgue que alguma vez pensei o contrário) aquele foi mais um episódio das sucessivas e repetidas tentativas táticas de dividir Portugal entre os que são a favor de uma qualquer opção do Executivo e os que são contra.

Com a ideia fixa de que a divisão entre os ‘bons’ e os ‘maus’ alimenta a ‘agenda mediática’ e, com isso, impede o desgaste da governação (no caso concreto, o desgaste da não governação e da inação)!

Como diria Pedro Duarte, presidente da Câmara do Porto e eleito no passado fim de semana como vice-presidente do PSD, nunca antes se terá percebido que o Governo de Luís Montenegro tivesse considerado esta ou qualquer outra reforma da legislação laboral como relevante para o futuro do País… a não ser para esse efeito… o da criação de mais um momento de artificialismo de maniqueísmo político, tão do seu agrado!

E, depois, os populistas são os outros!!!

Espanta-me, por isso, ver e ouvir os comentadores políticos a lamentarem a reprovação de um pacote laboral que, há seis meses, não sabiam existir nem, tão pouco, ser necessário e do qual discordavam há poucos dias.

Mas – e isto é um mérito de quem o consegue – fazem-no agora por essa ser a posição que os coloca contra André Ventura!

Única e simplesmente por isso!

Aliás – e disso poucos duvidarão –, se André Ventura tivesse votado a favor, viriam (os mesmos) criticar essa posição… porque tinha votado ao lado dos ricos… contra os portugueses que precisam de trabalhar muito para sobreviver, etc.

Assim, como André Ventura decidiu – e bem – chumbar este pacote laboral, esses ‘defensores de convicções alheias’ (como tanto gosto de lhes chamar) descobriram que este era o pacote laboral que Portugal precisava, mas, sobre o qual, se lhes perguntassem ou se lhes perguntarem, ainda hoje, sobre o que consta, não saberiam, como não sabem, responder.

Porque – condescendamos nisso – esta não é a reforma laboral que Portugal precisa.

Os portugueses precisam, antes e em vez disso (ou simultaneamente com isso), de verem consagrada a descida da idade da reforma.

Mas, porque essa posição foi assumida e defendida por André Ventura, descobriram – todos em conjunto… da AD à extrema-esquerda – que o importante é a sustentabilidade da Segurança Social.

Será, com toda a certeza, disso não haja dúvidas, mas… porque será que essas mesmas vozes, agora tão ‘inquietas’, não se manifestaram, nos últimos anos, com o desvio dos excedentes das contribuições dessa mesma Segurança Social para ‘cobrir’ os sucessivos resultados negativos das contas do Estado e, assim, dar a ideia que temos sempre contas certas?

Mas sobre isso não interessa falar … correndo o risco de ter de dar razão a André Ventura.

E isso – reconhecer que André Ventura tem razão – é a única coisa que as ‘redações’ não podem consentir!

Ou, como diria Jean François Revel, “a esquerda pode, por vezes, estar enganada; a direita é que nunca pode ganhar ou ter razão”!!!

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Publicado em 24 junho de 2026
Rui Gomes da Silva

'PELOS PRINCÍPIOS CONTRA OS INTERESSES'

Rui Gomes da Silva

Há – também na política… ou especialmente na política – os que trocam princípios por interesses, valores por vinganças, apoios lógicos por votos ‘contranatura’.

Foram esses, mais preocupados com os ódios do que com as opções consequentes, que, sendo de ‘direita’, apelaram (nas últimas eleições presidenciais) ao voto em António José Seguro.

Muito desses, pelo silêncio ou por afirmações ainda tímidas, vieram – na última semana –  insurgir-se contra o veto do Presidente da República à ‘lei das bandeiras’, para, logo a seguir, lamentarem a quantidade de lugares-comuns com que os ‘assessores’ de Belém lhe encheram o discurso do passado 10 de Junho, na Ilha Terceira!

Não terão tido – ainda é muito cedo – coragem para se declararem arrependidos… mas já começaram a ‘meter-se ao caminho’, à procura do distanciamento que os interesses aconselham!

Eu sei que poderão ter uma recaída, até porque – como diria um profundo conhecedor dessas ‘matérias’… “o único objetivo de um Presidente da República, no primeiro mandato, é o de garantir a sua reeleição” (para, depois disso, aí, sim, fazer as pazes com o seu eleitorado, e despachar os seus inimigos políticos, incluindo os que, por conveniência ou por o acharem um mal menor, o apoiaram… acrescentarei eu)!

Por isso, esses ‘defensores de convicções alheias’, encontrarão sempre motivo para voltarem a votar em António José Seguro, quanto mais não seja por ‘inveja’ em relação a um candidato oponente… da sua área política… que não seja cada um deles.

E  – nesse aspeto – Portugal parece-se muito com esta Europa de hoje.

Sem uma liderança forte, somos muitos com a mania que somos importantes, somos muitos com a mania da equidistância, somos muitos a confundir princípios com circunstâncias.

Apesar de, como me farto de ver escrito, também aqui no, 24Horas, estes ‘muitos’ continuam a demonstrar uma incapacidade gritante para perceberem que o mundo mudou!

Um mundo cada vez a mudar mais rapidamente… e eles parados a ver o mundo a mudar (mas convencidos que ‘surfam’ a onda da mudança… só por andarem a recorrer à IA).

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Publicado em 17 junho de 2026
Rui Gomes da Silva

'O REGRESSO A UM MUNDO NORMAL'?

Rui Gomes da Silva

De um momento para outro, parece que o mundo inteiro se uniu para tramar as aberturas dos telejornais.

Dos telejornais, das capas dos jornais e dos alinhamentos das ‘centenas’ de programas de opinião, que se multiplicam pelos diversos meios de comunicação social.

Em boa hora (pensaremos todos…), pelo que isso significa, em termos de paz para o Mundo, com todas as suas consequências humanitárias e económicas.

Mas – também – porque isso vai levar ao desaparecimento das televisões e das rádios de alguns ‘especialistas’, cujo único adicional de conhecimento advém da leitura de uma revista ou outra (porventura americana ou inglesa), que os consegue habilitar a poderem ser tidos em conta nessa mesma categoria.

E com exceção (quase generalizada) dos militares, que, normalmente, sabem muito bem o que dizem, por formação e pelo rigor que lhes deu e exige a sua carreira, os outros resumem a sua participação a um anti-americanismo primário, ajudado e disfarçado, nos dias de hoje, por um anti-trumpismo doentio!

Tão anti-EUA, que lhes turva a análise, feita de lugares comuns e de ódios sempre aos mesmos, para além das desculpas apenas para um dos lados.

Não sou – neste caso – indefectível de ninguém, mas sei que esse grande número de analistas não representa o sentir da maioria dos portugueses nem, sequer, o nosso posicionamento histórico, no concerto das Nações.

Sem bandeiras na sua área política de origem, sem votos ou apoios que justifiquem a sua presença ali, no que defendem (como sempre o fizeram), ou porque as suas lideranças (efetivas umas, morais ou ideológicas outras) conduziram as suas forças políticas à total irrelevância ou, mesmo, ao desaparecimento!

Ortodoxos como sempre, desiquilibrados nos fundamentos na maior parte das vezes, desonestos intelectualmente outras tantas, salvam-se poucos os que sabem e que vale a pena ouvir!

Com a agravante de – quando o mundo exigia contraditório – a quase única preocupação de quem os escolhe, é o serem fiéis, não à divisão de quem vê e ouve, mas apenas a um bloco ideológico!

E – depois – queixam-se da irrelevância dos que, nas organizações internacionais, repetem os mesmos argumentos de sempre, com os resultados conhecidos.

E se o anti-americanismo serve para disfarçar tanta ignorância, a par de tanta visão monolítica, o que dizer de quanto lhes custa – desde há mais de 4 anos – reconhecer em Volodymyr Zelensky (que até aí distratavam), a única liderança carismática de uma Europa… “mais preocupada com a sua verdade do que com a sua irrelevância” (como li, há uns tempos, num daqueles textos que, por cá, não costumam ser citados pelos novos ‘donos disto tudo’)?

Resta-lhes continuarem a inventar pretextos para – nas redações – encontrarem satisfação nas derrotas que imaginam inflingir aos seus ódios de estimação, a nível interno.

Sem preocupação com a verdade, sem critérios de independência, sem vergonha de manipularem tudo o que puderem, numa nova versão de ‘maquiavelismo’ comunicacional, onde ‘os fins justificam os meios’, valendo tudo para inclinar o prato da balança contra quem querem!

Sem vergonha de o confessarem, mesmo que isso signifique a assunção da sua irrelevância como ‘fazedores’ de opinião!

Será – por isso – com o fim dos conflitos no Médio Oriente (que todos queremos) e com a paz na Ucrânia (por que todos esperamos), que se cumprirá o regresso a ‘um mundo normal’ ou, pelo menos, a um mundo sem tanto sofrimento.

Com um Mundial nos tais Estados Unidos que tanto ódio geram, na tal opinião ‘publicada’ portuguesa…que nos ajudará a voltar ao ‘nosso normal’…

Esse será o tema, o motivo da esperança, a razão das discussões, a justificação da crítica, o fundamento do desespero… nos próximos 50 dias (a não ser que alguns jornais ou televisões e – depois – algumas forças ‘fáticas’ da sociedade portuguesa, incapazes de resistirem ao que têm à sua frente e dispostas a fazerem o que lhes compete, se conseguirem libertar dos controlos hierárquicos e atuarem como verdadeiro ‘quarto poder’, mas isso já será ‘outra história’ ou a mesma que se vem arrastando há dois anos, agora com a revelação de tudo o que tentam impedir de ser conhecido em toda a sua dimensão).

Mas, por hoje, e porque a verdade pode esperar, apenas e tão só, votos de um excelente Dia de Portugal… com tudo o que isso significa para nós, como Nação!!!

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Publicado em 10 junho de 2026
Rui Gomes da Silva

CORAGEM… ATÉ PARA SER SOLIDÁRIO

Rui Gomes da Silva

Nos tempos de hoje… é preciso ter coragem… até para ser solidário… se isso significar ter de romper com o sistema!!!

Romper com um sistema feito de interesses, construído sobre lugares comuns, alicerçado em contas feitas por outros, com a intenção de provar – com os “seus” números – que, quem pensa diferente, nunca pode ter razão!

Mas, como todos sabemos… o impossível só o é até termos a coragem de o começar a destruir.

Ou, neste caso, de começar a construir uma solução diferente!

Tão diferente que ouse caminhar no sentido inverso ao que nos querem fazer crer ser o único possível.

Por isso, esses novos “donos disto tudo” – vestindo a pele de especialistas, quase sempre de instituições internacionais, ou de “jornalistas”, pagos para isso mesmo – estão sempre disponíveis para continuarem a ser uns verdadeiros “defensores de convicções alheias”!

E, com todo esse espetáculo, assumem como real a cada vez mais verdadeira afirmação de que… “podemos mudar de políticos, mas nunca de políticas”!!!

Trata-se, então, de atacar quem tem coragem em combater esse novo “mito da caverna”, como se só eles pudessem ver a luz e, todos os outros, as sombras!

Como se a verdade fosse uma reserva absoluta desses iluminados, e todos os outros se lhes tivessem de submeter.

Não se trata de revisitar Maio de 68, no seu… “sejamos realistas, peçamos o impossível”!!!

Trata-se, apenas, de pensar como, com algum esforço, poderemos ser justos e solidários com quem trabalhou toda uma vida!

Fazendo tudo para baixar a idade da reforma ou definindo um teto máximo para as pensões pagas como contrapartida de um regime contributivo proporcional (sem prejuízo de, cada um, poder escolher um plano próprio de reforma privada, se o desejar)

Para que possamos afirmar – regressando, de forma faseada, aos limites mínimos na idade (65) e no tempo de trabalho (40) e máximos nos valores de pensões – que Portugal voltou a ser, em matéria de segurança social, um País muito solidário com os que menos têm e que dá liberdade a quem, por ter mais, decidiu apostar, por iniciativa própria, em “poupar” agora para ter mais tarde!

Só e apenas isso… apesar das mentiras e das deturpações, alicerçadas em muita, senão mesmo, total ignorância de quem é pago para informar com independência e conhecimento do que fala (o que, quando se trata de atacar alguém em especial, neste Portugal de hoje, não é um critério seguido por muitos)!

Mas, ainda assim e por isso mesmo, a exigir uma enorme coragem para o defender… para “combater” por aquilo que devia ser um objetivo de (quase, quase, quase) todos!!!

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Publicado em 03 junho de 2026
Rui Gomes da Silva

“SEM NOÇÃO DO RIDÍCULO… “

Rui Gomes da Silva

Confesso que, quando – há umas semanas – comecei a ver a comunicação do Governo a comparar Montenegro a Cavaco, achei que era uma interpretação minha, enviesada pela perspetiva do meu ‘ponto de observação’ (assim a modos que… uma teoria da relatividade para a análise política)!!!

Afinal, e utilizando uma expressão bem popular, a Luís Montenegro ‘faltam-lhe espelhos lá em casa’, que é como quem diz… ‘não tem noção do ridículo’.

É o próprio líder do PSD que não percebeu que o lugar que ocupa é transitório, tão mais transitório quanto o queira tornar duradouro.

Um estar e não um ser que o atual primeiro-inistro entende… senão eterno, pelo menos, vitalício!

Mas não é, nunca o será em democracia!

Mas noção do ridículo é ‘coisa’ que não existe (muito menos abunda) junto deste grupo de meninos deslumbrados com o poder!!!

Porque mais ridículo, mesmo, só aquela cena (que a quase todos nos fez ter vergonha alheia) de, no aniversário do PSD, estando presente um ex-Presidente da República, saído do cargo há menos de dois meses, a ‘máquina do partido’ ter permitido que cantassem o ‘deixem o Luís trabalhar’!!!

Mas já não bastavam estas cenas tristes e ainda se deixou comparar com Cavaco Silva.

Podemos discordar – muito ou pouco – do ex-pm e ex-PR, mas que isso não nos sirva para legitimar a ‘publicidade’ grotesca e palerma de uma máquina partidária que compara o líder de agora com ele!

Tudo tem limites, como – melhor que ninguém – José Paulo Fafe deixou expresso, num artigo magistral, no domingo passado, também aqui, no 24Horas, cuja leitura recomendo vivamente, em que pôs a nu o ridículo da comparação.

Não se trata de perseguição, mas, antes, o relembrar, adaptando, a ‘velha’ frase de Aleksandr Soljenítsin (no seu ‘Arquipélago Gulag’… que – já agora – fazia-lhes bem ler): “Não sou eu que me repito, é o Gulag que se repete.”

No caso presente, o deslumbramento, a vaidade, a falta de noção do ridículo.

Pobres rapazes (… embora… “prostituto sem carácter”… também me pareça demais… digo eu, que não o conheço tão bem como…)!!!

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Publicado em 27 maio de 2026
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