Ruby Rose, de 40 anos, acusou Katy Perry (41) de assédio sexual, num episódio que, segundo relata, terá ocorrido há cerca de duas décadas, numa discoteca em Melbourne, Austrália.
A polémica ganhou visibilidade depois de a atriz reagir a um comentário da cantora sobre uma atuação de Justin Bieber no festival Coachella. Em resposta, escreveu: “A Katy Perry assediou-me sexualmente na discoteca Spice Market, em Melbourne. Quem se importa com o que ela pensa?”

Numa série de publicações, a atriz explicou porque só agora decidiu tornar o caso público. “Tinha pouco mais de 20 anos. Agora tenho 40. Demorei quase duas décadas a conseguir dizer isto publicamente. Embora esteja muito grata por ter chegado até aqui e encontrado a minha voz, isto só mostra o impacto que o trauma e o abuso sexual causam. Obrigada por me ouvirem”, referiu.
Ruby Rose detalhou também o alegado episódio, afirmando que tentou evitar a situação ao fingir que estava a descansar. “Viu-me a ‘descansar’ no colo da melhor amiga para a evitar”, escreveu, acrescentando uma descrição do que terá acontecido de seguida.
A atriz sublinhou ainda a dificuldade em abordar este tipo de casos: “Como mulher, por várias razões, falar abertamente sobre violência e abuso sexual entre mulheres parece ser 100 vezes mais difícil do que falar sobre os predadores masculinos, pelo menos para mim”. Ruby Rose garantiu ainda que a cantora a pode processar “à vontade”. No entanto, garantiu que tal não vai acontecer porque o episódio aconteceu em público, tendo sido testemunhado por muitas pessoas.
Entretanto, um representante da cantora reagiu às acusações, rejeitando-as. Em declarações à revista People, afirmou: “As alegações que estão a ser divulgadas nas redes sociais pela Ruby Rose sobre a Katy Perry não são apenas categoricamente falsas, são mentiras perigosas e irresponsáveis”. O mesmo comunicado acrescenta ainda que a atriz tem “um historial bem documentado de fazer alegações públicas graves (…) que foram repetidamente negadas”.