Hugo Soares, de 43 anos, fez uma defesa de Abril como espaço de moderação democrática e de rejeição dos extremismos, este sábado, dia 25, num discurso em que respondeu diretamente a André Ventura e procurou atualizar a herança da Revolução dos Cravos para o debate político atual.
O líder parlamentar do PSD afirmou que Abril “não é dos cravos verdes ou dos cravos vermelhos”, mas “de Portugal”, e sustentou que, “hoje, a coragem está em enfrentar os extremismos, a demagogia e os divisionismos”.
Na tribuna da Assembleia da República, Hugo Soares defendeu ainda que “dizer não ao imobilismo é cumprir Abril”, ligando essa ideia a medidas concretas como aumento de salários e pensões, baixa de impostos, segurança e “imigração moderada”. O dirigente social-democrata afirmou também que “o democrata pleno combate o radicalismo, mas aceita o veredito do povo”, contrapondo a figura do moderado à da polarização.
A fechar, Hugo Soares recorreu a referências simbólicas da cultura portuguesa, como Jorge Palma e Zeca Afonso e citando Ruy de Carvalho: “A democracia e a liberdade são as coisas mais belas que um homem pode ter.” A intervenção confirmou a linha do PSD para esta sessão: apropriar-se do legado de Abril sem o entregar nem à esquerda nem ao populismo.