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João Vasco Almeida

Além do mistério que a Maçonaria envolve, e apenas por força de mitos urbanos, corriqueiros e de antanho, esta sociedade...

Além do mistério que a Maçonaria envolve, e apenas por força de mitos urbanos, corriqueiros e de antanho, esta sociedade iniciática é tão inofensiva como outros grupos de homens e mulheres que, voluntariamente, se associam. A Maçonaria não é o único grupo iniciático em Portugal. Entre muitos, contam-se as Ordens Rosacruzes, as Ordens Templárias, a Ordem Soberana e Militar de Malta, a Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém ou o Opus Dei, apenas para citar algumas. A maior parte, curiosamente, está ligada ao Cristianismo e à Igreja Católica, e por esta sancionada e apoiada.

Mas a Maçonaria possui um prestígio internacional e nacional que merece atenção. O Serviço Nacional de Saúde foi gizado por maçons, tal como toda a rede da Segurança Social, que ainda hoje subsiste. Conhecem-se maçons fundamentais para o progresso do País, bem como grupos de maçons que lutaram pelas dívidas — ou antes, pelos ideais — da liberdade, igualdade e fraternidade ou, se preferirem, da solidariedade.

A obra dos maçons, como a de outros grupos, não se faz aos berros nas capas dos jornais. De França aos Estados Unidos, de Portugal ao Brasil, a maioria dos maçons entrega-se a um caminho solidário, mesmo em relação àqueles que não foram iniciados. A missão, segundo a literatura disponível, consiste em que cada iniciado se melhore a si mesmo e, tão ou mais importante, actue no sentido de melhorar a sociedade.

E isto leva-nos à erva daninha. Em todos os grupos há erros de selecção, idiotas e imbecis. Quando as claques de futebol têm de seguir dentro de uma “caixa” policial até ao estádio do adversário, compreende-se bem que o problema reside nessas centenas de indivíduos — e não nos restantes adeptos pacíficos.

Em sociologia, isto é simples de entender. Durkheim afirmava que «o crime é normal… faz parte de todas as sociedades saudáveis». Além disso, a sociologia identifica quatro sinais claros, a saber:

1. Estrutural —«Sempre existirão desvios, pois são parte do funcionamento social (Durkheim);

2. Cognitivo — «O negativo pesa mais do que o positivo» (Baumeister);

3. Relacional — «Os grupos precisam de culpados e de contraste» (Girard);

4. Sistémico — «As falhas colectivas tendem a ser personalizadas» (Perrow).

Por isso, quando a polícia britânica determina que os membros da Maçonaria declarem essa condição, está apenas a tentar criar uma pressão de percepção geral, errónea. Parte do princípio de que um iniciado poderá ser “pior” do que os outros. O mesmo sucede na opinião pública portuguesa: quando um corrupto é corrupto ou um criminoso é criminoso, não basta afirmar que fulano é um bandido. A “mitologia profana” apressa-se a carimbar, acrescentando que o meliante “é maçom”.

Claro que, num país de Concordata, se o crime for cometido por um membro do Opus Dei, por exemplo, raramente tal é referido. A sociedade católica suporta, de forma tolerante e sem grande agravo, essa condição.

O que nos conduz a uma conclusão: há criminosos. Mas um epíteto basta para tornar o criminoso “ainda pior”, o tal carimbo. A responsabilidade, essa, também cabe à sociedade iniciática, que deve comunicar melhor com a sociedade em geral e não hesitar em mostrar a porta da rua àqueles que não cumprem os seus bons e consolidados costumes — seja na Maçonaria, seja na Ordem de S. Miguel da Ala.

Mas o sensacionalismo vende. E a Maçonaria é, para os jornais, uma espécie de Taylor Swift vista sob um erro de paralaxe.