O mercado livreiro em Portugal arrancou 2026 com sinais positivos, registando um aumento nas vendas nos primeiros três meses do ano. De acordo com dados divulgados pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, foram vendidos mais de 3,2 milhões de livros entre janeiro e março, o que representa uma subida de 2,6% face ao mesmo período de 2025.
Em termos financeiros, o setor gerou cerca de 46,8 milhões de euros, traduzindo um crescimento de 3,5% em comparação com o ano anterior. Os números têm por base a monitorização da GfK.
Este crescimento acontece num contexto de ligeiro aumento do preço médio dos livros, que se fixou nos 14,61 euros, mais 0,9% do que no primeiro trimestre de 2025. Ainda assim, o aumento do número de exemplares vendidos foi determinante para o reforço global das receitas.
As livrarias continuam a liderar enquanto principal canal de venda, sendo responsáveis por 70% das unidades comercializadas e por quase 79% do valor total. Já os hipermercados representam uma fatia menor, com cerca de 30% das vendas em número de exemplares.
No que diz respeito às preferências dos leitores, a literatura infantojuvenil destacou-se como a categoria mais procurada, representando mais de um terço dos livros vendidos. Segue-se a ficção, que, apesar de vender menos unidades, concentra a maior parte da receita, enquanto a não-ficção mantém também um peso significativo no mercado. As campanhas e edições exclusivas continuam a ter uma expressão reduzida.
No período homólogo de 2025 tinham sido vendidos cerca de 3,1 milhões de livros, gerando pouco mais de 45 milhões de euros. No total do ano passado, o setor registou um crescimento robusto, com quase 15 milhões de exemplares vendidos e receitas superiores a 217 milhões de euros.