24 Horas
  • News
  • Buzz
  • Life
  • Sports
  • eBrasil
  • OPINIÃO
  • Tv24h
24Horas

Sobre

O 24HorasFicha técnicaContactos

Informação legal

Informação legal 24HorasPolítica de cookies

Instale a nossa app

AndroidiOS

Copyright ©2026 24Horas. Todos os direitos reservados.

FacebookInstagramTikTokXYoutubeWhatsappSpotify

v1.0.2

Carlos Reis

O ROSTO DESCOBERTO DA LIBERDADE

Carlos Reis

Há rostos que contam histórias, que são espelhos da alma e da palavra. Neles se lê a confiança, a dúvida, o acolhimento ou o medo. É através do rosto que a sociedade se reconhece e se relaciona. Por isso, cobrir o rosto não é apenas esconder uma feição: é suspender o diálogo humano, é apagar a identidade que permite o encontro.

Portugal, país de rosto virado para o mundo, não pode aceitar que, em nome de uma interpretação radical de uma qualquer religião, se anule o princípio da visibilidade pessoal que sustenta a convivência humana.

A burka e o niqab, mais do que tecidos, representam uma negação da presença — uma barreira erguida entre a pessoa e a comunidade. E uma sociedade livre tem o direito — e o dever — de defender os seus fundamentos.

A Constituição da República Portuguesa não é neutra: protege a dignidade humana, a igualdade entre homem e mulher e o princípio da laicidade do Estado. A nossa matriz cultural, de raiz judaico-cristã, moldou o valor do rosto como sinal de identidade e de responsabilidade.

Quando alguém se oculta totalmente, rompe-se esse pacto civilizacional que permite reconhecer o outro como igual.

Nenhum direito é absoluto e todos são relativos. Por isso mesmo o direito de liberdade religiosa não pode fazer precludir outros direitos essenciais como o da igualdade entre homens e mulheres.

Defender a proibição do uso de burka e niqab em espaços públicos não é um ato de intolerância, mas de coerência. A liberdade religiosa não pode servir de escudo para práticas que ferem a liberdade dos restantes.

Nenhuma crença pode exigir que metade da humanidade viva atrás de um véu imposto, visível ou invisível.

O rosto descoberto é símbolo de confiança e cidadania. É nele que a comunicação se cumpre — no olhar que se cruza, na palavra que se ouve, na expressão que não teme ser vista.

Portugal deve, com serenidade e firmeza, afirmar o direito de continuar a ser uma sociedade de rostos visíveis, onde a liberdade não se esconde atrás de um tecido, mas se mostra, inteira, à luz do dia.

Durante 900 anos, desde a Reconquista, temos caminhado nesse sentido. Não podemos voltar atrás.

FacebookXLinkedInInstagramWhatsapp
Publicado em 20 outubro de 2025
Carlos Reis

NÃO HOUVE NENHUM EMPATE TÉCNICO

Carlos Reis

As eleições autárquicas deste domingo deixaram uma mensagem política clara: Portugal quer moderação, estabilidade e competência.

A vitória inequívoca da Aliança Democrática (AD) e de Luís Montenegro não deixam margem para dúvida, seja qual for o parâmetro de análise.

Para o PSD foi o regresso às grandes noites eleitorais. Desde há 40 anos que um primeiro-ministro do PSD não vencia umas eleições locais, ganhando as presidências da ANMP e da ANAFRE.

Uma observação dos resultados e nota-se a afirmação da política das soluções e a rejeição dos extremos, num país que já começa a dar sinais de cansaço da crispação e da retórica do protesto.

Quando muitos anunciavam fragmentação, e o fim do sistema de alternância ao centro, também agora no Poder Local, o eleitorado respondeu com estabilidade.

O símbolo maior dessa escolha é Lisboa.

Carlos Moedas não só foi reeleito, como ampliou a sua maioria, com mais 30.000 votos, mais vereadores, deputados municipais e juntas de freguesia, derrotando uma esquerda frentista que sonhava tornar a capital num laboratório ideológico. A resposta dos lisboetas foi inequívoca: preferem uma cidade governada com competência, diálogo e resultados, em vez de frentes populares.

A este respeito Alexandra Leitão ainda não percebeu: a sua derrota não se deve ao facto de a sua coligação não ter conseguido a “convergência” com o PCP. Muito pelo contrário, perdeu precisamente porque convergiu numa coligação com o Bloco de Esquerda.

O espírito da manifestação identitária contra a polícia na Rua do Benformoso, onde o PS de Pedro Nuno Santos se decidiu enfiar, e que teve a sua confirmação na coligação frentista de esquerda, foi assim a votos.

E a resposta é inequívoca: os lisboetas estão com Carlos Moedas.

O falhanço dessa frente de esquerda é mais do que local — é um sinal de que a política da negação perdeu força. Os eleitores valorizaram trabalho, não slogans. E, ao fazê-lo, reafirmaram o valor da moderação num tempo de ruído e populismos.

À direita e à esquerda, os extremos detiveram-se ontem.

As urnas falaram: a moderação venceu.
Afinal não houve empate técnico.

FacebookXLinkedInInstagramWhatsapp
Publicado em 13 outubro de 2025
Carlos Reis

MARIANA NÃO É NENHUMA “PASIONARIA”

Carlos Reis

Mariana Mortágua não é nenhuma “Pasionaria”. Nem os restantes “ativistas” da flotilha, por onde deambularam durante um mês, são heróis. Estes “ativistas” são apenas políticos que querem recorrentemente substituir com a legitimidade das redações e a encenação nas ruas a legitimidade que não obtêm nas urnas de voto.

“Paulo Rangel pau mandado de Israel” – berravam alguns dos idiotas úteis que invadiram a Estação do Rossio, atrapalhando a vida dos cidadãos comuns, utentes dos transportes públicos Esta foi a gratidão que os “ativistas” prestaram a um ministério que se empenhou diplomaticamente em acompanhar e proteger os “ativistas” que se meteram numa aventura propagantística, porque quiseram.

Iniciativas como a “flotilha”, que se apresentou como uma caravana humanitária revelam, na prática, um projeto político comum com várias organizações antissemitas que pululam perante a indiferença das autoridades europeias: alimentar o ódio a Israel, minar a sua legitimidade e acalentar grupos que celebram a violência.

Não há qualquer ingenuidade destes “ativistas” – há apenas uma reiterada hipocrisia. Seria por isso muito útil que se fizesse o inventário da carga efetivamente destinada a ajuda humanitária. Quanta água, quantos medicamentos e alimentos? E quem é que pagou tudo isto?

Mais grave, a flotilha insere-se num quadro mais amplo de solidariedade com o chamado “Eixo da Resistência”, cujo objetivo estratégico é confrontar o Ocidente e corroer as democracias ocidentais.

Defender a liberdade de navegar e prestar ajuda à população tiranizada pelo Hamas, em Gaza, é inteiramente legítimo. Mas transformar barcos em palco de guerra psicológica e alinhamento com forças sinistras antissemitas é um ato político que merece firme repúdio.

Porque há uma causa, cada vez menos inconfessável, pela esquerda radical europeia aliada do islamismo radical do “Eixo da Resistência”: é a eliminação do único país democrático e pró-ocidental encravado numa região cada vez mais à mercê do ódio e das trevas.

FacebookXLinkedInInstagramWhatsapp
Publicado em 06 outubro de 2025
  • Anterior
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • Seguinte

Mais deste autor

  1. MAIS CASAS, MAIS DEMOCRACIA
  2. O ESTADO DA NAÇÃO NÃO SE MEDE PELAS PROMESSAS DOS POLÍTICOS. AFERE-SE PELO RUMO DO PAÍS
  3. A POBREZA INCONVENIENTE
  4. A GRANDE FRAUDE
  5. DONALD TRUMP PERDEU E OBAMA GANHOU
  6. O MOMENTO DOS GRANDES DIAGNÓSTICOS JÁ PASSOU
  7. AS REFORMAS QUE REALMENTE IMPORTAM
  8. O DIABO ESTÁ NOS DETALHES
  9. DEIXEM A MÚSICA SER LIVRE
  10. UM REINO DESUNIDO
  11. PORTUGAL NÃO PODE CONTAR COM O CHEGA
  12. E NOVIDADES?
  13. EZEQUIEL REDUZIDO A UM TAKE DO PULP FICTION
  14. GANHÁMOS TODOS
  15. UMA PÁSCOA DIFÍCIL
  16. INDECISÃO E CONFUSÃO. E FALTA DE CLAREZA MORAL
  17. O DIREITO INTERNACIONAL É INCOMPATÍVEL COM A INDECÊNCIA
  18. A IRONIA AMARGA DA VIDA E MORTE DE JÜRGEN HABERMAS
  19. A RIQUEZA DAS NAÇÕES, HOJE
  20. FINALMENTE, O INÍCIO DO FIM
  21. AINDA ESTÁ NAS NOSSAS MÃOS
  22. GIRABOLHOS, UMA HISTÓRIA EXEMPLAR DO COSTISMO
  23. OS PORTUGUESES NÃO SÃO PARVOS
  24. MUDAR DE POVO?
  25. VOTO SEGURO
  26. AS MAIORIAS PRESIDENCIAIS NÃO EXISTEM
  27. UM SILÊNCIO ULTRAJANTE
  28. A VENEZUELA NÃO PODE SER TRAÍDA DE NOVO
  29. A ESCOLHA DA ESTABILIDADE
  30. NÃO NOS TIREM O NATAL!
  31. UMA GREVE PARCIAL
  32. UMA CAMPANHA FEITA DE FRASES FEITAS
  33. A INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL É ASSUNTO NOSSO, DO NOSSO TEMPO
  34. QUO VADIS, EUROPA?
  35. O DESCALABRO DA BBC SERVE-NOS DE AVISO
  36. A FRUSTRAÇÃO DA ESQUERDA RADICAL PORTUGUESA E O CASO MAMDANI
  37. SO LONG, MARIANNE
  38. O ROSTO DESCOBERTO DA LIBERDADE
  39. NÃO HOUVE NENHUM EMPATE TÉCNICO
  40. MARIANA NÃO É NENHUMA “PASIONARIA”