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João Vasco Almeida

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, é um rapaz novo, com a sapiência de um amanuense universal, se acreditarmos...

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, é um rapaz novo, com a sapiência de um amanuense universal, se acreditarmos nas notícias. Soube-se que o seu homólogo norte-americano, Marco Rúbio, lhe ligou para dizer “obrigadinho, Paulo”, porque o Governo português deixa que Donald Trump e companhia façam o que querem de Portugal. Não bastava o uso “à Lagardère” das Lajes; também o bunker que existe em Monsanto, Lisboa, tem os EUA nos últimos e mais enterrados pisos do subsolo alfacinha — de onde controlam meio mundo.

Ao contrário de Giorgia Meloni e Pedro Sánchez, chefes de Governo de Itália e Espanha — que fizeram manguito ao louco Trump —, o passe-vite que é Portugal deixa fazer tudo, passar tudo; assobia para o lado como um carneiro amestrado, ou um Rangel de papel.

O perigo é óbvio: se isto chega aos ouvidos xiitas da velha Pérsia, isto é, Teerão, os grupos terroristas que estão a acordar em todo o mundo, a mando do regime iraniano, vão ter Portugal na lista dos pequenos atentados de vingança no “pós-guerra”. E, se Espanha e Itália perceberam que, ao impedir que os americanos fizessem o que queriam, se puseram na primeira linha empresarial para vender ao Irão obras públicas e receber gasosa mais barata, o Governo português anda aos ziguezagues, como num famoso vídeo de há um par de anos.

Portugal, que sempre foi um país de neutralidade interessada, passou a criado de sala, com Rangel. A Lusitânia, que ocupa os lugares de Secretário-Geral da ONU e da presidência do Conselho Europeu, vê Rangel dar tiros para o ar e acertar nos próprios pés.

Não é o único caso de total incompetência. Um destes dias, já conto outra história, em que Paulo, apóstolo de MonteNegro, se prepara para derrapar em grande.

Fomos, durante séculos, mestres da ambiguidade útil. Sabíamos dizer “talvez” com um sorriso que valia ouro. Hoje dizemos “claro” com um encolher de ombros que vale pouco. Entre a subtileza e a submissão há a distância de um gesto. Rangel parece preferir o gesto curto.

Até lá, ficamos nesta sala bem varrida, com as cadeiras alinhadas e a porta escancarada. Entra quem quiser. E nós, de vassoura na mão, pedimos desculpa pela corrente de ar. Porque, no fim, o mais inquietante não é o que nos fazem. É o que passamos a achar normal.

À lixeira foi parar Portugal – antiga potência da subtileza diplomática, hoje acocorada perante o homem cor de laranja. Rangel pode ter posto em risco vidas portuguesas. Pode; não temos certeza. Mas não deixará saudades a ninguém.