O Portugal “politicamente correto” anda feliz! E, tendo respirado de alívio com os resultados das presidenciais – voltemos a um pormenor...
O Portugal “politicamente correto” anda feliz!
E, tendo respirado de alívio com os resultados das presidenciais – voltemos a um pormenor da noite eleitoral da semana passada – coincidiu no anúncio de um período de três anos e meio sem eleições.
Tão coincidentes os discursos do Presidente eleito, do líder do Governo e do líder da oposição que – acreditando não terem sido combinados – não podem ter outra explicação senão o medo que elas… eleições… causam a esses protagonistas da política portuguesa.
Ao Presidente da República eleito,… o medo que uma possível ida às urnas, por sua decisão última, possa colidir com as promessas que fez na campanha eleitoral (e que sabe que, com toda a probabilidade, não irá cumprir)!
Como se – e repito-me tantas vezes quantas as que forem precisas – a estabilidade fosse um fim em si mesmo!
Mas, também, medo que essa sua decisão seja o detonador de uma futura vitória de André Ventura e que isso o obrigue a ter de empossar um governo liderado pelo Chega!
Por medo, também, o do líder da actual maioria minoritária na AR,… medo que uma ida às urnas traga uma cada vez mais previsível vitória do Chega!
E ao que isso obrigaria, em termos de ginástica política, com o recurso último do Bloco Central, de braço dado com o PS, no que será (sim, vai ser, estou cada vez mais convicto disso) o fim do PSD.
Medo, por último, do Secretário Geral do PS, por poder vir a não ser o Partido mais votado, ou –sequer – ter mais votos do que o PSD e, com isso, ver-se apeado do cargo que vai exercendo por falta de comparência dos barões do PS (alguns dos quais terão, a partir de Março, “base operacional” em Belém).
Ou seja… o medo de eleições juntou os “protagonistas do sistema”!
Mas… sendo verdade que a nossa mente atrai o que tememos… eu não vejo como haverá outra forma de sair da crise que está a chegar!
Por muito que nos possamos entreter com a interpretação e análise do discurso do novo PR, a 9 de Março,… ou com o futuro de Marcelo fora de Belém,… ou sobre quantos serão os Ministros e os Secretários de Estado remodelados logo após a entrada em funções de António José Seguro,… ou se uma queda de um enfermeiro arrasta a queda de um Secretário de Estado que, por sua vez, leva consigo uma Ministra, etc., etc., etc.!!!
Podemos ir discutindo tudo isto e mais o que já andamos a discutir há cerca de um ano… mas –por muito que o sistema não queira – teremos eleições legislativas até ao fim do inverno de 2027.
A pensar num futuro melhor para Portugal!!!