
Rui Gomes da Silva
Anteontem, 1.º de Dezembro, José Ribeiro e Castro, Presidente da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, afirmava… “Embaraço-me porque votei AD”!
Uma declaração crítica face à indisponibilidade do Primeiro-Ministro em o receber, nessa qualidade, e muito menos em se dignar a estar presente nas comemorações oficiais da restauração da independência!
Uma ausência que tornou mais evidente o desconforto de Luís Montenegro em enfrentar os problemas e as vozes cada vez mais críticas de uma governação que teima em não se perceber que rumo quer levar.
Longe vão os anos de 1981 e 1982, em que tantos criticávamos a forma de exercer o poder, dentro do PSD (então “de” Francisco Pinto Balsemão, Presidente do Partido e Primeiro-Ministro), todo ele estruturado com base no “eixo” Lisboa-Cascais.
Hoje, esse mesmo PSD está refém dos interesses de um outro “eixo”, o de Espinho-Braga, alicerçado numa mesma lógica de grupo, bem mais fechado que o do início da década de 80 do século passado, unido – o de agora – por outras perspectivas que, reconheça-se, não eram as de quem, então, acompanhava o líder, como Marcelo Rebelo de Sousa ou António Capucho.
Uma nova versão de “Corte na Aldeia”, de Francisco Rodrigues Lobo, não já na exaltação da vida do campo e de elogio dos costumes, para além de forma de comunicar, como as que constavam da obrar de 1619, mas – antes – na maneira como escolheram fazer política e designar pessoas para todos os lugares onde possam “meter a mão”.
E se as opções para muitos cargos do Governo demonstram esse privilegiar da fidelidade e da pertença ao núcleo de “amigos” e “compagnons de route”, as novas escolhas ainda evidenciam mais essa preocupação.
Longe de Lisboa, mas com a “corte” transferida (na verdadeira acepção da palavra) para terras de Espinho, o PSD. que este novo “eixo” trata como coisa sua, vai fazendo escolhas que surpreendem a cada momento!
Como nos recentes casos da presidência da Associação Nacional de Municípios ou, até, dos ASD, onde optou pela fidelidade em vez da representatividade!
Quem, ao fim de 6 (no limite, 18) meses de exercício de poder, opta por esse caminho, já não tem margem nem capacidade para renovar nem apontar soluções diferentes e inovadoras para o País.
Limita-se – antes – a gerir e a pagar apoios, a colocar peças que sustentem e amorteçam uma queda mais do que previsível.
Reduz a sua ação apenas à transformação de fiéis “soldados” em “generais de aviário”, cuja única preparação foi e será a disponibilidade para apoiar o líder (e o seu fiel Secretário Geral, que sonha em ser o próximo líder) em tudo o que aí possa vir.
E que não será pouco… dirão os mais avisados… apesar da preocupação em não dar dinheiro ao Tribunal Constitucional para investigar… vá lá saber-se porque é que há tanta preocupação de quem manda em que nada se possa descobrir… apesar de já se saber tanto!
Confesso que não fico embaraçado… porque já não votei AD!
E não votei como tantos… desiludido com uma liderança reducionista na sua origem geográfica, limitada na sua fonte de recrutamento político, sem horizontes abertos na sua visão para Portugal.
Não posso ficar embaraçado de um erro que não cometi… mas compreendo o embaraço de quem o fez e – atrevo-me até – a antecipar a vergonha que sentirão, muito em breve, de o terem feito!
Parafraseando Nuno Melo, que enquanto Ministro da Defesa, representou o Governo nas referidas comemorações do 1.° de Dezembro deste ano … “cuidado, não caiam”!!!

Rui Gomes da Silva
Dizia John Stuart Mill que – e cito – “uma pessoa com uma convicção é uma força social igual à de 99 que tenham apenas interesses!”
Por isso, nos exemplos que vamos tendo, quem defende convicções acaba sempre por vencer os que defendem interesses!
Que foram – quase sempre – os que, a seu tempo, souberam defender ideias e lutar por valores, mas acabaram, com o exercício do poder, enredados e perdidos na defesa dos interesses dos que os sustentam, sem cuidar das necessidades dos que invocam para se perpetuarem no poder.
A História da política, de todas as situações políticas, é essa!
E, tirando os românticos defensores de sociedades utópicas que – sem nenhuma excepção – recorreram à força para garantir o “apoio” do povo, todos os que começam por convicções se perdem nas teias dos interesses, sejam eles pessoais, sejam eles de uma certa parte da sociedade… que os fazem abandonar os caminhos que se propuseram percorrer.
São esses interesses que limitam a liberdade de quem decide, de quem ganha eleições e que (pelo tempo fora) vão contribuindo decisivamente para a queda de regimes, para a substituição de governos (na sua mais ampla expressão), para a sucessão de líderes!
Por isso, em todos os processos históricos de disputa de poder (quando se confrontam as convicções com os interesses), a primeira reação é de subestimar as convicções, com o conforto que os apoios, conseguidos nos interesses, vão dando.
Depois, quando percebem que se trata, não já de alguém fora do “arco de governação”, mas, antes, a de quem pode mesmo vir a ganhar… aí é o desespero!
Dos ataques, da discussão sobre como impedir que lá cheguem as convicções…
E como só mesmo as tais ditaduras de sociedades utópicas traduzidas, na realidade, em tudo o que era contrário ao que defendiam, conseguiram “substituir o povo”… resta-lhes o recurso aos meios mais sórdidos para impedir tais candidaturas!
Contando os tais “agora intolerantes ex-campeões da tolerância”, com a ajuda daqueles a quem devotaram a mais completa indiferença (quer por razões ideológicas, quer pelos tais interesses que ditam outras razões), esses a quem trataram com a arrogância que sempre devotam aos que não acham dignos de convidar para se sentar à sua mesa (que julgam ser a das elites).
Infelizmente para eles, felizmente para nós…
Já agora, e por falar em interesses e convicções, ontem, no 50.° aniversário de um 25 de Novembro tão carregado ideologicamente, assistimos a um grande debate televisivo… entre Luís Marques Mendes e André Ventura… onde a diferença não passou, apenas, entre os que ficaram e saíram da Sala das Sessões por deixar ou não ficar cravos vermelhos onde era pressuposto eles não estarem… como não foi um confronto
entre os que não tendo saído do Plenário, não tiveram coragem para tirar os cravos vermelhos de onde não era suposto estarem e os que queriam que eles lá ficassem… ou entre formas de comunicar!!!
Era, foi e será… entre interesses e convicções!!!
Mas como… “uma pessoa com uma convicção é uma força social igual à de 99 que tenham apenas interesses”…

Rui Gomes da Silva
Em democracia, o mais natural é que os que estão no poder, um dia, passem a ser oposição e quem está na oposição chegue, um dia, ao poder!
Um “chegar” pela mão de eleições, fazendo desse suceder de soluções, o encanto de um regime (voltando a citar Winston Churchill) que é o pior, à excepção de todos os outros.
O problema, para esses “senhores do regime”, nos dias de hoje (e muito especialmente, nesta campanha presidencial) é que, apesar de tanta nota dada pelos jornalistas nos debates a favorecer os candidatos dos “Donos Disto Tudo”, ao arrepio do que todos nós vemos, e de tanta “sondagem” (feitas, sempre, pelos mesmos e sempre desmentidas pelos votos, no dia das eleições)… de tanta sondagem, a favor desses candidatos,… pela primeira vez,… o resultado pode não os satisfazer!
Antes pelo contrário, poderemos mesmo dizê-lo,… já que quem tem mais hipóteses de passar à segunda volta destas eleições pode ser, precisamente, quem representa o que eles não querem.
E o medo do que aí pode vir é tão grande que os faz perder a cabeça e cometer erros que não eram expectáveis.
Dizia, há algumas décadas, Jean François Revel – no caso, em concreto, sobre a esquerda, mas que aqui se aplica que nem uma luva – [eles] até podem perder, a direita é que nunca pode ganhar”.
Neste caso… e adaptando a “citação”… os senhores do regime até podem perder … quem põe os seus interesses em causa é que não pode – nunca – ganhar!!!
Ou seja… os candidatos do regime podem perder… desde que percam entre eles!!!
Porque… quem quer ser alternativa aos interesses e às “negociatas”… esses nunca podem ganhar!!!
Ou seja – repetindo o que vou dizendo, à imagem de outros, desde há muito – o que os tais senhores e donos do (nosso) mundo querem é que até possamos mudar de políticos… desde que não mudemos de políticas!
Embora sejam tão previsíveis (ninguém tem dúvidas sobre quem ganha cada debate, na análise dos comentadores – com uma honrosa excepção – em função do posicionamento de cada candidato em relação aos interesses dos “donos do regime”) será que, desta vez, ainda lhes correrá tudo como querem?
Começo a acreditar que não!!!

Rui Gomes da Silva
As recentes alianças políticas (e consequentes votações nos órgãos autárquicos, saídos das eleições de 12 de Outubro), trouxeram para a luz do dia uma nova estratégia da IL.
Condicionada por uma irrelevância galopante – gerada pela incapacidade de marcar a agenda política, incapacidade bem visível nas sucessivas sondagens sobre intenções de voto a nível nacional – a IL, sem qualquer ideia mobilizadora nos tempos de hoje, descobriu um comportamento que entendeu poder tirá-la desse fundo do poço da política portuguesa.
Ainda assim, poderia não ter ideias, mas manter a coerência e a razoabilidade, na busca da estabilidade e do – sempre esperado e consequente – desenvolvimento!!!
Mas não,… preferiu antes trocar isso pelo elogio fácil dos comentadores da noite dos canais televisivos, que se derretem com tudo o que lhes pareça ser anti-Chega ou anti-Trump.
A estes, tudo o que lhes “cheirar” a linhas… vermelhas… aparentemente condicionadoras da força crescente do Chega, faz o pleno do seu êxtase, mesmo que totalmente inconsequente nos resultados.
Sem peso político eleitoral para “quase nada”, a IL manda e condiciona o PSD, a seu bel-prazer!
Como em Sintra, onde a sua direção nacional validou o acordo com o Chega, mas a IL se quis meter em “bicos de pés”…
Ou em Lisboa, na Assembleia Municipal, onde a sua posição anti Chega levou o PSD a ceder… e a “oferecer” a respetiva presidência ao PS.
Linhas vermelhas de uma IL contra o Chega (que pena – dirão entre si – não serem só os comentadores a votar em cada eleição) que não foram traçadas quando o PSD aceitou fazer um acordo, em Beja,… sim quem diria que o PSD, o Partido de Francisco Sá Carneiro, o poderia fazer… com a CDU!!!
Uma IL – partido do quase nada, capaz de dar tudo ao PS – contra o Chega, mas incapaz de criticar um acordo com a CDU… não é um partido com ideologia… mas antes um partido oportunista.
A escolha… entre ser uma força construtiva ou uma força de bloqueio… está feita pela IL.
Mas – ainda assim – a avaliação dessas estratégias,… a força de cada um dos partidos (traduzida em votos a nível nacional, sem disfarces de círculos eleitorais, nas próximas eleições presidenciais) está para breve.
Nesse dia – lamentando o facto de partidos com dimensão nacional se deixarem “agrilhoar” por partidos de nichos residuais, em termos políticos – voltaremos a confirmar que, nos tempos que correm, os combates da IL não compensam eleitoralmente (por muito que isso custe aos próprios e aos tais comentadores)!

Rui Gomes da Silva
Depois de um processo de decisão, com o tempo mínimo necessário (mas no estrito cumprimento dos respectivos Estatutos), vi ontem confirmada a minha eleição para Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Árabe-Portuguesa (CCIAP).
Com a alegria e confiança dos que – por amizade, por razões objectivas ou por estratégia –assim o entenderam… mas, também, e como sempre,… com a inveja e o desespero dos que ou nunca conseguiram nada ou que, tendo conseguido tanta coisa, se preocupam demais com o êxito dos outros!
A uns e a outros, muito especialmente aos que confiaram – de uma maneira ou de outra, mesmo que pelo silêncio – a promessa de empenho e de responsabilidade, num compromisso de que tenho de sair vitorioso!
Um projecto assumido para iniciar de um novo ciclo, porque as lideranças, por muito parecidas que sejam, por muito de continuidade que se assumam ser, têm sempre um cunho pessoal!
Também eu não irei fugir a essa realidade, não deixarei de querer que essa realidade seja feita de continuidade, mas também de novos compromissos, de novos caminhos!
Um percurso começado há pouco mais de dois anos, com o desafio que então me foi lançado por Luís Filipe Menezes, agora de novo “chamado” para voltar a ocupar a presidência da Câmara Municipal de Gaia.
Um desafio feito por amizade (por uma grande amizade), com um pedido de empenho e disponibilidade para este projecto, empenho e disponibilidade que agora renovo!
Um novo ciclo que vai contar com a energia do… novo… Secretário Geral da CCIAP, Hayder Al-Kodhairi, chegado a esse cargo há menos de um ano!
Sem deixarmos de ter memória, e recordarmos o Eng. Karim Bouabdellah – pese embora todos os desentendimentos na fase final da sua vida, que assumimos – e o Eng. Ângelo Correia, presidente por muitos anos da CCIAP, com um legado ímpar na procura de um relacionamento de excelência junto das entidades económicas desses 22 países!
Estes serão “tempos” tão exigentes quão desafiantes, por ser quase tudo novo e quase tudo de uma incerteza quase absoluta!
Teremos de saber responder a cada necessidade de cada País Árabe, interessado no intercâmbio com empresas portuguesas.
Como saberemos procurar resposta a cada desígnio de empresários e empresas portuguesas no mundo Árabe, contando com a experiência e a disponibilidade dos Senhores Embaixadores desses Países em Portugal.
Uma ajuda que contará com o empenho de todos os meus Colegas da Comissão Executiva – onde me permito destacar Miguel Frasquilho, que aceitou continuar, agora como 1.º Vice Presidente português – para além dos 54 membros actuais do Conselho de Administração (numa participação paritária entre Portugueses e Árabes), que continuam em funções e cuja experiência será de uma mais-valia extraordinária para todos nós.
Por tudo isso, continuaremos a sonhar e a querer concretizar esse sonho, feito de trabalho real!
Para conseguirmos aliar as necessidades de uns aos desejos de outros, a grandeza económica desses países, com a disponibilidade de tantas empresas e tantos empresários portugueses!
Encontraremos os parceiros ideias para cada caso, identificaremos necessidades precisas, saberemos procurar as empresas mais adequadas, os parceiros mais credíveis, descobrir os regimes mais favoráveis, disponibilizar as informações mais precisas…
Mas também seremos obrigados a sermos capazes de identificar o que procura cada empresa, para sermos úteis em cada momento!
Por nós… continuaremos a perseguir e a prosseguir o interesse das empresas e os empresários portugueses no mundo árabe!
Sem grandiloquência, mas totalmente comprometidos com os nossos objectivos, nesta … NOVA VIDA DA CÂMARA DE COMÉRCIO E INDÚSTRIA ÁRABE-PORTUGUESA.

Rui Gomes da Silva
Luís Marques Mendes — com quem mantenho uma relação pessoal de respeito — afirmou, já esta semana, que André Ventura (e cito) “não pode ser Presidente da República nem vai ser”, acusando-o, para além disso, de “dividir os portugueses” e “minar a democracia”!
E fá-lo porque encontra respaldo e se assume como o porta-voz de uma parte (cada vez menor) da sociedade portuguesa — políticos e jornalistas ou jornalistas e políticos de esquerda ou do “politicamente correto” — que se acham os “donos disto tudo”, os novos DDT do regime… com direito de veto sobre quem deve ganhar eleições e governar (ou representar, neste caso) os portugueses!
Não todos, é verdade, como afirmou André Ventura, para grande escândalo deles que só aceitam essas afirmações se forem ditas “da boca para fora”, pelos políticos de esquerda ou pelos seus “parceiros úteis” do centro e do centro-direita “fofinha”… que estes adoram ser e os aqueles adoram ter à mão, para “todo o serviço”!!!
Há uma, cada vez mais pequena (que se julga mas não é, nunca foi nem nunca será) “elite”, que se acha dona da democracia e do regime!
São os mesmos que, nos meus tempos de PSD (e foram 48 anos) que, sempre que eu ganhava… invocavam uma imperiosa necessidade de união em torna de defesa dos ideais do partido, para não serem desalojados dos lugares que ocupavam e, quando eram eles a ganhar, se apressavam a correr os que perdiam, em nome da legitimidade retirada dos resultados eleitorais.
Não me peçam exemplos… nem de “atores” nem de “redatores” que apoiavam uma e outra coisa, sempre na defesa dos seus próprios interesses ou dos que lhes pagavam assessorias… fossem quais fossem as justificações dessas faturas.
Todos os dias nos vamos deparando com esta tolerância num só sentido, em que esses “democratas” só o são enquanto os seus interesses e os seus lugares (que achavam serem-lhes eternamente destinados) não estiverem em perigo!
Um risco que julgavam afastado para sempre, por pertencerem ao tal “centrão”, onde uns protegiam os outros.
Agora — com receio do que aí possa vir — transformaram-se em intolerantes.
E, com isso, descobrimos que apenas o eram (democratas e tolerantes) por não ter sido preciso defender a democracia e o respeito pela liberdade.
Podem não concordar, podem (até) invocar processos passados ou insultar quem, no dia a dia dos argumentos e em pleno respeito pela vontade dos portugueses, os combates em nome de valores e por uma ideia diferente.
Podem ter como aliados os que controlam a opinião publicada… mas não será por isso que poderão dizer tudo e reclamar razão em tudo o que dizem.
Pela democracia, pelo respeito pela liberdade e na defesa do direito a estar disponível para o combate político por ideais, contra os interesses,… esse é o caminho que vale a pena seguir!
Felizmente… as eleições decidem-se a contar votos e não com os computadores de alguns… onde os “votos” davam os resultados pedidos.
Antes (mesmo sem computadores) como depois do 25 Abril, na política como no resto… vai continuar a valer a pena acreditar na democracia!!!
Mesmo contra … A INTOLERÂNCIA DOS (EX) “TOLERANTES”!!!

Rui Gomes da Silva
No sábado, 25 de Outubro, o Sport Lisboa e Benfica vai a votos! E, como sempre que há um ato eleitoral, temos a tentação de o achar como o mais importante de sempre! Só que este, para o futuro do Benfica, é mesmo importante!
Importante para continuar a construir uma grande equipa de futebol para a Europa!
Muito importante para continuar a fazer do Benfica um Clube e não um qualquer “monte alentejano”, propriedade de uns iluminados bem-nascidos (ou, mesmo, só “meios” bem nascidos), onde se reúnem os “amigos dos copos” para brincar aos clubes de “football”…
Demasiado importante, também, para não repetirmos as aventuras de 1997 (onde o candidato vencedor de então prometeu o regresso de um jogador “sonhado” por todos, que nunca trouxe)…
Importantíssimo para não repetirmos os erros de 2000 (onde a primeira decisão foi despedir José Mourinho)!
Para não voltarmos a acreditar em quem anuncia o regresso de um outro jogador “desejado” por todos (sem nunca dizer quando o trará) ou voltarmos a ter um Presidente, que se prepara – estou perfeitamente convicto disso – para voltar a despedir José Mourinho!
Por mim quero alguém que conheça já as enormes dificuldades e a complexidade da gestão do SLB.
Um Presidente que afaste qualquer possibilidade de entrarmos em aventuras, em loucuras, em processos de gestão à distância, em decisões por amizade.
Se fosse por um futuro que “um dia há de vir”… votaria em Martim Lima Mayer (com o “reforço” de um valor incalculável de benfiquismo e de conhecimento de Benfica como o de Manuel Boto) ou em Cristóvão Carvalho!
Se fosse por amizade e ou por consideração, votaria em Luís Tadeu, Nuno Gomes e Vítor Paneira.
Mas – e é por isso que estas eleições são tão importantes – não podemos ir votar de forma emocional, para “castigar” o despedimento tardio de Roger Schmidt ou de Bruno Lage.
Ou para penalizar, ainda mais, o Benfica pelo “roubo de igreja” da final da Taça de Portugal da época passada.
Vamos votar pelas escolhas do presente e pelo futuro… e, por mim, bastaria essa para ser a razão do meu voto: a escolha de José Mourinho para treinador do Benfica.
Será que poderemos eleger alguém que nos faz ter “vergonha alheia” pela mediocridade das suas aparições públicas, alguém que invoca à exaustão ter um passado, mas do qual nunca ouvimos falar, a não ser como auto-elogio?
Ou votar numa equipa cujo chefe foi escolhido por um grupo muito pequenino de políticos desempregados (agora, em 2025, como em 2020… mas não em 2021, porque aí estavam em lugares que não queriam abandonar)?
Eu quero um Presidente que sinta o que diz e não uma triste figura que diz o que lhe escrevem em cábulas para entrevistas…
Quero alguém que tenha uma história de Benfica e não alguém cujos únicos pergaminhos são os que invocam uma capacidade de gestão desconhecida (que, aliás, nenhum dos seus pares invoca para si ou para o personagem em causa)…
Por tudo isso e, já agora (a título de aviso para os que fazem dos interesses a motivação das suas atitudes e da inveja a razão dos seus ataques)… sem querer nada em troca!!!
Só pelo Benfica… só por aquilo que acho – hoje – o melhor para o Benfica que quero ver construído… vou votar Rui Costa!
Com a esperança que ganhe já no sábado (ou, no limite, que o consiga… à segunda volta).
Porque, se isso não acontecer, daqui a dois anos teremos outra vez eleições e – aí sim – no meio da maior crise do Sport Lisboa e Benfica desde o fim dos anos 90!!!
Para bem do Benfica, vamos lá resolver isto já… sem sobressaltos com “aprendizes de feiticeiro” ou com “velhos do Restelo”… e voltar a ganhar tudo cá dentro e lutar por grandes épocas na Europa!
Porque … SÓ O BENFICA IMPORTA!!!

Rui Gomes da Silva
Quase todos os comentadores preferirem satisfazerem-se a si próprios e aos seus “apaniguados” de esquerda que se acumulam na comunicação social, embora sem qualquer representatividade na sociedade, escolhendo – como facto relevante das autárquicas de domingo passado – a eleição de apenas três presidentes de câmara pelo Chega. E fizeram-no omitindo que o partido de André Ventura fez eleger cerca de 1900 cidadãos para os órgãos autárquicos e, em 22 concelhos, ficou em segundo lugar.
Perdem-se com as não vitórias do Chega… mas antes deveriam perder o seu tempo a analisar os resultados do PS nas áreas urbanas. É que a vitória do PSD, em muitas das câmaras das grandes cidades aconteceu à tangente. E nessas, onde o Chega conseguiu resultados razoáveis, tirando votos ao PSD, o PS – com excelentes candidatos – só não ganhou porque a diferença que deveria ter siso feita pelo líder José Luís Carneiro, não existiu.
Quem, nessas autarquias, poderia ter influenciado o voto de algumas centenas de eleitores, deveria ter sido a liderança nacional.
Alguém com quem os eleitores de cada concelho se identificassem, alguém que fizesse a diferença ao perceber por onde está a seguir o mundo e que para ser indiferente, em termos ideológicos e políticos, já lá está este PSD.
Em vez de empolgar ideologicamente, em vez de ir buscar o voto dos que se identificam à e com a esquerda (seja lá o que isso for, embora muitos não saibam o que isso é), José Luís Carneiro preferiu passar, optou por estar, escolheu aparecer… em vez de intervir, cativar, empolgar!
Dir-me-ão que o carisma não é para todos …
Pois não, mas quem não tem carisma e quer “armar” em líder, disfarça essa falta com preparação, com uma força interior capaz de “levar o mundo à frente”,… em vez de parecer um figurante de uma passagem de modelos de um qualquer “criador” de Baião, onde nem aí o PS foi capaz de vencer estas eleições.
E ao falhar, tão estrondosamente, tornou evidente não ter percebido que, se o mundo está a virar à esquerda, o problema não será qual o polo da direita no novo bipartidarismo que está a chegar – esse será o Chega, obviamente – mas qual será o partido à esquerda… o PSD ou o PS.
Continuo a achar que será o PSD a desaparecer – por razões que já expliquei tantas vezes (como no “Não tenham medo da mudança”, Lisbon International Press, Novembro de 2023) – se continuar a cometer os erros que teima em repetir.
Só não contava que o PS caísse nesta loucura, nesta escolha de uma figura tão simpática quão irrelevante para o comum dos eleitores portugueses.
Pedro Nuno Santos está, hoje, a sorrir!
Mas irá rir ainda mais, qualquer que seja o resultado das próximas presenciais (porque, ganhe quem ganhar, quem vai perder sempre … e muito … será José Luís Carneiro). E mais irá rir se a alternativa, em termos de governo, que o PS apresentar ao País nas próximas eleições legislativas (sim próximas … 2026 … 2027) for tão inexistente como a destas eleições. Por isso e enquanto por lá andar… José Luís Carneiro é o seguro de Montenegro.
Eu sei que, mesmo quem tem seguros, não fica livre de ter “acidentes”!
Mas até lá … o seguro (que não o António José, mas antes o José Luís) vai garantindo noites descansadas a Montenegro!
Até um dia… mas aí… já poderá ser tarde para o PS … como o foi para tantos Partidos Socialistas por essa Europa fora!

Rui Gomes da Silva
A libertação de 33 migrantes, que tinham chegado, em agosto, num barco de madeira, a Vila do Bispo é mais um escândalo da política (ou da justiça ???) portuguesa. A cargo da Segurança Social, desde que tentaram entrar ilegalmente em Portugal, conseguiram (ou alguém conseguiu por eles, com a conivência de não sei quem)… conseguiram ver esgotados os 60 dias em que podiam estar sob controle das forças policiais…
Uma (não) decisão judicial que deixou passar mais um prazo… que permite que cada um desses cidadãos se possa passear por Portugal ou pela Europa sem fronteiras, porque temos as leis que temos.
Uma (não) decisão judicial que põe muitos a pensar onde terá acabado a incapacidade de decidir e poderá ter começado a vontade de (não) decidir assim, por razões políticas ou por convicções. Mais uma (não) decisão que faz com que sejamos repetidamente criticados pelas entradas que permitimos sem qualquer controle.
Numa campanha autárquica em que a questão da imigração esteve sempre presente… tão presente como tem estado na vida política nacional, desde que o “Portugal profundo” acordou da indiferença como que assistia à política de portas escancaradas que o PS trouxe para a ribalta.
Uma “questão política” que, cada vez mais, estabelece uma fronteira absoluta entre a esquerda e a direita!
Uma diferença que vem gerando esta escalada de alerta, de contestação, de revolta… que vai separando as águas entre os que querem mais imigrantes e os que nem sequer querem todos os que já cá estão.
Uma oposição total entre um fechar de portas e as portas abertas da esquerda, por razões de desespero eleitoral que disfarçam de solidariedade social.
Uma divisão que os números – cada vez mais – vão provando: o divórcio entre os políticos (com exceção de alguns, onde se situa todo o CHEGA e a honrosa resistência do socialista Ricardo Leão) e a realidade.
Números recentes de um estudo de opinião (divulgado num programa da CNN) trazem para o debate público esse mesmo afastamento entre a classe política e o povo (que os iluminados de esquerda tendem a desconsiderar… pelo simples facto de… não concordar com eles).
Enquanto – citemos a notícia do passado dia 3 – 82% dos políticos portugueses considera que os imigrantes não têm de se adaptar aos costumes do nosso País (e apenas 18% acham o contrário), só 28% dos portugueses entendem que os imigrantes não têm de se adaptar (enquanto 72% consideram que quem cá chega deve adaptar-se aos costumes de Portugal).
A continuarem assim … estes políticos de esquerda (e os tontos do centro, mas “politicamente corretos”) acabarão como merecem: cada vez mais minoritários, cada vez mais irrelevantes, cada vez mais reduzidos ao impacto que sempre tiveram as suas ideias… a não ser quando as impuseram pela força das armas e da repressão!!!