O Serviço Municipal de Proteção Civil de Lisboa alertou para os riscos associados à presença da lagarta do pinheiro nos espaços urbanos, sublinhando os perigos para a saúde pública e para os animais de estimação.
Também conhecida como processionária, a lagarta do pinheiro é uma praga desfolhadora que afeta sobretudo pinheiros e cedros. O nome deve-se ao facto de as lagartas se deslocarem em fila, formando longas “procissões” quando descem das árvores para o solo, fenómeno que ocorre habitualmente entre o final do inverno e o início da primavera. Entre janeiro e maio, é comum observá-las a atravessar parques, jardins, passeios e zonas junto a estabelecimentos escolares.
Os pelos urticantes do inseto representam um risco significativo, podendo provocar reações alérgicas graves. Entre os sintomas mais frequentes estão irritação e vermelhidão da pele, comichão, ardor, inchaço, irritação ocular, tosse, vertigens e dificuldades respiratórias. Nos animais de companhia, sobretudo cães, o contacto pode causar lesões severas, incluindo necrose da língua e morte do animal.
Perante a identificação de árvores infestadas, as autoridades recomendam o afastamento imediato da área e a não permanência de crianças ou animais no local. A situação deve ser comunicada à Proteção Civil, à Câmara Municipal ou aos serviços regionais do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
Em caso de contacto, deve retirar-se e lavar a roupa a alta temperatura, evitar coçar ou esfregar a zona afetada, lavar a pele com água fria corrente e remover cuidadosamente os pelos urticantes, por exemplo, com recurso a fita adesiva. Se surgirem sintomas mais intensos, sobretudo ao nível ocular ou respiratório, é aconselhada a deslocação a uma unidade de saúde. Em situações graves, deve ser contactado o 112.
No vídeo, abaixo, pode observar-se um pinheiro já intervencionado para evitar a propagação de ninhos nesta zona.