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  • “O Mercedes pode parar na bomba e nós não e chegamos à frente”, Rui Borges, treinador do Sporting, sobre o jogo com o Arsenal
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Paulo Vieira da Silva

As últimas intervenções públicas do antigo Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, evidenciaram a sua preocupação genuína com a falta de ambição...

As últimas intervenções públicas do antigo Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, evidenciaram a sua preocupação genuína com a falta de ambição do Governo liderado por Luís Montenegro.

Mas as suas preocupações não ficaram por aqui, nomeadamente no que diz respeito ao princípio basilar da separação de poderes, com a passagem de Luís Neves directamente da liderança da Polícia Judiciária para Ministro da Administração Interna. Um precedente grave que se abriu na história da nossa Democracia.

Numa das suas intervenções Passos Coelho afirmou que “As pessoas estão exaustas dos políticos que não querem fazer nada”. Infelizmente é factual, estando carregado de razão.

Foi assim com os governos de António Costa e essa é a percepção que os portugueses começam a ter dos governos da AD. Não se vislumbram mudanças na Saúde, na Economia, na Segurança Social, na Justiça, na reforma do Estado ou na Habitação. Muita propaganda e pouca acção. Governos reactivos que apenas atiram dinheiro para cima dos problemas não resolvendo a sua génese, em que as grandes reformas continuam a ser feitas pela via dos aumentos dos funcionários públicos e dos pensionistas, sabendo que o voto destes decidem eleições.

É curto, muito curto para aquilo que se espera de quem governa um País.

Foi notório que as últimas intervenções do antigo Primeiro-Ministro incomodaram, deixando mesmo muito nervosos, os principais dirigentes do PSD que tiveram reacções quase pueris, que culminaram com Luís Montenegro a antecipar as eleições directas no Partido com um desafio implícito a uma candidatura de Passos Coelho.

Não sei se o objectivo passava por tentar silenciar Pedro Passos Coelho ou empurrá-lo para uma candidatura à liderança do PSD.

As respostas de Passos não tardaram e foram contundentes “Não sou candidato a coisíssima nenhuma, escusam de perder tempo… quando quiser ser candidato anuncio… mas isso se acontecer não será pelas melhores razões é porque PSD não está satisfeito… sempre que eu entender que devo dar algum contributo, mais crítico ou menos crítico, perante o País e perante o Governo também, não deixarei de o fazer”, deixando uma recomendação a Montenegro para que se “concentre na sua missão” de governar o País e que se “distraia pouco com o resto”.

Apenas quem conhece mal o ex-Primeiro-Ministro poderia pensar que a estratégia dos actuais dirigentes do PSD pudesse surtir algum efeito.

Pedro Passos Coelho sempre foi um homem livre e isso incomoda muita gente, como incomodam sempre as mulheres e os homens íntegros e livres. Sobretudo os medíocres. É a vida.

Pedro Passos Coelho foi, para muitos, o mais marcante líder político da democracia portuguesa nas últimas décadas, tendo assumido a governação num dos períodos mais críticos da história recente do país, sob assistência financeira internacional da famosa “TROIKA”, que incluía o Fundo Monetário Internacional, o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia.

Num contexto de quase falência do País, herança dos governos socialistas de Sócrates, implementou um programa de consolidação orçamental exigente, promoveu reformas estruturais e restituiu a credibilidade externa ao Estado português, permitindo o regresso aos mercados e a estabilização das contas públicas.

A sua liderança caracterizou-se por uma postura de firmeza, coerência e sentido de responsabilidade perante compromissos internacionais, ainda que as medidas adoptadas tenham implicado sacrifícios significativos para os portugueses.

A avaliação do seu legado continuará naturalmente sujeita a debate, porém, para os que valorizam o rigor financeiro, a disciplina orçamental e a capacidade de decisão em tempos difíceis, o seu Governo representa um momento de uma liderança política forte, determinada e transformadora na Democracia portuguesa.

Agora está tudo nas mãos de Luis Montenegro. O eventual regresso de Pedro Passos Coelho dependerá, e muito, do sucesso – ou insucesso – da sua governação.

O País não tem muito mais tempo para perder. É mais que tempo do Luís trabalhar e mostrar o que vale!