Frase do dia

  • “O Mercedes pode parar na bomba e nós não e chegamos à frente”, Rui Borges, treinador do Sporting, sobre o jogo com o Arsenal
  • “O Mercedes pode parar na bomba e nós não e chegamos à frente”, Rui Borges, treinador do Sporting, sobre o jogo com o Arsenal
  • “O Mercedes pode parar na bomba e nós não e chegamos à frente”, Rui Borges, treinador do Sporting, sobre o jogo com o Arsenal
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Nicolae Sena Santos

O regresso de Pedro Passos Coelho à política activa tem sido sugerido por alguns sectores da direita como solução para...

O regresso de Pedro Passos Coelho à política activa tem sido sugerido por alguns sectores da direita como solução para reorganizar o espaço político conservador. A hipótese de liderar uma coligação que inclua o Chega surge frequentemente nesse debate. No entanto, essa estratégia seria provavelmente um erro político de grandes proporções.

Em primeiro lugar, um governo verdadeiramente reformista exige estabilidade, responsabilidade institucional e compromisso com políticas de longo prazo. Os partidos populistas vivem da lógica oposta: prosperam no conflito permanente, na simplificação de problemas complexos e na mobilização de descontentamentos. Integrar uma força desse tipo num projecto reformista significaria introduzir, no coração do governo, um elemento estrutural de instabilidade e contradição. Reformas profundas exigem disciplina política; o populismo alimenta-se da ruptura constante.

Em segundo lugar, uma frente de direita que integre o Chega teria inevitavelmente efeitos eleitorais no centro político. Muitos eleitores moderados — fundamentais para qualquer maioria governativa em Portugal — dificilmente se reveriam numa aliança com uma força populista. O resultado previsível seria a deslocação desse eleitorado para o Partido Socialista, sobretudo se este for liderado por uma figura moderada como José Luís Carneiro.

Paradoxalmente, uma estratégia pensada para fortalecer a direita poderia acabar por consolidar a esquerda no poder. Em política, as maiorias constroem-se no centro — e é precisamente aí que uma coligação com o Chega arriscaria perder o país.