Frase do dia

  • “Lukebakio não gostou de sair mas tem de correr para trás e dar ao pedal”, José Mourinho
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Susana Silva, ex-mulher de António Pedro Cerdeira, garante ter sido sujeita a agressões físicas e psicológicas, durante os nove anos de relação com o ator, numa entrevista à Nova Gente: “Sei o que vivi, tenho testemunhas fantásticas, estou completamente rodeada de pessoas honestas. Mas há sempre aquela angústia, porque isto é muito violento para a vítima.”

Confiante que se faça justiça no tribunal, Susana não tem medo de nada. “Ele tem de ser condenado, porque o que fez é um crime horroroso. Eu fiz esta queixa, em primeiro lugar por mim, mas também por todas as mulheres que sofrem violência, porque ligo a televisão e é frequente uma mulher morrer às mãos do marido”, justificou, acrescentando: “Para nós, vítimas, a acusação já é uma batalha ganha. Enquanto o Pedro não for condenado, eu não sou uma mulher livre.”

Vários anos depois da queixa, a ex-mulher de Cerdeira não consegue seguir em frente enquanto o processo não tiver um desfecho, jurando que está a dizer a verdade: “Nunca precisei de mentir, vivi isto na pele. Ainda hoje, às vezes, olho para o meu corpo, para um dedo que foi partido na mão esquerda, e lembro-me. Isto é muito violento.”

O que se ouviu em tribunal foi um depoimento gravado em junho de 2024. A queixosa revelou os anos de terror que terá vivido às mãos do conhecido ator, de 55 anos: “A primeira red flag [sinal de alerta] foi em 2014, na estreia do filme ‘Sei Lá’. Falei com um ator e ele fez a primeira cena de ciúmes.”

Nos meses seguintes, os episódios tornaram-se mais frequentes e mais agressivos, de acordo com os relatos de Susana. “Tínhamos ido jantar. Levámos para casa o meu melhor amigo e uma amiga dele. Ele teve outro ataque de ciúmes. Deu-me um estalo. Fiquei parva. Vivi um pesadelo com ele. Aguentei sete anos.”

Susana denunciou também que António Pedro Cerdeira ficava mais agressivo quando consumia “cocaína e álcool”. “Sempre consumiu, não todos os dias. Quando não consumia tinha ressacas. Era muito ciumento. Quando consumia cocaína, bastava um homem olhar para mim. Batia-me de todas as maneiras. Não me batia na cara porque percebia que ficava negra. Levei murros, partiu-me as costelas e partiu-me a cabeça com um banco. Além de ter levado tareia, ouvia insultos como vaca, monte de mer**”

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