Frase do dia

  • “Às vezes, dou por mim a perguntar como não valorizamos o que temos de bom: o futebol português”, António Salvador, após a vitória histórica do SC Braga frente o Bétis
  • “Às vezes, dou por mim a perguntar como não valorizamos o que temos de bom: o futebol português”, António Salvador, após a vitória histórica do SC Braga frente o Bétis
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José Paulo Fafe

Quando seria expectável que, chegado a S. Bento, escolhesse Pedro Passos Coelho, de quem foi ‘cria política’, como modelo, Luís...

Quando seria expectável que, chegado a S. Bento, escolhesse Pedro Passos Coelho, de quem foi ‘cria política’, como modelo, Luís Montenegro, preferiu ter Cavaco Silva como bitola. Fê-lo claramente por cálculo político, por intuir a existência ainda de alguma ‘toxicidade’ política no antigo primeiro-ministro, mas também por receio de por ele ser condicionado no exercício do cargo.

No fundo, ao optar por Cavaco, Montenegro quis pura e simplesmente ‘matar’ o pai, ganhar as asas que muitos acreditavam ser as de Passos, conquistar a independência de pensamento que poucos lhe reconheciam, mostrar aos portugueses que possuía um caminho próprio.

Metendo o ‘passismo’ na gaveta, esconjurando o seu prócere, Montenegro quis criar urgentemente uma ‘persona’ que não aquela que os portugueses dele percecionavam. Não tendo o peso e lastro políticos suficientes para se afirmar de supetão, e contar de facto numa cena política que cada dia mais é dominada por quem foi até agora segunda-figura, Montenegro foi ‘obrigado’ a socorrer-se de um modelo de liderança que o ajudasse a afirmar-se, alguém a quem pudesse mimetizar, apanhar o jeito e o tom, e que o ajudasse a esconder as fragilidades que naturalmente possui, e consolidar-se como figura de primeiro plano.

E num partido, cuja história sempre foi feita de homens providenciais, agora que Montenegro exorcizara Passos, e com a memória do fundador Francisco Sá Carneiro ‘propriedade’ há muito de outros, apenas lhe restava Cavaco para se inspirar e eleger como arquétipo.

Foi o que fez, claro que com a óbvia e célere conivência de quem, já ‘morto’ politicamente, dez anos após ter deixado Belém sem grande honra nem glória, viu a oportunidade de poder reconciliar-se com um eleitorado que, depois de enjeitá-lo, já o esquecera.

O grande óbice de Montenegro em toda esta estratégia foi esquecer-se de algo tão simples como isto – é que não havendo já cavaquistas, sobram dentro (e fora…) do seu partido os que ainda se sentem ‘passistas’. E o ‘montenegrismo’, se é que alguma vez virá a existir, só poderá ser construído em cima do ‘passismo’. E assim, fica difícil…