Frase do dia

  • “Eu não quero a Lusa nas mãos de um novo Sócrates”, Leitão Amaro
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Rui Gomes da Silva

Em Abril de 1972, ainda exilado em França, Mário Soares publicou “Portugal Amordaçado”. E percebendo os riscos que a liberdade correria,...

Em Abril de 1972, ainda exilado em França, Mário Soares publicou “Portugal Amordaçado”.

E percebendo os riscos que a liberdade correria, sempre que há uma revolução feita em nome dela, publicou, 5 meses após o 25 de Abril de 1974, a versão portuguesa desse livro, considerado “… uma reflexão contra os perigos que espreitam a liberdade e a democracia …”!

Hoje, mais 51 anos após o 25 de Abril, a esquerda portuguesa, incapaz de convencer, pelos argumentos do combate democrático e da discussão de ideias, tenta a solução que, ao longo da História, acabou sempre a amordaçar a vontade popular.

Cada vez mais sem apoio e sem futuro, porque sem votos, essa mesma esquerda (como sempre com o apoio dos “idiotas úteis da direita” que vivem e existem por causa dessas solidariedades “libertárias”), desta vez, não se bastou em passar o combate ideológico para o nível da “judicialização” da política, com pacotes de transparência que tentassem atemorizar esses novos combatentes da liberdade!

De facto, quem se preparou para essa disputa – com eleições vencidas por todo o mundo – não se atemoriza com esses velhos truques.

O que levou a esquerda wokista e já quase sem qualquer representatividade eleitoral, a recorrer a outra situações marginais, capazes, por si só, de os fazer parecer estarem a ganhar o combate.

Contando – ou forçando mesmo – com a sustentação de um novo perigo para a democracia e a liberdade, … a da política sustentada em decisões dá justiça.

Um processo bem metido dá direito a uma decisão favorável … que demorará o tempo suficiente a ser revertida, para permitir a sensação de vitória … até os tribunais superiores colocarem um ponto final “à brincadeira e à festa”!!!

Que importa a liberdade de expressão, o delito de opinião, a interpretação abusiva e rebuscada de qualquer afirmação … tudo com um único objetivo, … o de condenar quem está cada vez mais perto de ganhar eleições e acabar com os desmandos de quem, mesmo sem votos para tal, mandava a seu bel prazer em tudo?

O medo desses poderes inorgânicos, dessas forças políticas sem representatividade, a viverem da aparência de poder que pode dar a presença exuberante nas ruas, de perder esse mesmo poder, leva-os a tentar seguir tudo o que possam achar útil para não desaparecerem.

Mesmo que para isso chamem a justiça não para o centro do debate, mas fazendo da utilização parcial e enviesada da justiça o eixo principal desse combate, tentando a sua politização (com uma parte dela a aceitar – infelizmente – participar).

Tentando, no limite, que mesmo mudando de políticos, não consigamos mudar de políticas.

Infelizmente para eles, acabou o poder da rua, já não há medo de revoluções de esquerda (tão mal tem andando os seus últimos exemplos pelo mundo fora) e a sua sempre invocada superioridade moral e ética já não consegue enganar mais ninguém.

E se o povo é quem mais ordena, não haverá mais o regresso a outro “Portugal amordaçado”!

Por muito que isso custe ao sistema e aos velhos donos disto tudo (quer em termos de dinheiro, quer em termos políticos)!

Pelo futuro … que será de quem acredita que vamos ser capazes de mudar o mundo!!!

Mas isso será em 2026!!!

Porque … por hoje … um Santo Natal para todos!!!